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Painel Oportunidades de investimento nos países do BRICS | Fórum Empresarial do BRICS 2019
Confederação Nacional da Indústria 961 VISUALIZAÇÕES | 46:52

20/11/2019

Realizado em 13 de novembro de 2019 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Fórum Empresarial do BRICS reuniu 800 representantes de governo e do setor privado do bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul para debater comércio, infraestrutura e inovação. Saiba tudo sobre o evento em http://www.portaldaindustria.com.br/eventos/pt/edicoes/conselho-empresarial-brics-xi-edicao Saiba mais sobre as discussões do painel Oportunidades de investimento nos países do BRICS em https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/infraestrutura/ministro-da-infraestrutura-pede-investimento-do-brics-em-ferrovias-no-brasil/ _____________________________________________ Em sua fala no painel, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou que gostaria de contar com a parceria dos países integrantes do bloco em projetos ferroviários no Brasil. “Seria interessante contar com a grande experiência e com a tecnologia que os países do BRICS acumularam ao longo do tempo em setores específicos que precisamos desenvolver e impulsionar. Ficaríamos, por exemplo, muitos felizes de ver investimentos aqui no setor ferroviário”, detalhou Freitas. Segundo ele, as parcerias seriam bem-vindas para a viabilização da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), na Bahia, e da Ferrogrão, que ligará o norte de Mato Grosso aos portos do Pará. “Teríamos muito interesse em ver a participação de empresas do BRICS na Ferrogrão, que liga o norte de Mato Grosso aos portos do Arconorte. Isso representa um impulso, um renascimento do nosso agronegócio em termos de competitividade. Tem um poder transformador de mudar a nossa lógica de custo”, destacou Tarcísio de Freitas. TREM DE PASSAGEIROS – O ministro da Infraestrutura observou também que os países que compõem o BRICS podem colaborar com projetos para a construção de trens de passageiros no Brasil. “(Gostaríamos de) Contar com o BRICS no desenvolvimento dos trens de passageiros de média velocidade. Temos oportunidades nessa área. Estamos fazendo investimentos em malhas federais para permitir que empreendimentos de passageiros se tornem viáveis”, explicou. "É importante que o BRICS caminhe para parcerias em investimentos e que o leque de projetos seja ampliado", afirmou Yakolev OPORTUNIDADES – De acordo com o CEO da companhia ferroviária da Rússia, Trofim Yakolev, há grande interesse da Rússia em encampar parcerias com os demais países do bloco no setor ferroviário. “Estamos falando de investimentos e estratégias no setor de transportes. É importante que o BRICS caminhe para parcerias em investimentos e que esse leque de projetos seja ampliado”, afirmou. “Existem muitas oportunidades de troca de experiência e tecnologias, além dos investimentos”, acrescentou Yakolev. O vice-presidente da empresa de engenharia e construções da China, Chen Zhong, destacou que a companhia mantém operações em 157 países e participa da estruturação dos projetos, dos investimentos e da operação da infraestrutura. “Quando existe a demanda do mercado é preciso definir o modelo de cooperação, com políticas e modelos de tecnologia. O projeto de infraestrutura requer planejamento e investimento de longo prazo. O retorno não é imediato”, alertou. BANCO DO BRICS – Também presente ao painel, o presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB na sigla em inglês), K.V. Kamath, afirmou que a instituição promoverá um reequilíbrio no financiamento de projetos. Inicialmente, o Banco do BRICS, como é conhecido o NDB, investiu principalmente na China e na Índia. “A nossa meta é fazer empréstimos equilibrados para que todos os cinco países recebam recursos de forma igualitária, mas China e Índia tinham projetos mais estruturados no primeiro momento. Passamos da curva de aprendizado e já estamos mais acelerados. Acho que em 2020 todos assistirão o equilíbrio ser atingido”, disse Kamath. Ele enfatizou que o banco, que financiava apenas projetos de governos, passou a contemplar também projetos privados dos países membros do BRICS.