3ª Edição - 2010/2011

A terceira edição do Prêmio (2010-2011) recebeu 353 inscrições, que foram avaliadas pelo júri formado por Gaudêncio Fidelis (RS), Nivalda Assunção (DF) e Orlando Maneschy (PA). Na segunda fase de classificação, os artistas pré-selecionados foram avaliados pelo júri de premiação, composto por Aracy Amaral (SP), Eduardo Frota (CE) e Paulo Herkenhoff (RJ).

Os premiados foram: Armando Queiroz (PA), Eduardo Berliner (RJ), Henrique Oliveira (SP), Rosana Ricalde (RJ) e Yuri Firmeza (SP). Saiba mais sobre os vencedores da 3ª edição:

 

 

Armando Queiroz (PA)

 
Arte e vida estão intimamente ligadas na produção do artista Armando Queiroz, que, além de questões estéticas, éticas, morais e filosóficas, se deixa impregnar pelos sons da natureza, pelos aromas da cidade, pelas cores e pelo gosto da terra e pela força do Homem.
Em seus vídeos, intervenções, fotografias, esculturas e instalações site-specific, o artista discute com poesia e desencanto as forças e as fraquezas de sua mestiçagem cabocla e de suas ambigüidades ocidentais. Entre suas exposições e prêmios destacam-se o Grande Prêmio do Salão UniversidArte (Faculdade do Pará, Belém, 2004), o Prêmio Especial Graça Landeira (9º Salão de Pequenos Formatos da UNAMA, Belém, 2003), a individual Confluências (Galeria Theodoro Braga, Belém, 2002) e a coletiva Banquete das Orações (Casa das Onze Janelas, Belém, 2002). 
 

Eduardo Berliner (RJ)

 
Em suas pinturas, colagens, esculturas e performances, Eduardo Berliner recupera retalhos de sua infância e de sua imaginação e os recostura em composições caóticas e violentas. Suas brincadeiras infantis, seus animais de estimação, seus desenhos favoritos não têm a rapidez das histórias em quadrinhos, mas sim a densidade da memória e da solidão humanas.
Realizou mostras individuais nas galerias Durex (Rio de Janeiro, 2008) e Laura Marsiaj (Rio de Janeiro, 2005); participou das coletivas Desenho em Todos os Sentidos (SESC Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, 2008), Novas Aquisições da Coleção Gilberto Chateaubriand (MAM-RJ, 2007) e 30º Salão de Arte de Ribeirão Preto (2005), e foi artista convidado para colaboração em obra de Mabe Bethônico da 27ª Bienal de São Paulo (2006).
 

Henrique Oliveira (SP)

 
Henrique Oliveira compõe suas pinturas e instalações por meio de sucessivas camadas de tinta ou de lascas de laminados de madeira descartados pela construção civil. Suas composições pictóricas fogem da síntese modernista e das narrativas lineares para se entregarem a uma convulsão orgânica de cores e formas, ocupando o espaço expositivo com um tônus vibrante, sensual e arrebatador.
Entre suas principais exposições destacam-se as individuais na Galeria Baró Cruz (São Paulo, 2008 e 2006), no 11º Festival de Cultura Inglesa (Primeiro Prêmio, 2007) e no Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo (Prêmio Aquisição, 2006); e as coletivas Nova Arte Nova (Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 2008), Seja Marginal, Seja Herói (Paris, 2008), Something for Nothing (Nova Orleans, 2008), Futuro do Presente (Itaú Cultural, 2007) e 13º Salão da Bahia (Salvador, 2006). 

Rosana Ricalde (RJ)

 
Rosana Ricalde gosta de sentir a sua língua roçar a língua de Luís de Camões. Gosta de ser e de estar. Gosta também de poesias, manifestos, ditados populares, relatos de viagens e de sopas de letrinhas. Tudo isso é fonte para os seus desenhos, esculturas, instalações e intervenções, cujos suportes podem ser mapas urbanos, globos terrestres, guias de estradas, cartografias marítimas ou labirintos borgeanos.
Ricalde nos descobre novos mundos por meio de sua sensível poesia visual. Entre suas principais mostras destacam-se as individuais na Galeria 3+1 (Lisboa, 2008), Arte em Dobro (Rio de Janeiro, 2007), Amparo 60 (Recife, 2006) e Casa Triângulo (São Paulo, 2005); e as coletivas Nova Arte Nova (Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 2008), 5ª Bienal de São Tomé e Príncipe (2008) e Entre a Palavra e a Imagem (Museu da Cidade de Lisboa, 2007).
 
 
 

Yuri Firmeza (SP)

 

Thiago Rocha Pitta traz em seu projeto poético, dirigido para a experimentação com diversas linguagens, uma articulação de conceitos filosóficos, sinalizada pela discussão do sublime, e uma interpretação cultural da natureza. Nascido em 1980, é o mais jovem dos artistas premiados.

Sua carreira iniciou-se no Rio de Janeiro em 2001, com o 3º prêmio Interferências Urbanas (no evento "Arte de portas abertas", em Santa Teresa) e com a exposição individual "A cópula e os espelhos"(no Castelinho do Flamengo). Realizou ainda exposições individuais no Espaço Cultural Sérgio Porto (Rio de Janeiro, 2002), no Museu de Arte de Pampulha (Belo Horizonte, 2003) e na galeria A Gentil Carioca (Rio de Janeiro, 2003). 

 

 

Os cinco artistas foram acompanhados durante um ano por um grupo de curadores, formado por: Paulo Herkenhoff (RJ) – com dois artistas, Alcino Leite Neto (SP), Ricardo Resende (SP) e Luiz Camillo Osorio (RJ).

A mostra itinerante da terceira edição percorreu:

  • Rio de Janeiro (RJ) - Museu de Arte Moderna
  • São Paulo (SP) - MAC/USP no parque Ibirapuera
  • Rio Branco (AC) - Galeria de Arte Juvenal Antunes
  • Salvador (BA) - Museu de Arte Moderna da Bahia
  • Florianópolis (SC) - Centro Integrado de Cultura/Museu de Arte de Santa Catarina
  • Goiânia (GO) - Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás, que recebeu as doações dos cinco artistas

 

Fotos das Exposições Itinerantes

Marcantonio terceira edição