Logo2c.png

ECONOMIA CIRCULAR

Sistema econômico que utiliza uma abordagem sistêmica para manter o fluxo circular dos recursos, por meio da adição, retenção e regeneração de seus valores, enquanto contribui para o desenvolvimento sustentável

A indústria brasileira já tem adotado práticas para o melhor aproveitamento dos recursos naturais há bastante tempo. Desde a proposta do United Nations Environment Programme (Unep), em 1989, por uma Produção mais Limpa (P+L), o desafio da busca por maior eficiência dos processos produtivos e a relação com ganhos econômicos para as empresas vem ganhando cada vez mais força.

Nessa jornada, diversas abordagens e ferramentas com propósitos similares surgiram. Como exemplo, é possível citar as normas da série ISO 14.000, avaliação do ciclo de vida, simbiose industrial, logística reversa, design for environment (DfE), cradle to cradle (berço ao berço) e biomemitismo.


Para a indústria, a economia circular faz parte do processo evolutivo em que o melhor uso dos recursos naturais e a perspectiva de valor econômico somam esforços para atender às demandas sociais e, ao mesmo tempo, manter o meio ambiente equilibrado.

A relação entre recurso e valor é um dos pontos-chave do debate sobre o tema. Nessa perspectiva, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) acredita que os princípios da economia circular já fazem parte do DNA do setor industrial. Adicionar valor aos recursos naturais e entregá-los à sociedade é um dos principais propósitos da indústria.

Em 2019, a CNI realizou uma pesquisa nacional para verificar como o tema vem sendo tratada pelo setor e identificou que 76,5% dos entrevistados já adotam alguma prática de economia circular, embora a maior parte ainda não saiba que as iniciativas se enquadram nesse conceito.

Entre as principais práticas elencadas pelos respondentes, estão a otimização de processos (56,5%), o uso de insumos circulares (37,1%) e a recuperação de recursos (24,1%).

Apesar de a indústria já ter incorporado algumas práticas de economia circular em seus processos, temos ainda um longo caminho pela frente para conseguir manter, de forma efetiva, o fluxo circular dos recursos, a longo prazo e fora das instalações das empresas.

Para orientar o país na concretização deste desafio, é prioritária a criação de um norte regulatório para o tema. Para pavimentar o caminho de transição para a economia circular, serão fundamentais políticas públicas que estimulem a gestão estratégica dos recursos naturais, promovam a inovação e a competitividade do setor privado, incentivem a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico e que fomentem a conscientização da sociedade.

Um passo importante, que pode ser implementado no curto prazo, é o uso de poder de compra do Estado para estimular práticas de economia circular. Em 2020, a CNI publicou a cartilha “Compras Públicas Sustentáveis” que orienta como requisitos de sustentabilidade podem ser criados e incorporadas no processo de compras públicas.

Outro passo significativo, que demandará um prazo um pouco maior, será a criação de uma rota de maturidade para que seja possível avaliar os processos e produtos das empresas, considerando métricas de economia circular. Desta forma, será factível elaborar projetos consistentes e acessar recursos para o financiamento e viabilização das inovações nas empresas.

A indústria nacional acredita que com um arcabouço regulatório adequado, com ferramentas e métricas que considerem a realidade das organizações brasileiras e a colaboração dos diversos atores da sociedade, será possível alavancar de forma consistente a transição para a economia circular no Brasil.

Objetivos do Desenvolvimento Sustentável relacionados:
 

 Texto alternativo da sua imagem
 Texto alternativo da sua imagem
 Texto alternativo da sua imagem

Mensagens-chave

Incentivar a adição, retenção e recuperação de valor dos recursos pelas organizações.

O fortalecimento das cadeias de valor circulares deve considerar a redução da informalidade e a realidade das micro e pequenas.

Contribuir para a competitividade e ampliação do setor de manufatura brasileiro, e acesso ao mercado externo.

O desenvolvimento do mercado deve priorizar a melhoria de processos, a qualificação profissional e o incentivo à construção de infraestrutura.
 

Incentivar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação tecnológica para o melhor aproveitamento dos recursos.

É fundamental investir na promoção da circularidade nas organizações e territórios.

Fomentar a conscientização da sociedade para o melhor uso dos recursos.

A responsabilidade pelo melhor uso dos recursos deve se dar de forma ampla e colaborativa pelos diversos atores da sociedade.



 

Agenda prioritária 2022

Agenda-Icone.png Desenvolver a ferramenta Rota de Maturidade em Economia Circular, que ajudará as empresas a diagnosticarem seu grau de maturidade em relação a práticas de economia circular, e apresentará propostas de melhorias.

Agenda-Icone.png Defender o interesse do setor industrial nos projetos de leis que tratam de uma provável Política Nacional de Economia Circular, em elaboração no Congresso Nacional.

Agenda-Icone.png Desenvolver e entregar ao Governo Federal fichas técnicas com a indicação de requisitos de sustentabilidade a serem incorporados pelo gestor público nos processos de compras governamentais.

Agenda-Icone.png Liderar a delegação brasileira nos trabalhos do Comitê Técnico da International Organization for Standardization, ISO/TC 323, que está elaborando a Norma Internacional sobre Economia Circular.

Agenda-Icone.png Coordenar a Comissão de Estudo Especial de Economia Circular da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT CEE/323), espelho do ISO/TC 323.

Ações e resultados

2021

+

2020

+

2019

+

Iniciativas das federações e associações de indústrias

Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG)

+

Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP)

+

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN)

+

Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast)

+

Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee)

+

Estudos e análises

Vídeos

 

topo