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Painel Comércio Intra BRICS | Fórum Empresarial do BRICS 2019
Confederação Nacional da Indústria 272 VISUALIZAÇÕES | 53:29

20/11/2019

Em 13 de novembro de 2019, líderes empresariais e representantes dos governos de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul defenderam que os países do BRICS possuem economias com características que representam muito mais complementação e cooperação do que competição. O evento, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reuniu 800 representantes de governo e do setor privado do bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul para debater comércio, infraestrutura e inovação. Saiba tudo sobre o evento em http://www.portaldaindustria.com.br/eventos/pt/edicoes/conselho-empresarial-brics-xi-edicao Leia reportagem sobre o painel Comércio Intra BRICS em https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/internacional/lideres-empresariais-defendem-medidas-para-melhor-cooperacao-entre-paises-do-brics/ ______________________________________ Na avaliação do secretário de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, existe um potencial gigantesco de cooperação entre países do BRICS. No entanto, o grande desafio para se garantir essa cooperação é uma visão, com o que ele chama de padrões comuns, entre os países. “O que acho que talvez seja o nosso maior desafio é a questão da visão. Precisamos de uma grande visão para implementar o comércio intra-BRICS”, afirmou o secretário, durante o painel Comércio Intra-BRICS, no Fórum Empresarial do BRICS, em Brasília. O secretário explicou que são necessárias regras e padrões comuns sobre temas como governança, por exemplo. “A questão comercial passa menos por cotas do que por padrões comuns, por governança no que diz respeito às compras governamentais, à propriedade intelectual e aos projetos de infraestrutura”, disse. O presidente do Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), Chen Siqing, ressaltou que os cinco países do BRICS estão juntos há uma década e, durante esse período, foi possível criar, por exemplo, o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), também conhecido como Banco do BRICS. “Temos cinco países com uma estrutura muito boa. O que precisamos é olhar a economia real, com o que já existe em cada país, para promover parcerias intra-BRICS”, disse. ACORDOS COMERCIAIS - Vikramijit Singh Sahney, empresário indiano e presidente do Sun International, um conglomerado de negócios, ressaltou que cada economia do BRICS tem seus pontos fortes, em áreas complementares. Ele defendeu, no entanto, que, para ampliar a cooperação entre os cinco países, são necessárias medidas de redução do custo do comércio, por exemplo por meio de acordos. Ele também defendeu a discussão sobre a possibilidade de esses países fazerem negócios uns com os outros utilizando suas próprias moedas e a necessidade de se corrigir lacunas de infraestrutura. “Temos de estudar como dar a melhor forma para as redes de transporte desses países”, enfatizou. O executivo-chefe da fabricante russa de fertilizantes PhosAgro, Andrey Guryev, por sua vez, defendeu a redução na taxação para o comércio de produtos entre os países do BRICS. “Nós, por exemplo, durante muitos anos temos falado sobre produtos nossos que acabam sendo taxados por outros países. Acho que esse é um bom exemplo de avanço que podemos realizar entre os BRICS”, disse. A gerente-geral para estratégia corporativa da empresa de logística Transnet, da África do Sul, Irvindra Naidoo, disse que os países do BRICS cooperam e competem ao mesmo tempo, por meio das chamadas cadeias globais de valor, com diferentes estágios de produção que vão desde o projeto dos produtos, passando pela fabricação das peças separadamente, até a sua entrega final. Para Naidoo, o que os países do BRICS precisam é de uma integração para fabricar dentro dessas cadeias de valor. “Se tivermos conectividade, poderemos aumentar a nossa base industrial. E é aí que estamos tentando focar”, disse. “A vantagem dentro dessas cadeias é que não precisamos desenvolver todas as competências necessárias para a entrega de um veículo, por exemplo. Cada empresa pode se concentrar em pequenas partes e peças para a produção desse veículo”, explicou.