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A Confederação Nacional da Indústria avalia que a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo federal ao Congresso Nacional em 20 de fevereiro de 2019 é muito positiva por conter medidas que podem corrigir as principais distorções nas regras atuais de concessão de aposentadorias e pensões. A entidade defende que as mudanças são essenciais para incentivar o retorno dos investimentos, do crescimento sustentado e da necessária modernização do país.

“A nova proposta de reforma Previdência é bastante abrangente, incluindo servidores públicos federais, estaduais e municipais, trabalhadores da iniciativa privada e políticos”, afirma o diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Fernandes. “Uma de suas virtudes é exatamente estabelecer que todos os setores da sociedade deverão dar sua contribuição para a solução da questão previdenciária no Brasil”, acrescenta.

Para a CNI, as mudanças na Previdência são urgentes e imprescindíveis para assegurar o pagamento futuro de milhões de aposentados e beneficiários do sistema, uma vez que o modelo atual se tornou insustentável diante das mudanças demográficas nas últimas décadas.

A entidade lembra que a faixa dos brasileiros com idade superior a 65 anos triplicou nos últimos 50 anos e que a expectativa de vida aumentou substancialmente, com a melhoria das condições de vida da população, enquanto as regras de concessão dos benefícios permaneceram sem a necessária atualização.

 

 

“Sem realizar uma reforma profunda na Previdência, o país não terá recursos para pagar os benefícios, não apenas no plano federal, mas também por parte dos governos estaduais e municipais, que enfrentam dificuldades extremas de pagar seus servidores ativos e inativos”, afirma José Augusto Fernandes.

 

 

O diretor da CNI destaca que, sem equacionar adequadamente o déficit previdenciário, toda a sociedade terá que arcar com os custos de elevação da carga tributária e com a falta de recursos para outras áreas onde a atuação do setor público também é fundamental, como saúde, educação, segurança e infraestrutura. “O resultado será prejuízo para os trabalhadores, para os consumidores e para a competitividade do país”, alerta.