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26 Nov 2014

Mais de 130 diplomatas se reúnem para discutir parcerias em educação

O 2º Briefing Diplomático vai discutir propriedade intelectual e cooperação nas áreas de educação profissional. Nos últimos quatro anos, entidade triplicou número de projetos no exterior voltados a essa área

Briefing Diplomático
Na edição anterior do Briefing Diplomático, realizada em junho deste ano, o tema foi infraestrutura
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) vai se reunir com um grupo de 130 diplomatas de 92 países para tratar de oportunidades de acordos internacionais nas áreas de educação profissional e tecnologia. Essa é a primeira vez que a instituição responsável pela formação de trabalhadores na indústria brasileira irá apresentar os projetos que desenvolve no exterior para representantes de embaixadas no Brasil. O encontro Briefing Diplomático será realizado nesta quinta-feira (27), na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Já estão confirmados embaixadores africanos de Cabo Verde e Angola, e também representantes do BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e Àfrica do Sul), como o ministro conselheiro da Embaixada da China.

​​A segunda edição do Briefing Diplomático faz parte de um esforço da CNI para se aproximar diretamente das representações de outros países no Brasil. A primeira edição, realizada em junho deste ano, teve como tema infraestrutura.  A escolha do tema sobre educação profissional e tecnologia foi definida pelos próprios diplomatas.

CENTROS DE FORMAÇÃO EM OUTROS PAÍSES – O interesse pelo tema da educação se explica pelo fortalecimento do SENAI como ator da cooperação internacional brasileira. Nos últimos quatro anos, a instituição triplicou o número de parcerias internacionais. Saiu de 22 em 2010 para 68 em 2014, quando os valores chegaram a R$ 154 milhões, com atividades em todos os continentes.

Entre as ações de maior destaque está a construção de nove centros de formação profissional em outros países. O mais novo deles será inaugurado em dezembro em Lima, no Peru. Os outros têm sede na Guatemala, Jamaica, Paraguai, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola e Timor-Leste. A atuação dessas unidades é sempre ligada a educação profissional, inovação ou tecnologia. O SENAI, em conjunto com equipes locais, define o escopo técnico (formato e equipamentos) e o perfil da equipe que ficará responsável pelas unidades. Depois disso, os próprios países mantêm o funcionamento.

Conheça algumas atividades do SENAI no exterior


Além disso, o SENAI também vem estabelecendo parcerias com países desenvolvidos – foram 25 entre 2010 e 2014. Segundo o gerente executivo de Relações Internacionais do SENAI Frederico Lamego essa é uma forma de manter-se atualizado em relação à tecnologia. A entidade recorreu, por exemplo, ao Instituto Fraunhofer, da Alemanha, em busca de apoio na elaboração dos planos de negócios para a gestão da rede de 26 Institutos de Inovação e Tecnologia. Trata-se de um conjunto de unidades do SENAI voltada à pesquisa aplicada e inovação para que empresas de grande, médio e pequeno porte transformem suas ideias em produtos e processos inovadores.

​​ “Buscamos tecnologia em países mais desenvolvidos e a repassamos a empresas brasileiras aqui ou no exterior, por meio da formação de profissionais e da prestação de assessoria e de serviços técnicos e tecnológicos”, afirma. Lamego afirma que a partir dessa experiência, o SENAI passou a atender também empresas brasileiras no exterior. Atualmente, das 21 indústrias nacionais com atuação na África e na América Latina, 11 já receberam ou estão negociando algum tipo de apoio técnico do SENAI no exterior.

Por Ismália Afonso
Foto: José Paulo Lacerda
Do Portal da Indústria

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