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NOTÍCIAS

27 de Junho de 2018 às 12:27

Projeto com instituição alemã ME-LE apoia o desenvolvimento de cursos de Biogás no SENAI

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Atento à diversificação das fontes energéticas, Uberlândia sediou o primeiro Seminário Internacional sobre Biogás e Desenvolvimento Regional, na sede da Fiemg Regional Vale do Paranaíba, na noite desta terça-feira (30). O evento contou com a participação de profissionais do setor de energia, engenharia ambiental, empresários, instituições de ensino e fomento e do poder público municipal.

A programação começou com a palestra do especialista alemão em biogás, Michael Ilig. Ele é doutor no assunto e detalhou os planejamentos da empresa ME-LE na produção, construção e operação de plantas industriais na cadeia dessa matriz energética. “O biogás é energia e meio ambiente junto. Ele gera energia elétrica, bioetanol, biodiesel e pode ser processado como substituto do gás natural. Como resíduo da produção, o biogás vira biofertilizante, produto melhor do que o fertilizante mineral”, explicou.

A ME-LE desenvolve atividades na Alemanha (país de origem), China, Vietnã, Índia e agora se instaurou no Brasil. Uberlândia é uma das cidades que terá uma planta da empresa, o que renderá um investimento de R$ 30 milhões. Ainda segundo Ilig, a empresa agrega a tecnologia e o conhecimento já adquirido nas novas indústrias, mas sempre abre espaço para acrescentar técnicas da região. “Queremos sempre incluir a tecnologia local em nossas instalações”, destacou o especialista.

A empresa alemã também assinou um acordo de cooperação em que fará um curso de oito meses com professores selecionados pela Confederação Nacional da Indústria, em parceria com o Ministério da Educação. O objetivo é que esses pesquisadores entendam mais profundamente sobre a matriz energética e possam multiplicar o conhecimento aos integrantes do Sistema S e, posteriormente, para a iniciativa privada como um todo.

Apesar de pouco conhecido, o biogás é uma matriz energética que tem sido desenvolvida ativamente no Brasil. Hoje, 38 empresas integram a Associação Brasileira de Biogás e Biometano (Abiogás). A gerente-executiva da Abiogás, Camila D’aquino, comentou sobre o potencial brasileiro e o cenário do segmento na atualidade. “O biogás é muito competitivo e no Brasil, diferentemente de países europeus que desenvolveram essa matriz, não precisamos do subsídio. O que precisamos é de conhecimento e equipamento”, disse.

Ainda segundo D’aquino, o Brasil tem o maior potencial de produção de biogás do mundo. “Nosso potencial supriria em 24% a energia elétrica do país com as potências instaladas. O biogás é apontado pela Empresa de Pesquisa Energética como elemento relevante na matriz energética brasileira nos próximos 10 anos”, completou.

Representante da prefeitura no seminário, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação (Sedeit), Dilson Dalpiaz, mediou uma mesa-redonda que debateu questões envolvendo o tema. “É uma oportunidade de desenvolver-se ainda mais essa área. Em Uberlândia teremos a primeira fábrica e a diversificação da matriz energética é primordial para as indústrias, tanto as que produzem quanto as que consomem”, comentou.