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Telemedicina

Jovem em torneio de robótica configurando um robô

O que é Telemedicina?


A Telemedicina é a prestação remota de serviços de saúde através da utilização de recursos tecnológicos e de telecomunicações para a troca de informações nos diferentes níveis de atenção à saúde, entre profissionais de saúde e entre médicos e pacientes. Ao permitir a troca de opiniões e experiências entre os profissionais da área, a telemedicina favorece a assertividade de diagnósticos e tratamentos.

A palavra em si é empregada para descrever toda a atuação médica realizada a distância. Geralmente, esse suporte remoto é possível graças ao auxílio da internet. Nos últimos anos, com a popularização dos aparelhos eletrônicos e a ampliação da área de cobertura de rede, a telemedicina cresceu e passou a fazer parte da rotina de muitos médicos e pacientes.

Esse método de atendimento através de uso de tecnologias eletrônicas para o serviço de saúde de qualidade é cada vez mais utilizado para ampliar a cobertura de atendimento, monitorar pacientes, trocar informações médicas e analisar resultados de exames. O processo não envolve somente atendimento assistencial, ele contribui para educação em saúde (capacitando continuadamente os profissionais envolvidos) , pesquisa, prevenção de doenças e agravos e promoção da saúde.

Além de viabilizar cuidados de saúde para parte da população que carece desse atendimento, seja pela localidade onde vive ou condição clínica, ela permite aos profissionais de saúde que confirmem resultados de exames, ouçam uma outra opinião, e até auxiliem ou recebam auxílio remoto em uma cirurgia.

Os atestados, laudos dos exames podem ser produzidos e entregues em formato digital, servindo como apoio importante para a medicina tradicional. Um especialista pode contribuir com o diagnóstico ou tratamento que está sendo realizado por outro profissional em qualquer lugar do mundo. Basta que tenham acesso à internet e troquem informações.

A telemedicina já é aplicada no mundo todo, é segura e legalizada, e, está de acordo com a legislação e as normas médicas através do sigilo profissional, guarda e proteção de dados do atendimento, respeitando a Lei de Proteção de dados. Ela abrange educação, consultas e assistência.

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História da telemedicina e sua evolução no Brasil

Muitos especialistas consideram a invenção do estetoscópio eletrônico pelo cientista inglês Sidney George Brown, em 1910, como o início da telemedicina. O instrumento tinha capacidade de transmitir sinais por meio de amplificadores, receptores e repetidores. Os impulsos podiam atingir até 50 milhas e o aparelho foi usado para enviar informações médicas a distância.

Há indícios da utilização de alguns recursos de telemedicina em outros momentos como na Primeira e a Segunda Guerra Mundial, onde os profissionais de saúde utilizavam o rádio para se conectar com outros médicos que estavam distantes, e o monitoramento dos sinais vitais de astronautas através de vídeos e sinais respiratórios.

Apenas nos anos 90 a telemedicina começou a se consolidar e iniciar uma revolução na área da saúde. Os computadores e a internet ganharam agilidade e se popularizaram, permitindo que fossem empregados na rotina dos profissionais de saúde.

Em 1990 começaram as primeiras experiências de telemedicina no Brasil. Em 2002 surgiram as primeiras regulamentações da telemedicina brasileira.

Em abril de 2020, com a disseminação da Covid-19 e a necessidade de uma melhor regulamentação para a telemedicina, foi promulga a Lei 13.989. Mas a regulamentação ainda vigora em caráter provisório no país. Seu exercício foi autorizado em caráter excepcional durante o estado de emergência de saúde pública deflagrado pela pandemia.

Telemedicina e a Pandemia de Covid-19

Com a chegada da pandemia de Covid-19 e a necessidade de isolamento social para conter a propagação o vírus, a telemedicina tornou-se uma aliada valiosa para garantir o atendimento médico no Brasil e no mundo. Por meio da consulta virtual, o médico pode avaliar quando realmente é necessária uma consulta presencial ou se é viável o acompanhamento remoto dos pacientes.

Pesquisa divulgada na revista científica Plos One, em julho de 2021, destacou que, no Brasil, houve um aumento de mais de 800% na utilização de telemedicina durante os seis primeiros dias da pandemia.

As consultas remotas, além de evitar a disseminação do vírus, permitem que brasileiros com pouco ou nenhum acesso a médicos, principalmente especialistas, recebam atendimento, disponibilizem resultados de exames e prontuários em ambiente digital.

Segundo levantamento do Serviço Social da Indústria (SESI), realizado em 2020, para metade das indústrias brasileiras, a telemedicina é uma tendência que veio para ficar e as empresas se enxergam fazendo parte dela.

A instituição desenvolveu o serviço de telemedicina para ajudar empresas no atendimento online de seus funcionários. https://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/sesi-viva-mais/telemedicina/

Principais frentes de atuação da telemedicina

Teleducação

Facilita o desenvolvimento intelectual e profissional do médico e de outros profissionais de saúde permitindo que eles se mantenham atualizados e se apropriem de outras áreas do conhecimento médico.

A telemedicina pode utilizar vários recursos digitais e, assim, possibilita a educação médica continuada, essencial para garantir o atendimento adequado aos pacientes.

Graças à tecnologia, estudantes de medicina podem testemunhar casos clínicos diversos, dos mais comuns aos mais complexos. Portanto, é um grande diferencial na capacitação do profissional.

Teleassistência

É uma assistência médica a distância, pois viabiliza o monitoramento do enfermo de forma remota.

Em algumas situações o médico pode orientar uma outra pessoa, leiga em questões de saúde ou não, no socorro ao paciente. Em casos de emergência, por exemplo, a assistência pode ser prestada em minutos, sem a presença física do médico. Além disso, é possível monitorar idosos, gestantes, deficientes físicos e pós-operados que exijam atenção constante.

Telelaudos

É um serviço que disponibiliza laudos a distância. Essa prática da telemedicina está cada vez mais comum na rotina de clínicas e hospitais. É um suporte aos serviços de radiologia que otimiza todo o processo de realização dos exames.

Essa tecnologia agiliza e viabiliza a entrega de resultados em qualquer momento do dia ou da noite, ordenando a entrega de acordo com a urgência dos casos; dispõe de médicos radiologistas especializados e subespecializados mesmo em regiões remotas; facilita a cobertura de férias e em caso de ausências não planejadas; minimiza problemas de qualidade dos laudos com a consultoria a distância; reduz o custo de manter médicos radiologistas em plantões noturnos e finais de semana; disponibiliza de forma remota os resultados de exames e imagens para acesso dos médicos e pacientes.

Telecirurgia

É a atividade em que o cirurgião atua remotamente, através de dispositivos de telecomunicação de ponta. Ela permite prestar atendimento cirúrgico aos pacientes com limites de acessibilidade, que estão em ambientes perigosos ou que constituem risco à equipe cirúrgica. Pode ser realizada através de teleconsulta, onde um especialista auxilia o cirurgião durante o procedimento ou através da cirurgia robótica, onde cirurgiões qualificados manuseiam, a distância, braços robóticos, microcâmeras, ultrassom e/ ou outros equipamentos.

Inovação

O desenvolvimento tecnológico coloca a sociedade diante de mais um período de mudanças. Inovações surpreendentes provocam reflexões sobre as interações interpessoais, trazem conforto, agilidade no acesso e processamento de informações e resoluções mais efetivas de problemas.

No setor da saúde não é diferente. A digitalização está provocando mudanças significativas no atendimento ao paciente e oportunizando novos modelos de negócios. A telemedicina é a grande responsável pela democratização do conhecimento médico ao contribuir por meio de bibliotecas virtuais, teleconferências e demais ferramentas de telecomunicação. Os benefícios para estudantes e profissionais são inúmeros.

A digitalização vai se acentuar e modificar o perfil dos profissionais que atuam em hospitais e clínicas. Estudo do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) realizado em parceria com a GIZ e a UFRJ, identificou tendências e 14 novas profissões que devem surgir na área da Saúde.

Entre as novas carreiras estão: engenheiro hospitalar, engenheiro de dados da saúde e técnico de assistência médica digital, profissão que terá mais vagas nos próximos 10 anos com um gap de 68% de profissionais.

Ausência de estímulos à indústria nacional, baixos investimentos em inovação, dependência da importação de insumos e um ambiente regulatório desfavorável são fatores que que podem dificultar o desenvolvimento da indústria de dispositivos médicos.