PROPRIEDADE INTELECTUAL

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21 de Agosto de 2017 às 15:00

Indústria criativa está na pauta do Congresso de Propriedade Intelectual da ABPI

Economia gerada pelos produtos do talento e da criatividade humana foi abordada nas plenárias de abertura do evento

A 37ª edição do Congresso Internacional da Propriedade Intelectual da ABPI – Associação Brasileira da Propriedade Intelectual começou nesta segunda-feira (21), no Rio de Janeiro, discutindo o lugar da proteção ao conhecimento na sociedade da transformação e na economia mundial. As plenárias de abertura, sobre convergência de patentes e tecnologia, a atual conjuntura política e econômica internacional e a indústria criativa, reuniram especialistas em finanças, tecnologia, direito e propriedade intelectual.

A assessora sênior de propriedade intelectual do escritório britânico de propriedade intelectual, Angelica Garcia, falou sobre a relevância da indústria criativa para o Reino Unido: ela emprega 120 mil pessoas, 25 mil delas só em negócios de jogos eletrônicos. “E quando o assunto é música digital, 54% dos cidadãos do Reino Unido consomem esse formato. No Brasil esse número cresce para 70%”, ressalta a especialista.


A contribuição da indústria criativa para o PIB brasileiro já supera a do turismo. “Os produtos dela são consumidos por 11% da população, o que revela um grande potencial de crescimento”, destaca Ygor Valerio, representante da Motion Picture (MPA) América Latina. Atualmente o Brasil tem 251 mil empresas dedicadas à economia da cultura, número que cresceu mais de 70% entre 2004 e 2014, e vai ser o quinto maior mercado cinematográfico do mundo até 2020 de acordo com a ANCINE – Agência Nacional do Cinema. “Mas tudo que é criado pela indústria criativa só gera riqueza, crescimento e desenvolvimento se houver propriedade intelectual”, afirma o especialista da MPA.

O XXXVII Congresso Internacional da Propriedade Intelectual da ABPI acontece até 22 de agosto.  Acompanhe a cobertura do evento no canal de propriedade intelectual da CNI.