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10 Out 2016

Rio Grande do Sul terá 330 vagas do programa Brasil Mais Produtivo

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira lançou em Porto Alegre iniciativa que busca aumentar em pelo menos 20% a competitividade das empresas

Representantes do governo e da indústria falam em auditório
Segundo o ministro Marcos Pereira, algumas das empresas registraram 80% de aumento na produtividade
“O Brasil tem pressa, precisamos avançar, e que o setor produtivo volte a crescer”, afirmou o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, ao lançar o programa Brasil Mais Produtivo na última sexta-feira (7), no Rio Grande do Sul. Das 3 mil vagas para empresas de pequeno e médio porte que participararão da iniciativa, 330 vão ser destinadas para a indústria gaúcha.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, o programa tem plena sintonia com o sentimento da entidade. “Queremos crescer. Queremos que a economia brasileira se desenvolva. Mas, infelizmente, ainda temos amarras que sufocam os setores produtivos”, ressaltou.

O programa oferece uma consultoria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), para ensinar técnicas de manufatura enxuta para as empresas. Com modificações rápidas e de baixo custo, o programa Brasil Mais Produtivo ajuda as indústrias a alcançarem ganhos expressivos de rendimento. A previsão é que depois de três meses, a produtividade já aumente em pelo menos 20%. Segundo Marcos Pereira, alguns casos chegaram a apresentar crescimento de 80% da eficiência e a média é de 50%.

No Rio Grande do Sul, das 330 vagas reservadas para os setores moveleiro, de calçados e vestuário, alimentos e bebidas e metalmecânico, 220 já foram cadastradas. “Os funcionários vão se reciclar e estarão adaptados a esta nova forma de produção, que busca eliminar desperdícios e aumentar a economia. Com isso, crescerá a produtividade e, consequentemente, a competitividade das empresas”, observou o ministro.

Nesta primeira etapa, que vai até 2017, serão investidos RS$ 50 milhões para a realização do programa. Mas o ministro adianta que a ideia é ampliar para 5 mil ou 6 mil empresas atendidas em uma segunda etapa. Acesse o site do Brasil Mais Produtivo para se inscrever e saber mais.

NO RIO GRANDE DO SUL - A indústria de máquinas e redutores Transmaq tem 17 funcionários e foi uma das participantes da última edição do Brasil Mais Produtivo. A empresa identificou problemas na produção do moto redutor de velocidades. “Conseguimos aumentar a produção de 10 para 16 peças por dia, reduzindo o tempo de 1h20min para terminar um moto redutor, para 28 minutos”, explicou Milena Pedroso, representante da Transmaq. 

A empresas gaúchas MecSul e Gedore também participaram do programa. A Gedore aumentou sua produção de chaves radiais de 450 peças para 556 - aumento de 24%. Antes de participar do Brasil Mais Produtivo, a MecSul, que fabrica máquinas para indústria calçadista e de autopeças, precisava de três dias para terminar um equipamento e o funcionário andava dois quilômetros. “Passamos a produzir por conjuntos, reduzindo o tempo final para um dia e meio e a movimentação para 90 metros”, ressaltou o diretor administrativo, Vilmar Martins da Silva.

O BRASIL MAIS PRODUTIVO - A iniciativa é uma parceria da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do SENAI com o MDIC, Agência Brasileira de de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). O conceito do programa, com aplicação da ferramenta Lean Manufacturing (Manufatura Enxuta), se baseia na redução dos sete tipos de desperdícios (superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos).

Da FIERGS
Foto: Dudu Leal
Para a Agência CNI de Notícias

 

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