PROPRIEDADE INTELECTUAL

NOTÍCIAS

23 de Outubro de 2014 às 11:22

Expansão da bioeconomia depende de regras claras, profissionais qualificados e incentivo à pesquisa

A falta de segurança jurídica e de profissionais qualificados, aliada à burocracia e a leis complexas, prejudica o desenvolvimento da bioeconomia no Brasil. Os dados estão em pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentada nesta quinta-feira, 23 de outubro, durante o 3° Fórum de Bioeconomia – políticas públicas e ambiente para inovação e negócios no Brasil –, no Hotel Grand Hayatt, em São Paulo. A iniciativa é da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), movimento liderado pela CNI para estimular a inovação nas empresas.

“A bioeconomia já é tratada como próxima plataforma de economia global e o Brasil não pode deixar de participar dessa nova revolução tecnológica. Por isso, nos reunimos hoje aqui neste fórum, para debater e para avaliar possibilidades de participarmos dessa promissora fonte de negócios”, afirmou Carlos Eduardo Abijoadi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI.

A fim de fortalecer ações propositivas, por meio da criação de políticas públicas, a CNI encomendou uma pesquisa qualitativa para traçar o primeiro diagnóstico do cenário da bioeconomia no Brasil. Os entrevistados foram mapeados conforme áreas de atuação. O levantamento foi realizado com 100 representantes de empresas ligadas ao setor, 40 integrantes dos poderes Executivo e Legislativo federais, além de 20 acadêmicos. Os resultados foram apresentados pelo presidente da GranBio, Bernardo Gradin. “Esta pesquisa é a construção de uma imagem da indústria brasileira nesse campo de negócio. O que vemos é que temos potencial, mas o campo regulatório, ultrapassado, ainda é nosso principal entraves”, disse Gradin. A pesquisa completa está disponível em http://www.portaldaindustria.com.br/cni/canal/bioeconomia/

 
PANORAMA DA BIOECONOMIA – Na avaliação de 78,8% dos entrevistados, não há segurança jurídica para o desenvolvimento da bioeconomia no país. Além disso, os respondentes apontam outros gargalos: 77,5% acreditam que as atuais linhas de apoio à pesquisa são insuficientes; 65,6% dizem que o marco regulatório é inadequado; e 55,6% afirmam que o Brasil não possui mão de obra qualificada.

De acordo com a pesquisa,  77% dos entrevistados destacam que o Brasil não está aproveitando o potencial que possui para o desenvolvimento da bioeconomia, embora 92% acreditem que o país pode se tornar referência na área em escala mundial. Já a biodiversidade brasileira – a maior do mundo – é apontada como principal vantagem.

INVESTIMENTOS PRIVADOS – Entre os cem representantes de indústrias ligadas ao setor, o otimismo referente ao potencial de crescimento aparece no volume de recursos em bioeconomia gastos e previstos. Nos últimos três anos, 53% disseram que houve incremento nos investimentos na área. E 51% esperam aumentar nos próximos três anos.

“A bioeconomia estabelece um novo patamar de desenvolvimento para enfrentar os desafios do mundo moderno, como escassez de água potável, produção de alimentos, mobilidade urbana, envelhecimento da população e mudanças climáticas. A principal vantagem da bioeconomia é produzir mais com menos matéria prima e insumos”, afirma Carlos Eduardo Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI.

O termo bieconomia foi criado pelos professores Juan Enriquez e Rodrigo Martinez - fundadores da Harvard Business School Life Sciences Project. O conceito  analisa a forma como as ciências da vida, principalmente a genética, a biologia molecular e celular, transformam produtos, negócios e a indústria mundialmente. De acordo com a Organização de Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), a expectativa é que a biotecnologia industrial movimente € 300 bilhões em 2030. Atualmente, o mercado maior é o de biocombustíveis, seguido do de bioquímicos e de bioplásticos.

O 3° Fórum de Bioeconomia contará com a presença de Gregory Stephanopoulos, professor de engenharia química do Massachusetts Institute of Technology (MIT-EUA); Bernardo Gradin, presidente da GranBio e representante da MEI/CNI; João Furtado, presidente-executivo da Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI); Fernando Reinach, sócio-gestor do Fundo Pitanga de Investimento; Roel Collier, representante do TPG Creative Capital (EUA).

SERVIÇO

Evento: 3° Fórum de Bioeconomia – políticas públicas e ambiente para inovação e negócios no Brasil

Data: 23 de outubro, quinta-feira

Horário: das 9h às 16h45

Local: Hotel Grand Hyatt, Avenida das Nações Unidas, 13.301, São Paulo – SP.

 
ATENDIMENTO À IMPRENSA
Gerência de Jornalismo da CNI
(61) 3317-9578 / 8917 / 9825
imprensa@cni.org.br


http://www.portaldaindustria.com.br/
http://www.bancodemidia.cni.org.br
https://twitter.com/CNI_br
https://www.facebook.com/cnibrasil
http://www.youtube.com/user/cniweb