Mobilização de empresários

Agenda de inovação deve ter sentido de urgência no Brasil

 

 

A capacidade de inovação das empresas é determinante para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil. Num cenário de crise econômica, manter o sentido de urgência na agenda de inovação é fundamental para impulsionar a retomada do crescimento da economia.

Para contribuir com a incorporação da inovação na estratégia das empresas e ampliar a efetividade das políticas de inovação no país, a CNI criou, em 2008, a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), que hoje conta com mais de 200 líderes empresariais. A MEI é um espaço de diálogo consolidado e efetivo entre os setores privado, público e acadêmico no país. Em 2015, foi reconhecida pela Federação Global dos Conselhos de Competitividade (GFCC 2015) como um dos mais bem-sucedidos casos de governança empresarial pela inovação.

 

 

Na visão da MEI, o fortalecimento da indústria está baseado no aumento da capacidade inovadora das empresas. Para isso, o apoio do governo é essencial na formulação de políticas e de instrumentos de inovação de longo prazo. Nesse sentido, o grupo vislumbra duas frentes de atuação para o avanço do Sistema Nacional de Inovação: aumentar a efetividade da alocação dos recursos existentes e aprimorar a concepção e a implementação das Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Em 2015, o 6º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, promovido pela MEI, reuniu cerca de 2 mil participantes — executivos das maiores indústrias do país, empreendedores, especialistas — para avaliar desafios para melhoria de políticas públicas e maior aproximação entre indústrias, governo, universidades e institutos de pesquisa e desenvolvimento públicos e privados. Paralelo ao evento, o Challenge of Innovation apresentou iniciativas inovadoras para motivar e orientar executivos responsáveis pelo desenvolvimento de produtos e processos nas organizações.

 

 

Instituto SENAI de tecnologia e inovação

Institutos espalhados por todo o Brasil desenvolvem projetos
junto às empresas e oferecem consultorias e testes laboratoriais

 

Para dar suporte à inovação e ao desenvolvimento tecnológico da indústria, o SENAI conta com a Rede de Institutos de Inovação e de Tecnologia. Ao todo, serão 59 Institutos de Tecnologia para oferta de consultorias, ensaios e calibrações e testes laboratoriais. Em 2015, estiveram em operação 42 institutos, onde foram atendidas mais de 14.630 em serviços avaliados em R$ 100,1 milhões.

Também estiveram em operação 16 Institutos de Inovação, dos 25 previstos. Nesses locais, são desenvolvidos projetos de inovação e pesquisa aplicada com a indústria. Em 2015, foram desenvolvidos 150 projetos avaliados em R$ 155,6 milhões. Outros 31 projetos em fase de contratação têm valor de R$ 92,6 milhões.

Dois desses institutos — o de automação, na Bahia, e o de polímeros, no Rio Grande do Sul — integram a rede de instituições credenciadas à Embrapii. Ali os projetos são financiados um terço com recursos públicos, um terço pelo SENAI e outro terço pelas empresas. Entre as tecnologias lançadas em 2015, no instituto de automação na Bahia, está o FlatFish, veículo autônomo submarino que permitirá a redução de custos e maior segurança na inspeção de petróleo e gás em águas profundas.

 

 

Laboratórios abertos

Apoio a strartups de base tecnológica resultou em oito
 pedidos de patente em 2015

 

A rede de laboratórios abertos do SENAI, que começou a operar em escala piloto 2015, apoia startups de base tecnológica. Oferece suporte técnico para o desenvolvimento de produtos e processos inovadores, consultoria de mercado e para a confecção do modelo de negócio e máquinas e equipamentos que podem ser acessados pelos usuários para reduzir custos de desenvolvimento de novas tecnologias. Foram atendidos 405 empreendedores nas sete unidades dos laboratórios: em Maringá (PR), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Dourados (MS), Manaus (AM), Campina Grande (PB) e Salvador (BA).

O SENAI investiu mais de R$ 439 mil nos projetos, que atraíram mais de R$ 4,2 milhões de outros parceiros. O trabalho resultou em oito pedidos de patente e um produto no mercado, o iCare — que monitora sinais biomédicos de idosos e, em caso de alterações, avisa automaticamente familiares para agilizar a prestação de socorro.

 

 

 

 

 

 

Grand Prix Senai de Inovação

Competição de inovação aberta gerou 200 ideias de produtos focados em sustentabilidade

 

Em 2015, o Grand Prix SENAI de Inovação, maratona de projetos tecnológicos que envolve universitários e empresários na busca de soluções para problemas reais, reuniu 300 pessoas e gerou 200 ideias para a superação de problemas relacionados à água, segurança, resíduos sólidos, energias renováveis, mobilidade urbana e demandas de cadeia produtiva. O torneio foi realizado em sete estados — Amazonas, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e São Paulo — e no Distrito Federal.

As 50 equipes que integraram o torneio contaram com o apoio dos laboratórios abertos do SENAI para prototipagem de ideias. O Grand Prix é a primeira iniciativa do SENAI em inovação aberta.

Projetos apresentados no Grand Prix, como um sensor eletrônico para identificar o padrão químico do óleo de copaíba, receberam apoio de um dos laboratórios abertos e estão sendo desenvolvidos com recursos aportados pelo Edital SENAI SESI de Inovação.

 

 

Edital SENAI SESI de Inovação

Programa apoiou desenvolvimento de 87 projetos de
inovação com aporte financeiro e acompanhamento de especialistas

 

O Edital SENAI SESI de Inovação apoia o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços em indústrias brasileiras. Em 2015, foram disponibilizados R$ 27,5 milhões para projetos, sendo R$ 20 milhões do SENAI e R$ 7,5 milhões do SESI. A Agência de Inovação Britânica destinou 3 milhões de libras (cerca de R$ 13,5 milhões) para projetos bilaterais com empresas britânicas.

Ao todo foram submetidos 1.038 projetos, dos quais 87 foram aprovados nas categorias Inovação Tecnológica, Startups Inovadoras e Soluções Inovadoras para Saúde e Segurança do Trabalhador e Qualidade de Vida.

Entre os projetos apoiados pela iniciativa está o de um smart cream que reconhece as necessidades da pele de quem usa e estimula as células a produzirem o que a pele precisa: hidratação, energia, luminosidade ou firmeza, evitando o estresse, a flacidez e o ressecamento e a opacidade. Além disso, incentiva a produção do colágeno. O produto foi desenvolvido pela empresa Biodiversitè do Brasil em parceria com o SENAI em Londrina (PR).

 

 

 

 

 

 

 

 

Inova Talentos

Desafios de inovação propostos pelo IEL ampliam número de
jovens qualificados para atividades de inovação na indústria 

 

O programa Inova Talentos, desenvolvido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com o IEL, tem o objetivo de ampliar o número de profissionais qualificados em atividades de inovação na indústria brasileira. Seleciona e capacita para o mercado de trabalho estudantes universitários no penúltimo ano de curso ou profissionais recém-egressos da academia, a partir de um desafio de inovação proposto por empresas ou instituto de pesquisa e inovação.

Depois da seleção, os bolsistas têm a oportunidade de vivenciar na empresa o desenvolvimento de projetos de inovação e recebem, durante um ano, treinamento para ampliar conhecimentos sobre a dinâmica empresarial. Cada bolsista conta também com um tutor para orientar a execução dos trabalhos e compartilhar conhecimentos sobre a cultura da organização e o segmento de atuação. O tutor recebe do IEL treinamento em coaching, criatividade e inovação.

 

Saúde e seguranca no trabalho

Promoção de saúde e segurança para melhorar a qualidade
de vida dos trabalhadores e a produtividade na indústria   

 

Os afastamentos de pessoas do trabalho afetam a competitividade das empresas e geram custos equivalentes a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Para elevar a produtividade na indústria e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, em 2015, o SESI realizou 40 painéis com especialistas para identificar demandas industriais por produtos e serviços em saúde e segurança no trabalho.

Mais de 500 pessoas de 300 empresas e universidades participaram dos painéis.

O SESI desenvolveu ainda um portfólio de serviços em saúde e segurança no trabalho para reduzir faltas ao trabalho e aumentar a produtividade dos trabalhadores na indústria com ações de saúde e bem-estar. Essa é uma das principais demandas das indústrias ao SESI.