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Entenda o que é Educação profissional e qual a sua importância

Educação profissional: sua importância para o mercado de trabalho

O SENAI é um dos cinco maiores complexos de educação profissional do mundo e o maior da América Latina. Seus cursos formam profissionais para 28 áreas da indústria brasileira, desde a iniciação profissional até a graduação e pós-graduação tecnológica

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O que é educação profissional e por que ela é importante? 


A educação profissional no Brasil é uma das principais apostas para melhoria da competitividade da indústria brasileira. O investimento no ensino profissionalizante vai permitir a retomada do crescimento econômico do país de forma contínua, gerando melhores oportunidades de emprego e renda para jovens e adultos. 


Os dados do Mapa do Trabalho Industrial 2019-2023, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) para guiar a oferta de cursos, mostra que o Brasil vai precisar qualificar 10,5 milhões de trabalhadores nos níveis superior, técnico, qualificação profissional e aperfeiçoamento até 2023. As áreas de maior demanda serão metalmecânica, construção civil, logística e transporte.


Assim, uma qualificação profissional de qualidade torna-se fundamental para atender às necessidades do setor produtivo e apoiar a nova revolução industrial, chamada de “Indústria 4.0“. Por isso, em setembro deste ano, o SENAI lançou o programa Aprendizagem 4.0 que busca ofertar a aprendizagem industrial em um formato mais digital e ágil, contemplando as competências técnicas e socioemocionais requeridas pela Indústria 4.0.

Tendências do mercado de trabalho


Os cursos de formação profissional estão presentes em todas as regiões do país, com o objetivo de suprir uma demanda por mão de obra qualificada e certificada. 


De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2019-2023, as profissões relacionadas à tecnologia devem ter um aumento na procura para os próximos anos. A ocupação de condutor de processos robotizados apresentará a maior taxa de crescimento do número de empregados para o período: 22,4% de aumento nas vagas disponíveis. 


Confira as 10 profissões que devem abrir mais novos postos de trabalho até 2023: 

 

1 - Condutor de processos robotizados;

2 - Técnicos em mecânica veicular;

3 - Engenheiros ambientais e afins;

4 - Pesquisadores de engenharia e tecnologia;

5 - Profissionais de planejamento, programação e controles logísticos;

6 - Montadores de sistemas e estruturas de aeronaves;

7 - Engenheiros agrimensores e engenheiros cartógrafos;

8 -Gerentes de operações de serviços em empresa de transporte, de comunicação e de logística

9 - Armazenagem e distribuição;

10 -  Engenheiros de alimentos e afins. 

 


Em relação aos segmentos, os que devem apresentar aumento na demanda por formação profissional são: 

 

1- Transversais (1,7 milhão);

2 - Metalmecânica (1,6 milhão);

3 - Construção (1,3 milhão);

4 - Logística e transporte (1,2 milhão);

5 - Alimentos (754 mil);

6 - Informática (528 mil);

7 - Eletroeletrônica (405 mil); 

8 - Energia e Telecomunicações (359 mil). 

 

Atento a essas tendências do mercado de trabalho, o SENAI lançou 11 cursos de aperfeiçoamento em tecnologias da Indústria 4.0, como cibersegurança e internet das coisas (Iot), assim como oferece, em parceria com a Microsoft e a Amazon, cursos de inteligência artificial e de computação em nuvem.


Informações e inscrições podem ser feitas no site do Mundo SENAI. Além disso, a instituição reformula todos os seus cursos para incluir os conhecimentos que serão exigidos dos profissionais do futuro.

Cursos de educação profissional


O SENAI é um dos cinco maiores complexos de educação profissional do mundo e o maior da América Latina. Seus cursos formam profissionais para 28 áreas da indústria brasileira, desde a iniciação profissional até a graduação e pós-graduação tecnológica.


Os cursos técnicos do SENAI têm carga horária entre 800h e 1200h, com duração média de 18 meses e foco em atividades práticas. Para se inscrever, é necessário ter diploma de ensino médio – ou estar matriculado. Os estudantes que concluem o curso do SENAI têm certificados reconhecidos pelo setor produtivo.


Além disso, é importante destacar que o SENAI define seus cursos de qualificação e formação técnica em função das necessidades das indústrias e com visão voltada para o futuro do trabalho, em consonância com organizações e parceiros internacionais.

Modalidades


Os estudantes interessados em trajetórias de formação profissional têm as opções de cursos nas modalidades presencial e a distância. Os cursos para qualificação profissional são destinados a jovens e adultos a partir de 16 anos, de qualquer escolaridade, com duração variável e carga-horária mínima de 160 horas. Ao final, os alunos recebem um certificado de qualificação profissional. 


Os cursos técnicos, por sua vez, têm carga horária mínima de 800h e estão disponíveis para quem está já concluiu o ensino médio ou ainda está cursando. O objetivo é desenvolver competências profissionais nas diversas atividades do setor produtivo. Para obter o diploma de técnico, o estudante precisa concluir estágio, quando previsto na grade curricular.


O SENAI também oferece graduação e pós-graduação. A primeira tem duração de dois a três anos e tem como pré-requisito o certificado de conclusão do ensino médio. Já a pós-graduação tem carga horária mínima de 360h, e é voltada para aqueles que já possuem o ensino superior, proporcionando o aprofundamento de competências em área específica.


Educação e renda


Segundo o relatório Competitividade Brasil 2019-2020 da CNI, o Brasil é o 13º em competitividade entre 17 países com economias parecidas no ranking da Educação. Apesar do aumento dos investimentos públicos (como proporção do PIB), o Brasil ainda está entre os últimos colocados nos quesitos disseminação e qualidade da educação. Já na classificação geral, o Brasil aparece em 17º lugar, à frente apenas da Argentina. 


O resultado do levantamento mostra a necessidade de manter os investimentos e melhorar a qualidade do ensino. Em relação à Educação Profissional e Tecnológica (EPT), o Brasil ainda precisa avançar, pois apenas 9,3% dos estudantes estão matriculados em cursos profissionalizantes, de acordo com os números do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em países da União Europeia, essa proporção é superior a 50%. 


Contudo, o Censo Escolar da Educação Básica 2019 do Inep mostrou que as matrículas na educação profissional registraram um aumento de 11.519 alunos em relação a 2018, totalizando 1.914.749 estudantes.


Um outro fator a ser considerado é sobre a formação técnica gerar efeitos na renda. Na pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), os profissionais que fizeram cursos técnicos registraram um acréscimo, em média, de 17,7% na renda, em relação a trabalhadores com o mesmo perfil socioeconômico, que concluíram apenas o ensino médio regular. Nas regiões Norte e Nordeste, esse percentual é de mais de 21%.


Já a pesquisa do SENAI feita com egressos mostrou que 7 em cada 10 estudantes que concluíram cursos em 2017 estavam empregados até o fim de 2018. A taxa de empregabilidade para formados na área de meio ambiente e tecnologia da informação foi superior a 86% de contratados após a conclusão dos cursos.


Por isso, a expansão do ensino profissionalizante pode atrair ainda mais o público jovem, principalmente os de baixa renda, sendo um meio mais rápido para qualificação profissional, acesso ao mercado de trabalho e até a formação em nível superior.


O que é Educação Profissional e Tecnológica (EPT)? 


A EPT é uma modalidade educacional prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que contribui para a preparação dos jovens e estudantes ao mercado de trabalho.


A EPT abrange cursos de qualificação profissional, habilitação técnica,  graduação tecnológica e de pós-graduação, além de prever a integração com os diferentes níveis e modalidades da educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia.


A história da EPT


A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) brasileira teve início em 1909 com as Escolas de Aprendizes Artífices. Já a regulamentação do Ensino Industrial acontece no governo de Getúlio Vargas, em 1942, ano de criação do SENAI. 


A instituição surgiu para atender a uma necessidade de formação de profissionais qualificados para incipiente indústria de base brasileira. De lá para cá, o SENAI já formou mais de 73 milhões de trabalhadores em 28 áreas da indústria, sendo referência para o desenvolvimento industrial do país.


Em 1978, foram criados os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), Após um hiato de quase duas décadas, a Educação Profissional foi reconhecida com a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em 1996. Uma década depois, em 2008, outro marco histórico vem com a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia a partir dos Cefets, Escolas Técnicas e Escolas Agrotécnicas Federais.


Por fim, criou-se o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), além da recente reforma do ensino médio, que estabeleceu a formação técnica e profissional como um possível itinerário formativo para os estudantes.


Mudanças na legislação


Em maio de 2020, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou, por unanimidade, as novas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para Educação Profissional e Tecnológica, que ainda precisa da homologação do Ministério da Educação para entrar em vigor. 


As recentes mudanças na redação vão beneficiar diretamente o setor produtivo brasileiro. Na avaliação da CNI, as novas diretrizes vão permitir um ensino mais moderno e conectado com as necessidades e transformações tecnológicas, além de uma maior aproximação entre o processo formativo e o setor produtivo.