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27 Nov 2014

Cooperação na área de educação profissional pode ajudar países a desenvolver políticas para jovens

Durante o 2º Briefing Diplomático, CNI e SENAI apresentam ações voltadas à qualificação da mão-de-obra, cooperação internacional, política industrial e propriedade intelectual

Briefing Diplomático CNI
O presidente da WorldSkills International, Simon Bartley, fala sobre a maior competição mundial de educação profissional que vai ser realizada no Brasil, em 2015
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reuniu um grupo de mais de cem diplomatas que atuam no Brasil, nesta quinta-feira (27), para ampliar as possibilidades de cooperação com as entidades do Sistema Indústria, especialmente na área de educação profissional. Durante o 2º Briefing Diplomático, os representantes de cerca de 80 embaixadas conheceram os principais projetos internacionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). A instituição é a principal parceria da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e foi responsável, por exemplo, pela criação de nove centros de formação profissional em outros países.

“A formação de trabalhadores é um componente importante da competitividade da indústria em todos os lugares do mundo. A experiência do SENAI pode ajudar as diferentes nações tanto a melhorar seu desempenho para os mercados interno e externo e também como política para a juventude”, explicou o diretor de Operações do SENAI, Gustavo Leal.

Outro importante tema tratado no encontro foi a realização da WorldSkills Competition em São Paulo no mês de agosto de 2015. Será a primeira vez em que o torneio mundial de ocupações técnicas ocorre na América Latina. Atualmente, 60 países integram a WorldSkills International, responsável por organizar a competição. O presidente da WorldSkills International, Simon Bartley, disse que todos estão dispostos a trabalhar em cooperação com nações interessadas.

Para ele, investir na educação profissional é uma forma de direcionar atenção para a qualidade e o empoderamento dos jovens. A visita de Bartley a Brasília se dá na semana seguinte à divulgação de dois relatórios das Nações Unidas sobre juventude. O Investir para Transformar, produzido em conjunto pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a Organização Ibero-Americana da Juventude (OIJ), aponta que apenas 12,2% do Produto Interno Bruto (PIB) regional, em 2012, foram direta ou indiretamente destinados para os jovens da região. Ao lado disso, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) identifica a taxa de desemprego juvenil três vezes maior que a taxa geral.

TEMAS ECONÔMICOS – Os diplomatas conheceram ainda as propostas da indústria para o novo governo, que  incluem medidas de impacto sistêmico na competitividade do setor produtivo e agendas setoriais de incentivo a áreas estratégicas. Nos próximos quatro anos, a indústria brasileira espera um novo modelo de governança de política industrial, no qual governo e a iniciativa privada desenhem juntos as ações prioritárias de fomento e desenvolvimento industrial.

“O desenho da política industrial deve considerar as assimetrias entre os setores para conseguir criar medidas mais adequadas. Nesse ponto, é reforçada a necessidade de uma institucionalidade que permita ao governo, junto ao setor privado, identificar quais são as reais necessidades e maiores oportunidades para que as políticas sejam as mais eficazes possíveis”, afirmou o gerente executivo de Política Industrial da CNI João Emílio Gonçalves.

Ele lembrou que a proteção da propriedade intelectual é um aspecto fundamental da competitividade da indústria. Segundo Gonçalves, é preciso aprimorar o Marco Regulatório de Propriedade Intelectual e melhorar os serviços públicos como, por exemplo, o registro de patentes. Atualmente, uma invenção demora, em média, 10,8 anos para ter o pedido de patente examinado e concluído. Nos Estados Unidos, o mesmo processo não ultrapassa 2,6 anos.

Por Ariadne Sakkis e Ismália Afonso
Foto: José Paulo Lacerda
Do Portal da Indústria

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