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15 Set 2014

Redução de imposto sobre lucro para transnacionais dá isonomia a empresas brasileiras, avalia CNI

Presidente da instituição, Robson Braga de Andrade, destaca que medida não deve ser encarada como benefício, mas como forma de aumentar a competitividade do país

Mantega
“Estamos dando um equilíbrio entre a empresa brasileira e a estrangeira” - Mantega (à direita)
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, avaliou como positiva a extensão do crédito presumido para todos os setores da indústria transnacional. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (15), pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante reunião com  23 empresários no escritório da CNI, em São Paulo.  O decreto, que entrará em vigor em outubro, possibilitará o abatimento de 9% sobre o lucro a ser tributado no exterior para as indústrias brasileiras com controladas no exterior. Até então, somente as indústrias da construção, de serviços e de alimentos e bebidas tinham a extensão do crédito.

Para o presidente da CNI, a medida não deve ser encarada como um subsidio ou um benefício ao setor produtivo, mas como uma forma de dar  isonomia para a indústria brasileira competir com as concorrentes internacionais. “O que está se procurando fazer é dar uma isonomia para competirmos no mercado interno e externo com as industrias de outros países. Isso não é um benefício, isso é algo que se procura fazer de maneira estruturada. No mundo inteiro, todos os países procuram preservar sua capacidade produtiva, principalmente das indústrias manufatureiras”, destacou Andrade.

De acordo com o ministro da Fazenda, a medida  será implementada por meio de decreto, em complemento à Medida Provisória  627. Mantega destacou que a ampliação do crédito presumido fará bem porque aumentará a competitividade das empresas brasileiras no exterior. “Estamos dando um equilíbrio entre a empresa brasileira e a estrangeira”, disse o ministro.

REINTEGRA - O ministro também anunciou mudança na alíquota do Reintegra, programa que devolve aos exportadores parte dos impostos pagos e melhora a competitividade das vendas externas do pais, dos atuais 0,3%, em 2014, para 3% a partir de 2015. Este é o percentual que empresas produtoras e exportadoras de manufaturados poderão apurar de crédito sobre a receita de exportação.

Durante a reunião, empresários cobraram do ministro mudanças nas leis com vistas à redução dos conflitos jurídicos ao nível tributário, além de uma reforma tributária. Além do  presidentes da CNI, Robson Braga de Andrade, participaram da reunião o presidente  da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, e do Conselho do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau, entre outros empresários.

Por Diego Abreu, de São Paulo
Foto: Marcos Issa
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