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19 de Outubro de 2017 às 12:19

PDA orienta sindicatos industriais e empresas do Acre para prática de negociação coletiva

O treinamento, que faz parte do Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), foi realizado por meio de uma parceria entre Confederação Nacional da Indústria (CNI) e FIEAC. 

Publicada em 17/10/2017 pelo site da FIEAC

 

PDA orienta sindicatos industriais e empresas do Acre para prática de negociação coletiva

Presidentes e diretores de sindicatos industriais, assim como representantes de empresas acreanas participaram, no dia 28 do último mês, de uma oficina que teve como tema “Aprimorando a prática em negociação coletiva”. A capacitação ocorreu na sede do Condomínio Sindical, na Casa da Indústria, em Rio Branco.

O treinamento, que faz parte do Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), foi realizado por meio de uma parceria entre Confederação Nacional da Indústria (CNI) e FIEAC. Instrutora da capacitação, Cely Soares, advogada trabalhista com especialização na área empresarial da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destaca que se trata de um assunto em evidência, já que a nova lei trabalhista, que reformou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), entrará em vigor no mês de novembro.

“É um tema que verificamos que os trabalhadores se preocupam com ele o ano inteiro, enquanto o empregador não dá tanta importância. Então, o papel do PDA com essa oficina é trazer esse conteúdo para as negociações ficarem melhores, mais equilibradas entre as partes, inclusive com questões de técnicas, estratégias, que na negociação existe e, por desconhecimento, alguns não conseguem obter o resultado esperado”, ressalta Cely Soares.

A especialista reforça que quem está à frente das negociações representando as empresas precisa saber defender os interesses corretamente e fazer uso da estrutura que a negociação propicia. “Por isso esse treinamento, que está dentro do programa de capacitação ‘Avança Sindicato’, traz preciosas informações para uma boa negociação”, acrescenta.

Na avaliação do coordenador do Condomínio Sindical no Acre, empresário Carlos Afonso Cipriano, a oficina foi de alta relevância e oportunizou aos participantes novos conhecimentos e metodologias de negociação coletiva. Segundo ele, o tema ganhou ainda mais importância com a aprovação da nova reforma trabalhista.

“Em uma convenção coletiva bem acordada, ganham todos: trabalhador, empresa e sociedade. Quando se senta em uma mesa de negociação para definir salários, benefícios, sabemos que são interesses divergentes, então existe um certo grau de dificuldade e por isso temos que estar preparados para não fecharmos uma convenção coletiva que conceda benefícios que a categoria [patronal] não consiga suportar”, frisa Cipriano.