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13 Set 2014

Atletas do tênis dizem que o esporte está cada vez mais acessível

Segundo competidoras dos Jogos Nacionais do SESI, em Belém, maior investimento é na raquete e na saúde

Entre as diversas modalidades disputadas na 10ª edição dos Jogos Nacionais do SESI, em Belém, sem dúvida uma das mais requintadas é o tênis. O esporte ainda é tido como de elite, mas não é bem assim. Na sexta-feira (12), as trabalhadoras-atletas Carolina Martins, de São Paulo, e Daniela Batastini, do Rio Grande do Sul, duelaram na semifinal do feminino absoluto, no SESI Ananindeua, e deixaram claro que o esporte é uma prática saudável e até acessível como os outros esportes, mas não negam – exige dedicação, força de vontade e sacrifícios.

“O tênis acaba sendo vinculado à elite, porque são apenas dois jogadores na quadra. E se você vai jogar, acaba tendo que dividir o aluguel do espaço entre dois atletas. Alguns estados têm quadras públicas, mas a maioria não. Em Mauá (SP), tive que jogar em uma quadra cheia de marcações. A gente tem que se virar”, diz Caroline Martins.

Contudo, a paulista explica que qualquer pessoa pode se arriscar entre as raquetes e bolinhas em prol de uma boa qualidade de vida. “Eu conheço muita gente que começou a jogar pegando as bolinhas (que caem para fora da quadra) e hoje dão um show. É questão de dedicação. Não é só o físico, é a técnica também e o psicológico. Uma semana sem treino já acaba com o seu jogo”, explica.

Do outro lado da quadra, a gaúcha Daniela Batastini faz suas considerações sobre o tênis ser visto como esporte pra poucos. “Na verdade o investimento inicial é que não é tão barato, mas depois que você tem uma raquete, fica bem mais tranquilo, porque você não vai mais precisar de tanta coisa para jogar. O que poderia era ter mais quadras públicas”, analisa.

Mesmo assim, Daniela pontua que o gasto para praticar o esporte e manter o físico em forma é, na prática, o mesmo que se gasta em uma academia de ginástica. “O preço de você pagar uma aula em um clube, pagar um professor, é o preço que você paga uma academia. Eu não gosto de academia, então eu prefiro gastar no clube. Só tem que persistir, mas não é fácil. Eu quero jogar até meus 70 anos. Até ficar bem velhinha”, brinca com ar de quem tem um físico ‘todo trabalhado’ nas quadras de tênis.

O duelo entre as duas foi 2 sets a 0, parciais de 6x1 –  6x3,  em favor de Carolina Martins, que disputa a final neste sábado (13) com Laura Severino, às 14h, no SESI Ananindeua. Já Daniela Batastini vai em busca do bronze diante de Maria Barbosa.

OS JOGOS - Mais de 1.200 atletas de 200 empresas de todo o país participam da 10ª edição dos Jogos Nacionais do SESI, em Belém. As provas, em dez modalidades, começaram na quarta-feira (10) e seguem até domingo no SESI Almirante Barroso, SESI Ananindeua e no Estádio Olímpico do Pará. Acompanhe todas as notícias sobre os Jogos Nacionais do SESI na página da competição. Acesse as fotos no Flickr!

Por Luiz Octávio Lucas, de Belém

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