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30 de Agosto de 2013 às 16:01

Abertura da Bienal discute mudança na legislação de direito autoral

A cerimônia de abertura da 16ª Bienal do Livro no Rio teve início às 12h25 desta quinta-feira (29). Os atores Julia Lemmertz e Antonio Calloni deram as boas-vindas aos presentes, entre eles a Ministra da Cultura, Marta Suplicy. Na cerimônia foram levantadas questões como a necessidade da legislação brasileira acompanhar a evolução tecnológica preservando os direitos autorais e a autorização prévia para escrever biografias.

A mudança da legislação, que agora obriga o autor a pedir autorização do biografado ou de seus familiares quando ele já estiver morto,  não é bem vista pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). "Nós precisamos que a história do nosso país volte a ser escrita para que as gerações futuras e que elas possam ter acesso ao nosso passado", disse Sonia Machado Jardim, presidente do Snel.

A ministra Marta Suplicy ressaltou que o governo federal está atento ao tema. "Nós temos a clareza de quem deve ser protegido no século XXI é o autor. Mas nós não podemos fechar os olhos para a internet. A jornada vai nortear como nós vamos proteger os criadores. O Ministério da Cultura tem absoluta clareza da importância das decisões que vamos tomar", disse.

Ela anunciou que 70 autores nacionais serão levados para a Feira de Frankfurt, na Alemanha. "A leitura é um direto de todo cidadão e uma bienal representa um impacto muito bom. Nós já somos muito conhecidos e achamos muito bom, más queremos ser conhecidos pela literatura. O Ministério vai propiciar visibilidade para os nossos autores brasileiros na Alemanha", completou.

A feira de livros aproveita que 2013 é o ano da Alemanha no Brasil para homenagear o país e, por isso, alguns alemães fizeram parte da cerimônia de abertura.

Marco Bosshart, é professor de literatura da Universidade de Bochum, na Alemanha, e trouxe  dez alunos de cursos de pesquisas linguísticas para participar da Bienal. O grupo estuda a influência da literatura latino-americana no campo literário em seu país. Em outubro, os alunos irão a Frankfurt participar da bienal e, posteriormente, farão uma análise comparativa entre os dois eventos.

"Nós precisamos que a história do nosso país volte a ser escrita para que as gerações futuras e que elas possam ter  acesso ao nosso passado", disse.

* Matéria assinada por Isabela Marinho e publicada em 29/08/2013