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9 de Fevereiro de 2014 às 12:00

Banda exige direito autoral após ter música usada em tortura

O grupo de rock canadense Skinny Puppy exigiu do departamento de Defesa americano 666.000 dólares em direitos autorais de sua música, transmitida com o propósito de torturar detidos na base naval de Guantánamo, segundo meios de comunicação canadenses.

"Enviamos a conta a eles, já que utilizaram nossa música sem nossa autorização, como arma contra outras pessoas", declarou Kevin "Ogro" Ogilvie, membro fundador deste grupo de rock, à rede CTV.

Vários grupos musicais, entre eles REM (Rage Against the Macgine) e Metallica, denunciaram antes dos Skinny Puppy a utilização de sua música, tocada durante horas e em um volume muito alto nas celas dos presos de Guantánamo, na ilha de Cuba.

O Metallica pediu há um ano que o Pentágono não utilizasse suas músicas.

O Skinny Puppy exige uma indenização por ter "baixado e utilizado ilegalmente nossa música para torturar pessoas", explicou há vários dias Kevin Ogilvie em um vídeo do Huffington Post.

O Pentágono disse não ter recebido nenhuma conta do grupo.

"Cabe se perguntar como é possível gerar e entregar legalmente uma fatura que se baseia em uma queixa infundada de algum fã anônimo ou gerada ao acaso", declarou à AFP o porta-voz do Pentágono, Todd Breasseale, sugerindo que poderia se tratar de uma estratégia do Skinny Puppy para se autopromover.

O coronel Brasseale ressaltou que o uso da privação do sono e da manipulação sensorial não estão autorizados no Exército e são proibidos por lei.

* Disponível em http://atarde.uol.com.br/cultura/materias/1567370-banda-exige-direito-autoral-apos-ter-musica-usada-em-tortura