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Comércio Exterior e Exportação no Brasil

Exportações brasileira: O que faz uma pessoa formada em Comércio Exterior?

Comércio Exterior é a atividade que atua em relações de compra e venda de produtos, bens e serviços por meio do comércio entre diferentes países. As atividades de compra e venda são chamadas respectivamente de importações e exportações.

Exportações Brasil

 

As exportações brasileiras cresceram 18% no primeiro semestre de 2025, atingindo US$ 165,9 bilhões, com destaque para a agropecuária (US$ 39,1 bilhões), a indústria extrativa (US$ 37,3 bilhões) e a indústria de transformação (US$ 88,5 bilhões), segundo dados da AEB e do MDIC. Esse desempenho indica resiliência mesmo em um cenário de queda de preços nas commodities, mantendo competitividade e potencializando a escala de produção.

Em 2024, o Brasil exportou US$ 337 bilhões e importou US$ 262,5 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 74,6 bilhões — o segundo maior da série histórica — e uma corrente de comércio de US$ 599,5 bilhões.

A indústria de transformação bateu recorde com US$ 181,9 bilhões exportados (+2,7%), vindos majoritariamente dos setores de alimentos, metalurgia e veículos.

Essa dinâmica favorece o aumento da escala produtiva, a incorporação de conhecimento e ganhos com especialização nas cadeias globais de valor.

Outros temas: Metrologia Industrial, Empreendedorismo, Lean Manufacturing, Reforma Tributária, Legislação Trabalhista

Para elevar a participação brasileira no mercado internacional, são essenciais avanços na política comercial que ampliem a demanda externa por bens e serviços brasileiros e aprimorem o ambiente de negócios.

O profissional de Comércio Exterior atua no processo de importação e exportação de produtos, na identificação de mercados estratégicos, na elaborando estratégias de negócio, na definindo toda a logística entre outras coisas.

Neste processo estão envolvidos um grande número de órgãos e tomadores de decisão nas esferas federal, estadual e municipal.

Confederação Nacional da Indústria (CNI) oferece cursos para empresarios e profissionais da área de comércio exterior quem ensina desde o básico, para quem está começando no processo de internacionalização, até temas mais avançados como precificação e adequação de embalagens. São oferecidos cursos como Formação de Preço de Exportação, Exportação Passo a Passo, e Desenvolvimento e Adequação de Embalagem para Exportação.

 

O que é exportação?
 

Exportação é a saída temporária ou definitiva de produtos, bens e serviços nacionais para outros países. Em linhas gerais, é quando as empresas instaladas dentro do país vendem seus produtos, bens e serviços no mercado exterior.

Trabalho Intermitente: como funciona a modalidade de contrato?

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O Brasil é campeão mundial em exportação de soja, petróleo bruto, minério de ferro, celulose, milho, café, carnes bovina e de frango. Em 2024, os 10 principais destinos das exportações brasileiras foram: China, Estados Unidos, Argentina, Países Baixos, Espanha, México, Chile, Alemanha, Japão e Coreia do Sul.

As exportações incrementam a produtividade, fomentam a inovação e fortalecem a competitividade das empresas. Isso ocorre porque atuar nos mercados internacionais exige atender a padrões globais, acessar novas culturas e favorecer o intercâmbio de tecnologias e know‑how.

 

Os 10 produtos mais exportados pelo Brasil em 2024 foram:


1 - Petróleo bruto
2 - Soja
3 - Minério de ferro e seus concentrados
4 - Açúcar (cana ou beterraba) 
5 - Óleos combustíveis processados 
6 - Café
7 - Carne bovina congelada 
8 - Celulose química 
9 - Farelo de soja 
10 - Carne de aves 

 

Nos últimos anos, o país tem buscado recuperar posições no ranking de exportações. Após um período de queda, dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostram que o Brasil subiu para a 21ª posição entre os maiores exportadores do mundo em 2022, com 1,4% das exportações globais — uma melhora em relação às posições ocupadas na última década.

O Brasil também busca recuperar sua relevância na produção industrial mundial. A participação do país no valor adicionado da indústria de transformação global, que já superou os 2,5% no passado, situou-se em torno de 1,19% em 2019 e permanece nesse patamar nos anos recentes, de acordo com dados da CNI e de instituições internacionais.

A baixa participação das exportações industriais é preocupante para o país. As vendas desse setor são as que mais beneficiam a economia brasileira, com impacto positivo em empregos mais qualificados, salários e arrecadação de tributos.

Análises da CNI mostram um cenário de contrastes. O país alcançou um recorde de exportações em 2022, com US$ 339,7 bilhões e um superávit histórico, impulsionado principalmente pelo agronegócio e pela indústria extrativa.

A China foi o principal motor desse crescimento, ampliando a compra de produtos básicos como soja e minério de ferro. Em contrapartida, as exportações para a Argentina — destino crucial para os produtos industrializados brasileiros — sofreram uma queda acentuada devido à crise econômica do país, afetando principalmente o setor automotivo. A queda nas vendas para o mercado argentino é um dos principais fatores que explicam o desempenho modesto das exportações da indústria de transformação.

Esse cenário acentuou a dependência de bens básicos. A baixa participação de produtos manufaturados na pauta exportadora é um desafio estrutural que precisa ser enfrentado com uma agenda de competitividade, incluindo a celebração de novos acordos comerciais e a redução do Custo Brasil.

 

Exportações e comercio exterior: os principais produtos exportados pelo Brasil

 


Qual país é o maior exportador do mundo?
 

A China não é apenas um dos principais parceiros comerciais do Brasil, mas também a maior potência industrial e exportadora do planeta. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), a China foi responsável por mais de 31% do valor adicionado da indústria de transformação mundial em anos recentes, consolidando sua liderança de forma expressiva.

Nas exportações mundiais de bens manufaturados, a China também ocupa a primeira posição isolada, seguida por potências tradicionais como a Alemanha e os Estados Unidos. Juntos, esses países dominam o comércio global de produtos de maior valor agregado.

 

Propostas da CNI para fortalecer a exportação
 

Para fortalecer as exportações no país, é necessário identificar tanto as mudanças na política comercial brasileira que melhorem o ambiente de negócios quanto os serviços pedidos pela indústria para sua internacionalização.

Dessa forma, a Agenda Internacional da Indústria 2020 apresentou as prioridades da atuação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para a inserção internacional das empresas brasileiras.

A quinta edição, lançada em 25 de março de 2020, foi elaborada por meio de consulta a toda a base empresarial, incluindo federações de indústrias, associações setoriais, sindicatos patronais, e empresas exportadoras e investidoras no exterior.

Neste ano, o documento lista 109 ações, distribuídas em quatro eixos de atuação: defesa de interesses em política comercial; serviços de apoio à internacionalização; ações em mercados estratégicos; e cooperação internacional.

 

Conheça as 10 ações prioritárias:
 

1. TARIFA EXTERNA COMUM: Manter a defesa da abertura comercial via acordos comerciais; e, de forma alternativa, defender consulta pública prévia para a revisão da TEC e uso de metodologia que leve em conta os diferenciais de custo entre o Brasil e os seus principais concorrentes e a tarifa aplicada real, que seja sincronizada com uma agenda de reformas para a competitividade.
 

2. MERCOSUL: Defender a importância econômica do Mercosul para a indústria e o Brasil; defender as propostas para o bom funcionamento do livre comércio no Mercosul; defender as propostas para o aprofundamento da agenda econômica e comercial do bloco presentes na Agenda para o Mercosul 2019; defender o aperfeiçoamento da governança técnica e administrativa do bloco; e defender a internalização dos protocolos de Contratações Públicas e de Facilitação de Comércio do Mercosul.
 

3. OCDE: Elaborar, apresentar e defender propostas que contribuam para a acessão do Brasil à OCDE nos temas de relevância para a indústria; sensibilizar o setor privado para a importância da agenda da OCDE; monitorar a adesão a novos instrumentos e analisar seus impactos e relevância para a indústria; e defender, junto às congêneres da CNI no exterior, o apoio dos seus respectivos governos para o processo de acessão do Brasil.
 

4. OMC: Defender a importância da manutenção do sistema multilateral de comércio, sobretudo do funcionamento do Órgão de Solução de Controvérsias e de seu Órgão de Apelação; monitorar as negociações de novos acordos no âmbito da OMC; aprofundar as posições da indústria, em particular nos temas de facilitação de investimentos e comércio eletrônico; e avaliar, junto ao setor privado, a possibilidade de adesão do Brasil ao Acordo de Compras Governamentais (ACG).
 

5. LEI DE LUCROS NO EXTERIOR: Defender a revisão da Lei nº 12.973/2014 para eliminar a tributação do lucro das empresas no exterior ou, de forma alternativa, ampliar a concessão de crédito presumido de 9% para todos os setores e defender a prorrogação desse crédito e da consolidação dos resultados das empresas, de 2022 para 2030; e defender a alteração de critérios para o enquadramento de um país como regime de subtributação.
 

6. PORTAL ÚNICO DE COMÉRCIO EXTERIOR: Defender a importância do programa, a alocação de recursos financeiros para sua execução, a implantação dos novos módulos de importação e de coleta única, e a total integração dos órgãos anuentes e dos seus respectivos controles e regulamentações; e acompanhar a implantação do catálogo de produtos.
 

7. REFORMA TRIBUTÁRIA PARA O COMÉRCIO EXTERIOR: Monitorar as discussões e avaliar os impactos das propostas de Reforma Tributária para o comércio exterior; e defender a manutenção da isonomia tributária das exportações, a eliminação da cumulatividade, a melhoria na compensação de créditos tributários federais e estaduais, e a manutenção dos regimes aduaneiros especiais de Drawback, Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Aduaneiro Informatizado (Recof) e Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado do Sistema Público de Escrituração Digital (Recof-Sped).
 

8. GOVERNANÇA DO SISTEMA PÚBLICO DE FINANCIAMENTO E GARANTIAS ÀS EXPORTAÇÕES: Defender o aprimoramento da estrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pelas atividades de financiamento às exportações, maior autonomia para o Banco do Brasil (BB) nas operações do Programa de Financiamento às Exportações (Proex) e realização de reuniões regulares do Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig) da Camex.
 

9. SUBSÍDIOS E MEDIDAS COMPENSATÓRIAS: Defender a publicação e a entrada em vigor do novo decreto de medidas compensatórias, contendo os principais pontos apresentados pela indústria, sobretudo a adequação da definição de subsídios, previsão de adoção de metodologias alternativas em casos de condições anormais de comércio e mudança da definição de indústria doméstica; e sensibilizar o setor privado e o governo brasileiro sobre a importância de compreender subsídios que afetam a indústria e podem ser alvos de medidas compensatórias.
 

10. ROTA GLOBAL: Defender e apoiar a implementação da metodologia Rota Global em até 18 estados por meio do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE); automatizar o plano de internacionalização e a matriz de serviços; e assegurar a aplicação da metodologia nas parcerias estabelecidas pela CNI.

 

Simplificação e desburocratização do comércio exterior  
 

A simplificação e a desburocratização dos processos de comércio exterior são vitais para reduzir tempo e custos nas operações de exportação e importação e, consequentemente, aumentar a competitividade das empresas. 

No Brasil, são mais de 20 órgãos anuentes na exportação/importação de produtos. Além disso, falta padronização na cobrança de impostos, taxas e contribuições – até mesmo operadores especializados têm dificuldade para entender a complexa rede de procedimentos.

Algumas taxas cobradas hoje excedem limites previstos em normas jurídicas internas e compromissos internacionais.

A articulação e a integração dos diversos órgãos da administração pública e a cooperação entre o governo e o setor privado no desenvolvimento de soluções, como o programa Portal Único de Comércio Exterior, são fatores-chave para reduzir a burocracia.