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05 Jan 2016

Medo do desemprego aumentou 36,8% em 2015, informa CNI

No último trimestre, o medo do desemprego cresceu mais nos municípios com menos de 20 mil habitantes. A satisfação com a vida diminuiu e ficou 8,5% inferior à registrada em dezembro de 2014

Os brasileiros terminaram 2015 muito preocupados com o emprego. O Índice do Medo do Desemprego aumentou 36,8% em dezembro do ano passado na comparação com o mesmo mês de 2014, informa a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira, (5).

Conforme o levantamento feito com 2.002 pessoas em 143 municípios, o Índice do Medo do Desemprego alcançou 102,3 pontos em dezembro, muito acima da média histórica que é de 88,4 pontos. No último trimestre do ano passado, o medo do desemprego cresceu mais entre os moradores de municípios com menos de 20 mil habitantes, onde o índice subiu de 98,1 pontos em setembro para 106,8 em dezembro.  Nas cidades com mais de cem mil habitantes, o índice caiu de 105,5 pontos em setembro para 101,3 pontos em dezembro.

"Como o desemprego atingiu inicialmente as áreas metropolitanas, só mais recentemente a população do interior passou a perceber de perto o impacto da crise no emprego. Isso explica o crescimento do Índice de Medo do Desemprego no último trimestre entre a população do interior", diz o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. O Índice de Medo do Desemprego é maior entre as pessoas com  ensino superior e as que têm renda familiar maior que 10 salários mínimos.

SATISFAÇÃO COM A VIDA
- A crise econômica também afetou a forma como os brasileiros percebem a vida. Embora tenha aumentado 1,3% entre setembro e dezembro, o Índice de Satisfação com a Vida encerrou 2015 em 95,1 pontos. O valor é  8,1% menor que o registrado em  dezembro de 2014.  

"Há uma tendência natural de a população se mostrar mais satisfeita próximo às passagens do ano, o que explica o crescimento no trimestre, mas o efeito da crise  está muito claro quando se compara o indicador com o mesmo período do ano passado. O Índice de dezembro é um dos menores já apurados desde o início da série em 1999", afirma Fonseca. A pesquisa foi feita entre 4 e 7 de dezembro de 2015.



OPINIÃO - A Agência CNI de Notícias entrevistou algumas pessoas em Brasília. Elas falaram sobre os receios neste momento de crise e sobre a percepção do mercado de trabalho. Confira:

Márcio Guerra

A preocupação das pessoas em relação a seus empregos tem crescido devido à crise financeira que assola o país. Falta investimento em todas as áreas

Márcio Guerra Vigilante

Maria do Carmo

Sou aposentada mas trabalho com seguros, por isso não me preocupo tanto com o desemprego. Mas o que percebo é que a população está cada vez mais receosa devido a má atuação do governo

Maria do Carmo Securitária

Pedro Werta

Nós que trabalhamos na iniciativa privada convivemos com o medo de perder o emprego, pois não temos nenhuma garantia. O Brasil está em crise, e temos que conviver com esse fantasma a todo momento

Pedro Werta Publicitário

Maria Alexandra

Há cada vez mais jovens entrando no mercado de trabalho, e os mais experientes estão saindo. Os governantes deveriam olhar com mais cuidado essa realidade. Eu mesma estou procurando emprego há cinco anos

Maria Alexandra Desempregada

Maria José

Me preocupo principalmente porque tenho familiares que estão sem emprego há um tempo, muitos estão batalhando para encontrar um trabalho. A gente vê que cada vez está mais difícil, principalmente para aqueles que já têm uma certa idade

Maria José Professora


SAIBA MAIS - Acesse a página do Índice do Medo de Desemprego e Satisfação com a Vida para conhecer os detalhes da publicação.

Por Verene Wolke e Natália Pires
Fotos: José Paulo Lacerda
Da Agência CNI de Notícias

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