Interiorização e estímulo às micro e pequenas indústrias são prioridades do Sistema FIEB

O estreitamento das relações entre a Federação das Indústrias do Estado da Bahia e as micro e pequenas indústrias, particularmente as situadas no interior do estado, é uma das prioridades do presidente Carlos Gilberto Farias, que assumiu a liderança da Federação em abril deste ano

O estreitamento das relações entre a Federação das Indústrias do Estado da Bahia e as micro e pequenas indústrias, particularmente as situadas no interior do estado, é uma das prioridades do presidente Carlos Gilberto Farias, que assumiu a liderança da Federação em abril deste ano. Empresário do setor sucroalcooleiro, Carlos Gilberto Farias concedeu ao Portal da Indústria a seguinte entrevista: 

Portal da Indústria – O senhor tem enfatizado que um dos objetivos da sua gestão à frente da FIEB é o de aproximar-se mais das micro e pequenas indústrias. Acredita que o fortalecimento dos sindicatos e o estímulo ao associativismo podem ajudá-lo a alcançar tal objetivo? Como? 

Carlos Gilberto Farias – O fortalecimento do associativismo é fundamental para a saúde do Sistema de Representação da Indústria. No universo industrial da Bahia, mais de 97% das indústrias são de micro ou pequeno porte, que necessitam de apoio para tocar o seu dia a dia. É importante que possam contar com o Sistema FIEB, que inclui SESI, SENAI e IEL, seja na defesa de interesses seja mediante ações como qualificação profissional e apoio à gestão. Nesse cenário, é fundamental dar suporte aos sindicatos em ações mobilizadoras do setor, especialmente no interior do estado. A FIEB tem apoiado e estruturado tais ações. 

Portal da Indústria – Interiorizar a atuação da FIEB é outra meta de sua gestão. Que ações estão sendo realizadas com esse objetivo? Em que medida a oferta de iniciativas do PDA em cidades do interior do estado, por meio de parcerias com os sindicatos, tem contribuído para esse movimento de interiorização? 

Carlos Gilberto Farias – A criação de uma vice-presidência voltada para a micro e pequena empresa e outra com foco na interiorização sintetiza o pensamento da nossa gestão. O objetivo é levar às MPMEs, especialmente às instaladas no interior, o devido aporte de conhecimento e de soluções que lhes permitam ser competitivas. Todo o trabalho de interiorização estará alinhado com as entidades sindicais, de modo a contribuirmos para aumentar sua representatividade, trazer essas indústrias para os seus sindicatos. 

Neste sentido, o desenvolvimento de ações, como as do Programa de Capacitação da Gerência de Relações Governamentais e Sindicais, em parceria com a CNI, por meio do Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), é fundamental para o estímulo ao associativismo. 

As ações do Programa de Desenvolvimento Associativo dão visibilidade à presença do sindicato para os empresários no interior do Estado. Ao levar informação de qualidade para empresários e executivos da indústria, capacitando-os em áreas relevantes como a trabalhista ou tributária, o PDA contribui para a competitividade da indústria. 

Portal da Indústria – Entre as iniciativas do PDA destaca-se o Intercâmbio de Lideranças Setoriais, um evento em que presidentes de sindicatos de um mesmo setor, de todo o País, se reúnem para discutir e trocar experiências sobre temas como defesa de interesses, negociação coletiva e gestão sindical. O senhor acredita que iniciativas como esta são importantes para fortalecer a representação da Indústria? Por que? 

Carlos Gilberto Farias – O cenário sindical está sofrendo uma enorme transformação. Os sindicatos são mais do que representantes do setor na pauta trabalhista. Também se tornaram fornecedores de serviços, articuladores estratégicos, intermediadores de mão de obra, dentre outras funções. Essa nova realidade torna fundamental a articulação entre sindicatos de um mesmo segmento, que podem, assim, fortalecer a sua atuação com a criação de uma agenda nacional e de uma pauta de ações conjuntas para o aumento da competitividade. 

Os dirigentes sindicais baianos participantes dos Intercâmbios têm se mostrado bastante entusiasmados. A iniciativa tem fomentado a troca de experiências de gestão entre presidentes de sindicatos que discutem temas comuns, definem prioridades e propõem soluções conjuntas. 

Portal da Indústria – O senhor aponta a ausência de mão-de-obra qualificada como um dos grandes desafios a serem superados pelas indústrias. Na sua opinião, a atuação dos sindicatos como interlocutores entre entidades do Sistema (SESI, SENAI, IEL e CIEB) e as micro e pequenas empresas pode contribuir para superar esse desafio? 

Carlos Gilberto Farias – Os sindicatos são catalisadores de demandas para o Sistema FIEB, pois eles são os “ouvidos” das entidades na identificação de demandas da indústria, ao mesmo tempo em que conhecem nossos produtos e serviços. Tivemos já exemplos de sucesso, como no caso da NR12, onde o SESI e o SENAI, em articulação com a FIEB e o SEBRAE, criaram um novo produto para adequação das empresas. 

Além disso, como forma de possibilitar o acesso das micro e pequenas empresas aos serviços ofertados pelo Sistema, ampliamos a política de benefícios às indústrias sindicalizadas, que vão de bolsas integrais em cursos do SENAI a serviços subsidiados de atendimento em ações do SESI e descontos em atendimentos no IEL. Desta forma, esperamos cumprir com o nosso compromisso de chegar ao interior do estado e atender de forma efetiva a indústria baiana, onde quer que ela se encontre.

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