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21 de Novembro de 2015 às 12:00

Brasil e União Europeia podem firmar parceria em bioeconomia

Brasil e União Europeia podem fechar uma parceria para pesquisa e desenvolvimento de projetos na área de bioeconomia. O assunto foi discutido na visita de pesquisadores europeus ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM/MCTI) na última segunda-feira. A parceria integra a estratégia europeia de promover "a produção sustentável de fontes renováveis da terra e oceanos e a sua conversão em alimentos, bioprodutos, biocombustíveis e bioenergia".

"Tanto no Brasil quanto em algumas partes da Europa, o assunto bioeconomia tem crescido fortemente nos últimos anos e nós precisamos investir nisso", disse o diretor de Pesquisa e Inovação da Comissão Europeia, John Bell, que liderou o grupo de pesquisadores na visita ao CNPEM.

Segundo ele, o Brasil pode ser um "excelente" parceiro para o desenvolvimento de processos e produtos ligados a biocombustíveis e matérias-primas agrícolas. Bell destacou ainda uma das grandes iniciativas da União Europeia em pesquisa e inovação que é o projeto Horizon 2020, um investimento de cerca de 16 bilhões de euros em 2016 e 2017.

Localizado em Campinas (SP), o CNPEM possui quatro laboratórios que são referências mundiais. Um deles, o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), opera a única fonte de luz Síncrotron da América Latina e está, neste momento, construindo Sirius, o novo acelerador brasileiro de quarta geração, para análise dos mais diversos tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos. Já o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) desenvolve pesquisas em áreas de fronteira da Biociência, com foco em biotecnologia e fármacos, enquanto o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE) investiga novas tecnologias para a produção de etanol celulósico. O Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) realiza pesquisas com materiais avançados, com grande potencial econômico para o país.

Fonte: CNPEM