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02 Dez 2014

Empresas de base tecnológica poderão ter apoio do SENAI para melhorar seus projetos de inovação

Encontro realizado durante o Grand Prix de Inovação, em São Paulo, quer aproximar startups de rede de institutos para facilitar escala industrial de inventos

Elyr Teixeira
Elyr mostra o crachá que denuncia falta de higienização dos profissionais de saúde
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) quer apoiar empresas startups para que iniciem a produção em escala industrial de seus produtos e processos inovadores. Até o dia 3 de dezembro, um grupo de 22 empreendedores terão reuniões com pesquisadores e possíveis apoiadores, dentro da programação do Grand Prix de Inovação, evento realizado em São Paulo até 4 de dezembro. As 22 empresas que passam pela rodada de encontros desta terça-feira (2) foram selecionadas entre as melhores do InovAtiva Brasil, programa de capacitação e mentoria em empreendedorismo inovador do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O InovAtiva deste ano reuniu, em sua primeira fase, a de capacitação, 7 mil empresas. Cento e vinte e oito seguiram para a fase de mentoria e, dessas, 75 participaram de uma atividade com treinamento presencial e banca de apresentação para investidores. “As 22 convidadas pelo SENAI para o Grand Prix são as mais bem avaliadas nesse processo”, conta Maycon Stahelin, que atua na coordenação.

CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR - A Senfio, empresa que atua na área de tecnologia aplicada à saúde, é uma das que participa das reuniões. O produto que agora está em foco é um cartão que ajuda no monitoramento da higienização das mãos dos profissionais de saúde dentro dos hospitais. A prática é fundamental para o controle da infecção hospitalar. O crachá eletrônico repassa informações para um sistema quando usuários passam pela higienização. Esse sistema compartilha os dados das lavagens com os sensores de presença instalados acima dos leitos dos pacientes. Caso algum profissional de saúde se esqueça de lavar as mãos após contato com outro paciente, o crachá faz o alerta, prevenindo a contaminação cruzada.

Em 2013, a empresa que conta com uma equipe de oito profissionais fez a solicitação da patente do produto e do sistema no Brasil. A ideia agora – conforme relata o engenheiro eletrônico responsável pelo projeto, Elyr Teixeira – é buscar financiamento no valor de R$ 2 milhões para montar uma linha de produção e criar um centro de pesquisa e desenvolvimento.

“Com o SENAI, podemos ter apoio para o desenvolvimento de novos braços do projeto, como por exemplo, a organização logística dos dispensadores de sabão e álcool dentro do hospital”, afirma Teixeira. Um chip seria colocado em cada aparelho que enviaria as informações de quantidade dos produtos de higienização, o que garantiria a reposição nos momentos corretos. “Seria outra estratégia para garantir afastar o risco da infecção hospitalar”, diz.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 100 mil pessoas morrem todos os anos no Brasil de infecção hospitalar. Enquanto no Reino Unido 7,6% das pessoas hospitalizadas contraem algum tipo de infecção, no Brasil esse índice sobe para 14%.

FOMENTO AO EMPREENDEDORISMO - Atuando no ramo de identificação de informações relevantes em grandes bases de dados, a Proativa Big Data vê no encontro com o SENAI uma possibilidade de abrir portas. “A instituição tem poder para fomentar o ecossistema de empreendedorismo, além de nos apoiar com a estrutura de tecnologia da informação”, exemplifica. 

O principal projeto da empresa atualmente são soluções nas áreas de fraude, inadimplência e ferramentas de cobrança para a Cemig, a companhia de energia elétrica de Minas Gerais. “Já conseguimos reduzir em 20% a inadimplência da empresa, criando estratégias a partir do cruzamento de informações de seu próprio banco de dados”, diz.

Além das 22 startups ligadas ao InovAtiva, outras cem estão expondo soluções inovadoras no espaço de circulação do Grand Prix. “Nossa expectativa é que, com a presença dessas empresas, os Institutos SENAI de Inovação consigam, por um lado, identificar possibilidades de apoio e, por outro, abrir oportunidades de parcerias”, afirma o coordenador do Grand Prix, Marcelo Prim.

Por Ismália Afonso, de São Paulo
Foto: José Paulo Lacerda
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