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02 Fev 2016

Indústria defende avanço de reformas no Congresso Nacional

Em seminário para definir prioridades no Legislativo, presidente do Conselho de Assuntos Legislativos da CNI, Paulo Afonso Ferreira, propôs união por propostas que melhorem o ambiente de negócios

Paulo Afonso
Segundo o presidente do Conselho de Assuntos Legislativos da CNI, Paulo Afonso Ferreira, sem avanços concretos em reformas estruturais, a economia deve seguir em recessão e aprofundar a retração da indústria
Diante de um processo de ajuste econômico incompleto e da indefinição de uma agenda de longo prazo, o Congresso Nacional será determinante na aprovação de propostas que assegurem a melhora do ambiente de negócios do país. Segundo o presidente do Conselho de Assuntos Legislativos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Afonso Ferreira, sem avanços concretos em reformas estruturais, a economia deve seguir em recessão e aprofundar a retração da indústria. “É inaceitável para um país do nível de desenvolvimento do Brasil ter uma indústria de pequena magnitude. Esse quadro precisa ser mudado com urgência”, afirmou.

O chamado ao Legislativo para fazer as reformas de impacto na recuperação da estabilidade e da confiança nos rumos da economia foi feita no Seminário RedIndústria, que ocorre até a quarta-feira (3), em Brasília. O encontro reúne mais de 200 técnicos da CNI, das 27 federações e 60 associações setoriais da indústria para construir a 21ª Agenda Legislativa da Indústria, documento que reúne as propostas prioritárias para a agenda de competitividade do Brasil.

ALICERCES – Ferreira destacou que a agenda da indústria no Congresso consolida as bases necessárias para o crescimento sustentado da economia, como a eliminação de fontes de insegurança jurídica, simplificação tributária e redução da burocracia. Em 2015, houve avanços, como a convalidação de incentivos fiscais pelo Senado e a aprovação de novas regras do Imposto sobre Serviços, na Câmara dos Deputados. “Vivemos um momento de grandes incertezas, em que a Agenda poderá ser um instrumento ainda mais útil”, ponderou.

O diálogo institucional, segundo Ferreira, será intensificado para qualificar os debates no Congresso Nacional na busca da aprovação de propostas urgentes e capazes de mudar expectativas sobre a economia. O desafio de recuperar a participação da indústria na economia, cuja parcela no PIB caiu o 8p.p., chegando a 10,9% em 2014, passa pela união em torno da agenda de competitividade. “Dificuldades políticas e baixo comprometimento dos diversos atores sociais com a superação dos problemas impediram os avanços necessários”, analisou.

Por Guilherme Queiroz
Da Agência CNI de Notícias


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