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05 Dez 2013

Embrapii vai elevar competitividade da indústria brasileira

Análise da CNI é de que os investimentos em inovação vão aumentar. A organização social vai liberar R$ 270 milhões em 2014 para o financiamento de projetos inovadores. Meta é chegar a R$ 1 bilhão por ano até 2020

Mercadante e Raupp
Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, assinam contrato de gestão da Embrapii
A assinatura do contrato de gestão da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) com o governo federal, oficializada nesta quinta-feira (5), em Brasília, vai elevar o volume de investimentos e a quantidade de empresas que investem em inovação, na visão da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade vai disponibilizar R$ 270 milhões para financiar projetos inovadores em 2014. A CNI acredita que a organização social terá um papel fundamental para preparar as empresas brasileiras para se tornarem mais competitivas para participar de um mercado mais exigente, tanto no Brasil, quanto no exterior.

"A Embrapii surge para ser um instrumento de aumento da produtividade do setor industrial brasileiro", afirma o presidente do Conselho do Conselho Administrativo da Embrapii, Pedro Wongtschowski.

A meta da Embrapii é chegar ao fim do próximo ano com 20 instituições tecnológicas credenciadas, além das três instituições piloto que já estão em funcionamento - Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), de São Paulo; o Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTI), do Rio de Janeiro; e o Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Cimatec/Senai), da Bahia. O primeiro edital para credenciamento de novas instituições deve ser lançado no primeiro trimestre de 2014.

UNIVERSIDADES E O CHÃO DE FÁBRICA - Segundo o diretor-presidente da Embrapii, João Fernando Gomes de Oliveira, a organização deve atingir o orçamento anual de R$ 1 bilhão em até seis anos. Como o modelo de funcionamento prevê compartilhamento de riscos técnicos e econômicos, o recurso da Embrapii equivale a um terço do volume final que será investido. Outro um terço é investido pela empresa que irá inovar e o restante pelas instituições de pesquisa em forma de estrutura, recursos humanos, máquinas e equipamentos.

"A Embrapii surge para permitir o encontro entre as universidades e o chão de fábrica. É só com esse encontro que vamos conseguir um impulso em inovação", afirma o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que participou da assinatura do contrato de gestão, que teve ainda a presença do ministro da Ciência e Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp. "A Embrapii vai dinamizar a relação", completa o ministro Raupp.

A Embrapii surgiu de discussões provocadas pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) - grupo de empresários liderados pela CNI que se reúne periodicamente para discutir políticas públicas de estímulo à inovação - com a participação do governo federal e de representantes da academia. Na visão da CNI, o surgimento da instituição é uma vitória do setor empresarial.

Por Mariana Flores
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Do Portal da Indústria

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