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06 Out 2015

EUA fecham mega-acordo comercial e preocupam indústria brasileira

Parceria Transpacífico cria área de livre comércio entre Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, EUA, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã. O bloco econômico detém 40% do PIB mundial

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acompanha com preocupação a Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês) anunciada nesta segunda-feira, 5 de outubro, em Atlanta, nos Estados Unidos. Para a CNI, o mega-acordo terá impacto negativo na relação comercial do Brasil com as 12 economias envolvidas na nova área de livre comércio: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Estados Unidos, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã. O bloco reúne 805 milhões de habitantes e detém 40% do PIB mundial em mais uma mostra de que o mundo se articula em grandes blocos e o Brasil e o Mercosul continuam isolados.

No último ano, o Brasil exportou para essas 12 economias US$ 31 bilhões em produtos manufaturados, o que correspondeu a 35% de toda a pauta de exportação industrial. Com a assinatura do tratado, esses países terão cada vez menos barreiras, tarifárias e não tarifárias,  no comércio intrabloco.

Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, a criação do novo bloco econômico mostra que o Brasil e o Mercosul precisam acelerar as negociações comerciais principalmente com a União Europeia e buscar acordos  com os países que estão no Plano Nacional de Exportação, sem perder de vista os Estados Unidos. Além disso, os acordos do Brasil devem incluir barreiras não tarifárias, investimentos, serviços, propriedade intelectual e compras  governamentais. Atualmente, o Brasil concentra as negociações em tarifas.

“Há três anos a CNI chama a atenção para a necessidade de novos acordos comerciais. Com o TPP, o Brasil deve perder preferência e competitividade no mercado americano e na região da Ásia-Pacífico e América Latina”, diz Abijaodi. O diretor da CNI ressalta que, enquanto o Brasil discute tarifas, esses países buscam o comércio do Século 21, retirando barreiras não tarifárias com novos padrões trabalhistas, de meio ambiente e investimentos.

Por Adriana Nicacio
Da Agência CNI de Notícias

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