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GESTÃO SUSTENTÁVEL DE ENERGIA

As práticas de eficiência energética e as fontes renováveis terão participação cada vez mais relevante nas matrizes energéticas industriais no Brasil e no mundo

O setor de energia brasileiro se destaca por possuir uma matriz energética com grande participação de fontes renováveis, o que acontece em poucos países do mundo. Isso significa que as emissões de gases de efeito estufa (GEE) por unidade de energia consumida no Brasil são pequenas comparadas a outros países.

Em termos de energia elétrica, o desempenho brasileiro é singular. Segundo o Balanço Energético Nacional 2019, a composição da matriz elétrica brasileira é a seguinte: as fontes renováveis representaram 83,3% da matriz elétrica do país; a geração hidráulica correspondeu a 66,6% desse total; a eólica, 7,6%; a biomassa, 8,5%, e a solar, 0,5%.
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O Brasil, no entanto, ainda tem um longo caminho a percorrer para atingir padrões socioeconômicos comparáveis aos de países desenvolvidos. Sobretudo, em relação ao consumo de energia per capita, que deverá aumentar até 2030.

O desafio será manter os percentuais atuais de participação das energias renováveis, principalmente devido à ocorrência de eventos climáticos extremos que deverão atingir os reservatórios de água voltados à geração hidráulica.

Embora o setor industrial brasileiro seja responsável por 21% do PIB do Brasil, a 3ª Comunicação Nacional do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas aponta que ele responde por apenas 7% das emissões de GEE do Brasil, desagregadas da matriz energética.

Nesse quesito, ainda merece destaque a baixa intensidade de emissões de GEE para o uso de energia na indústria. O Brasil apresentava uma intensidade de emissão da ordem de 139,93 toneladas de CO2 por cada milhão de US$ do PIB. Enquanto isso, França, Argentina e EUA apresentaram, respectivamente, 145,85, 246,12 e 374,88 toneladas.

E, tendo em vista os BRICS, a vantagem brasileira é ainda mais expressiva, pois, a intensidade média de emissão dos países do grupo é de 476,39 toneladas, ao passo que para a Rússia e a China é de 590,72 e de 638,64 toneladas, respectivamente.

Essa e outras comparações podem ser observadas em publicação da CNI, elaborada a partir de dados da World Resources Institute (WRI) 2010.

No Acordo de Paris, o Brasil propôs a redução de 37% de suas emissões de GEE até 2025 e uma contribuição indicativa de 43%, além de medidas adicionais em energias renováveis e eficiência energética. Destacam-se ainda:

 

  • alcançar uma participação estimada de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030, por meio do aumento da utilização de eólica, biomassa, solar e biocombustíveis;
     
  • expandir o consumo de biocombustíveis, de modo que, a participação de bioenergia sustentável na matriz energética aproxime-se de 18% até 2030;
     
  • promover novos padrões de tecnologias limpas e ampliar medidas de eficiência energética e de infraestrutura de baixo carbono na indústria.


Segundo o Emissions Gap Report, dentre os países do G20, apenas o Brasil e outros dois estão a caminho de cumprir as suas metas.

Assim, a apesar de apresentar inúmeros desafios, o cenário representa uma alavanca de oportunidades para novas soluções energéticas, visando a aumentar a competitividade industrial e a expansão da economia.

Para isso, é importante que as políticas públicas a serem elaboradas levem adiante uma agenda positiva e estruturante, procurando conciliar os princípios de integridade ambiental com o custo benefício das ações a serem adotadas. O objetivo é garantir o aproveitamento do potencial dos setores, o crescimento do produto e do emprego e a maior eficiência.

Objetivos do Desenvolvimento Sustentável relacionados:
 

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Mensagens-chave

O Brasil se destaca por possuir uma matriz energética com grande participação de fontes renováveis, o que pode colocá-lo em vantagem frente aos seus principais competidores internacionais.

O país deve aproveitar as oportunidades para o desenvolvimento das capacidades voltadas a eficiência energética e as fontes renováveis de energia.

Os compromissos assumidos no Acordo de Paris abrem espaço para o desenvolvimento ainda maior de novas soluções energéticas que estejam alinhadas com uma estratégia de baixo carbono.

As soluções em fontes alternativas de geração de energia elétrica devem ter foco na modicidade tarifária e segurança no suprimento de energia.

Esses dois pilares são fundamentais para a ampliação da competitividade da indústria e para a proteção tanto dos produtores quanto dos consumidores de energia.
 

Diferentes setores industriais podem ser beneficiados com o desenvolvimento de fontes renováveis de energia e de soluções em eficiência energética.

As diferentes práticas de economia circular e cumprimento dos compromissos do Brasil no Acordo de Paris impulsionam a criação de uma gama de produtos e serviços que agregam valor às atividades empresariais; geram renda e emprego, além de contribuir para o crescimento econômico do país.
 

A gestão eficiente da energia e das emissões de gases do efeito estufa podem ser um dos principais mecanismos para o aumento de competitividade da indústria. 

O Brasil possui diferencial competitivo frente aos seus principais concorrentes internacionais, o que pode se traduzir em redução de emissões e atração de investimentos para o país.
 

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