PROPRIEDADE INTELECTUAL

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21 de Julho de 2016 às 19:18

Brexit também é uma marca. A disputa entre países

Poucos temas têm dividido tanto os britânicos como o Brexit. Mas desde o dia 23 de junho, o nome tem conquistado muitas empresas. O sucesso é tão grande que o gabinete de propriedade intelectual britânico já recebeu desde o dia 24 de junho, dez pedidos para a utilização exclusiva de palavras como Brexit ou Exit. E a loucura pelo registo do nome não se fica por ali.
 
Nos Estados Unidos, noticia o Expansíon, já foram efetuados três pedidos para registo da marca Brexit, na Alemanha e em Espanha também há concorrentes à marca. Os setores mais interessados em rebatizar os seus produtos são as empresas de bebidas. A Boston Beer Corporation, que produz a cerveja Samuel Adams, quer utilizar o nome Brexit para uma nova cidra. No Reino Unido, a John Brewster quer, por sua vez, utilizar o nome para uma nova produção de cervejas.
 
Do lado das bebidas espirituosas, a empresa Halewood International Brands, pede para que a saída do Reino da UE dê nome a bebidas de elevado teor alcoólico. Mas o pedido de exclusividade choca com o da alemã Gölles que fez um mesmo plano exatamente igual, ao Gabinete de propriedade intelectual da UE. Ainda na Alemanha, uma empresa de chá – Leisure Fun & Toys, quer colocar o nome Brexit em pacotes de chá e de café. E, em Gales, uma panificadora pede o mesmo nome para uma gama de bolachas e massas.
 
No plano alimentar, a britânica Anthony Rowcliffe & Son deu entrada com um pedido para a marca Brexit blue, que dará o nome a um novo queijo. E, na área das vitaminas, é a Quicksilver Scientific que pede aos Estados Unidos para registar o Brexit. A vontade de ter Brexit no nome vai, no entanto, muito além dos comes e bebes. A casa de advogados Allen & Overy pediu para registar a merca Brexit law para o novo serviço legal de acompanhamento de processos que envolvam a saída do Reino Unido da União Europeia.
 
E, em Londres, há já quem pense em tornar o Brexit num musical. Christopher John Bryant já fez o pedido: Brexit musical. Não é só. A London IP Exchange que gere um mercado de patentes também já tentou o registo para revenda. Querem colocar o Brexit em calçado, roupas, cerveja e bebidas espirituosas. E agora como fica? Em teoria é dado um período de dois meses para a análise dos registos e a licença é atribuída a quem pede primeiro. Se os reguladores entenderem que o nome é genérico, podem não conceder a exclusividade a ninguém.