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19 de Novembro de 2013 às 12:42

Pesquisa revela que mais da metade dos brasileiros planeja virar patrão

Quem já tentou abrir uma empresa, sabe como é cara e desgastante a burocracia no país. Ainda assim, mais da metade dos brasileiros planeja virar patrão e abrir o próprio negócio.

São os empreendedores que ajudam a criar empregos, apesar do peso dos impostos, da burocracia.

Na semana global de empreendedorismo, uma pesquisa mostra que mais da metade dos brasileiros de 16 a 64 anos tem ou planeja ter um negócio próprio.

Elas eram pesquisadoras. Aí decidiram abrir o próprio negócio: uma empresa de consultoria. “Não é um sonho que vem prontinho, arrumadinho. A gente vai se tornando empresária”, diz uma das sócias.

Para chegar até aqui, as sócias providenciaram documentos, lidaram com prazos, comprovações. Foram meses até conseguirem abrir o negócio. E a burocracia não acaba.

“Tem dia que justamente por conta da burocracia fico com a impressão de que não trabalhei nada, que o dia não rende, que está tudo atravancado“, diz a empresária Juliana Andrade de Souza.

Elas não se arrependem, como a maioria dos empreendedores do país: 28% da população brasileira de 16 a 64 anos têm um negócio próprio. Outros 33% planejam ter um no futuro.

Impostos e encargos também são altos, segundo os empresários. Mas, em geral, eles ganham acima da média nacional – mesmo que tenham um menor nível de educação.

Quem monta a própria empresa, de acordo com pesquisa, não quer voltar ao mercado de trabalho porque gosta da independência e porque acha que seria difícil conseguir um emprego depois.

Alana Pontes, que já teve uma empresa que não deu certo, aconselha: quem vai abrir um negócio é melhor escolher algo que gosta de fazer. No caso dela, a opção foi o artesanato.

“Você tem que realmente abdicar de tudo, dedicar 24 horas por dia, porque quando você está colocando a mão na massa literalmente você está pensando na empresa, em como fazer, em como realizar, em como saber driblar as coisas”, diz a artesã.
  
E a maioria dos empresários sabe dos riscos. Os mais temidos são preocupação financeira para manter o negócio e o risco de falência. E se não der certo, diz o diretor da CNI, parte para outra – como empresário, de novo, como fez a Alana. Por que não?

“Essa sensação de ‘será que eu tenho jeito?’, ‘será que eu vou acertar de primeira?’ não é por aí. Falhar num negócio não é o fim do mundo, não destrói a economia, não destrói  a vida de ninguém. Isso pode ser um processo de aprendizado que pode levar a sucessos muito maiores”, garante.

* Matéria veiculada em 19/11/2013