PROPRIEDADE INTELECTUAL

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31 de Janeiro de 2013 às 17:34

Governo concede exclusividade à Fifa para uso de marcas como "Brasil 2014" e nome das sedes

A Fifa (Federação Internacional de Futebol) obteve exclusividade para o uso de marcas como "Brasil 2014", "Mundial 2014" e os nomes das 12 cidades-sede do torneio com o numeral 2014. Autarquia do governo federal, o Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) concedeu à entidade dona da Copa do Mundo 59 registros de marcas de alto renome.

Com a denominação de marca de alto renome, a Fifa consegue impedir legalmente que qualquer outra empresa faça uso dos nomes para qualquer modalidade mercadológica. 



"Tendo alto renome de uma marca, a empresa consegue garantir o uso nos segmentos que trabalha e impedir que outra empresa de qualquer segmento possa fazê-lo. A Fifa registrou uma marca para evento esportivo ou roupas, mas consegue impedir que ela seja usada para qualquer coisa, por exemplo, pneu, telefone, bar, o que for", explica a Silvia Rodrigues, coordenadora geral de marcas do Inpi.



Os 59 registros foram concedidos pelo órgão no fim de 2012. O direito vale até o fim de 2014. A Lei Geral da Copa garante regime diferenciado à entidade máxima do futebol no Inpi.
A análise dos pedidos foi feita em tempo recorde. Normalmente, leva quatro anos para uma empresa obter registro de uma marca de alto renome. No caso da dona da Copa, os registros são feitos em no máximo quatro meses.



"O Inpi adotará regime especial para os procedimentos relativos a pedidos de registro de marca apresentados pela Fifa ou relacionados à Fifa até 31 de dezembro de 2014", diz o artigo 7 da legislação aprovada e sancionada pela presidente Dilma Rousseff no ano passado.



"Pouquíssimas são as marcas de alto renome. É muito difícil conseguir tal classificação", explica Luis Fernando Matos, advogado especializado em propriedade intelectual.



Além dos 59 registros concedidos à Fifa, apenas outras 22 marcas no mercado brasileiro têm exclusividade semelhante. São os casos da Coca-Cola, Pirelli, Itaú, Bombril, Havaianas, Sadia e Nike, por exemplo.

 

 

* Matéria assinada por Paulo Passos e publicada em 31/01/2013