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A Confederação Nacional da Indústria avalia que a reforma da Previdência beneficiará toda a sociedade. As mudanças são fundamentais para garantir o pagamento das aposentadorias e pensões aos brasileiros, manter o equilíbrio das contas públicas e criar condições para o crescimento sustentável.

Para a indústria, as regras atuais são incompatíveis com a evolução demográfica e o processo de envelhecimento da população do país. Pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a expectativa de vida do brasileiro aumentou quase seis anos nos últimos 15 anos.  Passou de 69,8 anos em 2000 para 75,5 anos em 2015.

Com isso, o número de idosos também aumentou. Em 2000, as pessoas com 65 anos ou mais de idade representavam 5,61% da população. Conforme a projeção do IBGE,  em 2030 os idosos serão 13,44% dos brasileiros. Ou seja, com as regras atuais, no futuro próximo, o número de pessoas que contribuem para a Previdência poderá ser inferior ao dos que recebem aposentadorias e pensões.  Isso multiplicará o déficit e tornará o atual sistema insustentável.

 

A CNI destaca que o crescimento dos gastos da Previdência é o principal componente do déficit público. No ano passado, só o déficit da Previdência rural e dos trabalhadores urbanos da iniciativa privada alcançou o recorde de R$ 149,73 bilhões, equivalente a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB). O rombo é 74,5% maior do que o registrado em 2015, quando somou R$ 85,81 bilhões, ou 1,5% do PIB. Para este ano, a expectativa é que o déficit alcance R$ 181,6 bilhões.

Esse déficit crescente gera um grande desequilíbrio nas contas públicas e representa uma ameaça para a estabilidade da economia brasileira. O equacionamento do déficit da Previdência, que se dará com a reforma do sistema atual, é indispensável para o equilíbrio das contas públicas e a recuperação da estabilidade econômica. Por isso, a reforma da Previdência é crucial para o Brasil voltar a crescer e criar empregos e oportunidades de trabalho para todos os brasileiros.


Recomendações da CNI

 

 

ícone-21(100x100).png Idade mínima
Adotar e ampliar, gradualmente, a idade mínima para as aposentadoria por tempo de contribuição.



 

ícone-22(100x100).png Homens e mulheres
Equiparar ou reduzir a diferença de mínimo de tempo de contribuição entre mulheres e homens para a aposentadoria.




ícone-10(100x100).png Pensão por morte
Acabar com a integralidade do valor do benefício recebido; restringir o valor dependendo da idade do beneficiário e do número de dependentes; instituir período mínimo de contribuição e de casamento para receber a pensão.
 



ícone-11(100x100).png Acúmulo de benefícios
Restringir a possibilidade de acúmulo de pensões e aposentadoria.





ícone-23(100x100).png Salário mínimo
Alterar a regra de reajuste do salário mínimo, que deve passar a ser a inflação do ano anterior mais a variação do PIB per capita de dois anteriores.




Confira a íntegra do estudo Previdência Social: mudar para garantir a sustentabilidade, que integra a série de 42 propostas da CNI para o aumento da competitividade do Brasil.
 

 

"Ao promover o reequilíbrio das contas públicas, a reforma da Previdência não beneficiará apenas os aposentados. Toda a sociedade ganhará, porque o ajuste das contas públicas, associado a outras medidas de longo prazo que assegurem competitividade das empresas, promoverá o aumento da produção e dos investimentos, estimulará a criação de empregos e o crescimento da economia."

Robson Braga de Andrade,
Presidente da CNI