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A Confederação Nacional da Indústria avalia que a reforma da Previdência beneficiará toda a sociedade. As mudanças são fundamentais para garantir o pagamento das aposentadorias e pensões aos brasileiros, manter o equilíbrio das contas públicas e criar condições para o crescimento sustentável.

Para a indústria, as regras atuais são incompatíveis com a evolução demográfica e o processo de envelhecimento da população do país. Pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a expectativa de vida do brasileiro aumentou quase seis anos nos últimos 15 anos.  Passou de 69,8 anos em 2000 para 75,5 anos em 2015.

Com isso, o número de idosos também aumentou. Em 2000, as pessoas com 65 anos ou mais de idade representavam 5,61% da população. Conforme a projeção do IBGE,  em 2030 os idosos serão 13,44% dos brasileiros. Ou seja, com as regras atuais, no futuro próximo, o número de pessoas que contribuem para a Previdência poderá ser inferior ao dos que recebem aposentadorias e pensões.  Isso multiplicará o déficit e tornará o atual sistema insustentável.

 

A CNI destaca que o crescimento dos gastos da Previdência é o principal componente do déficit público. No ano passado, só o déficit da Previdência rural e dos trabalhadores urbanos da iniciativa privada alcançou o recorde de R$ 182,45 bilhões, equivalente a 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB). O rombo é 21,8% maior do que o registrado em 2016, quando somou R$ 149,73 bilhões. Para 2018, a estimativa do governo é que o rombo atinja R$ 192,8 bilhões.

Esse déficit crescente gera um grande desequilíbrio nas contas públicas e representa uma ameaça para a estabilidade da economia brasileira. O equacionamento do déficit da Previdência, que se dará com a reforma do sistema atual, é indispensável para o equilíbrio das contas públicas e a recuperação da estabilidade econômica. Por isso, a reforma da Previdência é crucial para o Brasil voltar a crescer e criar empregos e oportunidades de trabalho para todos os brasileiros.

Principais pontos da última proposta do governo

 

 

ícone-17(100x100).png Idade mínima
A idade mínima para aposentadoria será de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres que trabalham na iniciativa privada ou no serviço público. Professores poderão se aposentar aos 60 anos e, os policiais militares, aos 55 anos.


 

ícone-8(100x100).png Tempo de contribuição
O tempo mínimo de contribuição à Previdência será de 15 anos para trabalhadores da iniciativa privada e de 25 anos para os servidores públicos, inclusive professores e policiais militares.



calculadora.png Valor da aposentadoria
Os trabalhadores da iniciativa privada com 15 anos de contribuição se aposentarão com 60% do salário de contribuição. Depois disso, o valor aumenta gradualmente. Para alcançar 100%, serão necessários 40 anos de contribuição. Os servidores públicos com 25 anos de contribuição se aposentarão com 70%. O valor aumenta gradualmente até atingir 100% aos 40 anos de contribuição. 



ícone-19(100x100).png Regra de transição
A regra de transição prevê idade mínima para aposentadoria de 53 anos para mulheres e 55 anos para homens que trabalham na iniciativa privada. A idade mínima aumenta um ano a cada dois anos. Para servidores públicos, a transição começa aos 55 anos para mulheres e aos 60 anos para os homens.



ícone-12(100x100).png Trabalhadores rurais
Nada muda. A idade mínima para a aposentadoria continua sendo de 55 anos para mulheres e 60 para homens, com 15 anos de contribuição.




ícone-14(100x100).png Benefícios sociais para idosos e deficientes
Nada muda. O valor do benefício continua vinculado ao salário mínimo.
 




ícone-11(100x100).png Acúmulo de benefícios
É permitido o acúmulo de pensão e aposentadoria até o limite de dois salários mínimos.

 

"Ao promover o reequilíbrio das contas públicas, a reforma da Previdência não beneficiará apenas os aposentados. Toda a sociedade ganhará, porque o ajuste das contas públicas, associado a outras medidas de longo prazo que assegurem competitividade das empresas, promoverá o aumento da produção e dos investimentos, estimulará a criação de empregos e o crescimento da economia."

Robson Braga de Andrade,
Presidente da CNI