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09 Dez 2016

CNI e Senado promovem Congresso do Futuro

Evento realizado nos dias 8 e 9 de dezembro, em Brasília, debate práticas, tecnologias e políticas para o desenvolvimento sustentável do país. Iniciativa é inspirada no trabalho feito pelo Senado do Chile

Congresso do Futuro no Senado
No primeiro dia de debates, os principais assuntos abordados foram a sustentabilidade e a agenda pública para o ano 2030, além de desafios em segurança alimentar a políticas públicas para a saúde
Como as tecnologias impactarão a vida em sociedade e como parlamentares devem debater e construir políticas de desenvolvimento sustentável para o país são algumas das principais discussões da primeira edição do Congresso do Futuro, realizado pelo Senado Federal em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), nos dias 8 e 9 de dezembro.

A iniciativa é inspirada no trabalho feito pelo Senado do Chile, que, há cinco anos, promove discussões sobre o futuro da humanidade e como ele é impactado pelas decisões tomadas na atualidade. No ano passado, o evento reuniu, além de parlamentares, centenas de autoridades e cientistas de todo o mundo, inclusive do Brasil, representado pelos senadores Wellington Fagundes (PR-MT) e Cristovam Buarque (PPS-DF), membros da Comissão Senado do Futuro.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, disse, em discurso no plenário da Casa na abertura do congresso, que as mudanças tecnológicas têm impacto não apenas na maneira de a sociedade produzir e se comunicar, mas também na formação de pessoas.

"O mundo tem mudado de maneira muito rápida. O futuro da indústria e da educação profissional estão totalmente conectados  com o futuro do país. Os empregos mudaram. Estudos dizem que daqui a 20 ou 25 anos, 60% dos empregos serão em funções ainda não conhecidas", destacou Andrade. Segundo ele, a discussão é fundamental para orientar o rumo das ações políticas, sociais e de desenvolvimento.

Robson Braga de Andrade
"Daqui a 20 ou 25 anos, 60% dos empregos serão em funções ainda não conhecidas" - Robson Braga de Andrade
DEBATES - No primeiro dia de debates, os principais assuntos abordados foram a sustentabilidade e a agenda pública para o ano 2030, além de desafios em segurança alimentar a políticas públicas para a saúde. Alfredo Pena-Vega, sociólogo e pesquisador do Centro Edgar Morin, falou sobre os desafios para o futuro, e destacou as propostas para mudar o planeta elaboradas por 380 pesquisadores, distribuídos em 50 universidades de diversos países.

No painel que tratou sobre segurança alimentar, um dos principais pontos debatidos foi a desigualdade no acesso aos alimentos. Sakiko Fukuda-Parr, professora de Relações Internacionais na New School, em Nova York, e autora do relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), afirmou que os alimentos geneticamente modificados, muito criticados em países ricos, podem representar uma esperança para mitigar a fome em países pobres. "O mundo em desenvolvimento precisa destas tecnologias o mais depressa possível. Não precisamos pagar menos pela comida, nem necessitamos de tomates que não apodrecem. Mas há países que têm de enfrentar escassez de alimentos, secas repetidas e veem as colheitas fracassarem todos os anos", alertou.

Sobre o painel que tratou de políticas públicas para saúde, M. Ramesh chamou atenção ao pontuar que os governos precisam concentrar-se simultaneamente nos aspectos da oferta e procura dos cuidados de saúde. "A gestão do setor da saúde é complexa, como todos sabem, os governos precisam desenvolver sua capacidade política analítica e gerencial, se quiserem gerenciar o setor, primordial para a população do mundo inteiro", afirmou.

FUTURO - Nesta sexta-feira, o Congresso do Futuro abordará temas relacionados à educação, ciência e inovação dofuturo; O futuro da comunicação e seu impacto nas relações humanas, democracia representativa no mundo digital. Dentre os palestrantes estão o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Rafael Lucchesi, superintendente nacional do Instituto Euvaldo Lodi, Paulo Mól, o jornalista e apresentador Marcelo Tas, Gabriela Mafort, Kishore Singh e Cristóvam Buarque.

PROGRAMAÇÃO 
9 de dezembro

Educação, Ciência e Inovação do Futuro
9h – Mesa redonda com os seguintes convidados:
Senador Cristovam Buarque
Kishore Singh, Relator Especial das Nações Unidas para o Direito a Educação (ago/2010 a jul/2016)
Isaac Roitman, Coordenador do Núcleo de Estudos do Futuro da Universidade de Brasília
Rafael Lucchesi, Diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI 
 
O futuro da comunicação e seu impacto nas relações humanas
11h00 – Mesa redonda com os seguintes convidados:
Gabriela Mafort, Jornalista especializada em novas mídias pela Universidade de Stanford, na Califórnia
Marcelo Tas, Jornalista e Comunicador de TV
Laércio Cosentino*, Diretor-Presidente da TOTVS
12h20 – Almoço
 
Democracia representativa no mundo digital
14h30 – Mesa redonda com os seguintes convidados:
Wilson da Silva Gomes, Professor Titular de Teoria da Comunicação na Universidade Federal da Bahia
Rousiley C. M. Maia, Professora Titular da Universidade Federal de Minas Gerais
Sérgio Soares Braga, Professor da Universidade Federal do Paraná

15h50 – Intervalo (coffee break)

16h20 – Apresentações de casos de sucesso
Franklin Luzes Júnior, Diretor da microsoft Participações
Antonio Campello, Diretor de Inovação e Excelência Empresarial da Embraer
 
SISTEMA INDÚSTRIA NAS REDES SOCIAIS

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