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19 Nov 2014

Grupos temáticos são um avanço para agenda da competitividade, avalia CNI

Representantes da indústria participam dos grupos que devem apresentar, na segunda semana de dezembro, ações nas áreas de infraestrutura, desburocratização, inovação, compras governamentais e mobilidade urbana

Propostas da Indústria
O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, entrega as propostas da indústria para o crescimento do país ao ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante
O trabalho dos oito grupos temáticos que discutirão ações para promover a competitividade da economia brasileira é o início de um processo importante para a indústria trilhar em 2015 um caminho diferente do atual.  "É uma grande oportunidade para o país avançar, pois mostra que o governo quer mudar a questão da competitividade do país", disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, nesta quinta-feira (19), no Palácio do Planalto, durante a solenidade de abertura dos grupos de trabalho.

Também participaram do evento o presidente da Câmara da Gestão de Desempenho e Competitividade, Jorge Gerdau Johannpeter, os ministros Aloizio Mercadante, da Casa Civil, Miriam Belchior, do Planejamento, e Mauro Borges, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Os grupos apresentarão propostas de ações em oito áreas: rodovias e ferrovias; desburocratização e custo do investimento; comércio exterior; energia; inovação; portos; compras governamentais e mobilidade urbana.  Andrade destacou que as propostas que a CNI apresentará aos grupos fazem parte da agenda da indústria para o país, que vem sendo  construída há dois anos e é resultado das discussões e das reflexões de líderes empresariais de associações e federações de indústrias, de mais de 500 empresários e especialistas.

"São propostas amplas que refletem os anseios do setor produtivo", afirmou Andrade. Segundo ele, a decisão do governo de formar os grupos  é um avanço porque haverá uma interlocução simultânea do setor produtivo com diversos ministérios. "Os temas são transversais e a Casa Civil agregou aos grupos todos os ministérios envolvidos", avaliou. O presidente da CNI falou sobre a iniciativa do governo em criar os grupos temáticos da competitividade. Ouça:

COMPETITIVIDADE - Ao instalar os grupos, Mercadante afirmou que o cenário internacional, com a fraca recuperação da Europa, a desaceleração da China e a retração da economia japonesa, exige do Brasil uma ação rápida e focada na competitividade. "Tivemos um ano difícil", admitiu o ministro, acrescentando que, em 2015, o governo fará um ajuste fiscal. Ao mesmo tempo, terá de buscar formas de aumentar os investimentos em infraestrutura. "Temos de acelerar as parcerias público-privadas", disse Mercadante.

Ele explicou que os grupos temáticos foram criados a partir de prioridades para a competitividade brasileira e citou como exemplo a recuperação das ferrovias e a modernização dos portos. "Estamos propondo um grande pacto pela competitividade. Os objetivos, metas e prazos que os grupos apresentarão na segunda semana de dezembro orientarão o trabalho dos novos ministros", disse.   A ministra do Planejamento Miriam Belchior acrescentou que o trabalho dos grupos é uma continuação da interlocução e da parceria entre os setores público e o privado.

Encerrada a solenidade, os oito grupos, cuja criação foi anunciada no dia 12 de novembro, começaram os trabalhos. A primeira reunião vai até o fim do dia e a expectativa é que os resultados e as propostas sejam apresentados até 15 de dezembro.

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Por Verene Wolke
Foto: Miguel Ângelo
Do Portal da Indústria


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