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6 de Setembro de 2017 às 18:01

"Os sindicatos devem estabelecer uma pauta que dialogue com os problemas e as dores das indústrias", afirma Léo de Castro, novo presidente da FINDES

"Estamos construindo uma pauta robusta para dialogar com o estado, tendo o sindicato como um facilitador para o atendimento destas demandas", explica.

Publicada em 06/09/2017

Recém-eleito à presidência da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (FINDES), Léo de Castro aposta numa tríade ousada para melhorar a performance das empresas do estado: inovação, produtividade e abertura de novos mercados. Esta é a visão do empresário para combater os efeitos da maior crise econômica vivida pelo Brasil. "Nossa meta é a ampliação da produtividade e da competitividade por meio da inovação, promovendo a perpetuação e o crescimento das empresas", afirma. Com 25 de experiência empresarial e de representação sindical, ele lembra do papel fundamental que sindicatos e federações têm em apoiar o desenvolvimento da indústria, sobretudo após a extinção o fim da obrigatoriedade da Contribuição Sindical. "Os sindicatos devem estabelecer uma pauta que dialogue objetivamente com os problemas e as dores das indústrias que representam. Estamos construindo uma pauta robusta para dialogar com o estado, tendo o sindicato como um facilitador para o atendimento destas demandas", explica.

 

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Confira a íntegra da entrevista concedida por ele ao Portal PDA.

Portal PDA – No dia 3 de agosto, o senhor assumiu a presidência da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (FINDES). Neste momento em que o país começa a ser recuperar da maior crise econômica da sua história, como a FINDES e os sindicatos empresariais filiados estão apoiando a indústria capixaba?

Léo de Castro – Estamos fazendo uma aproximação maior com os sindicatos para compreender suas demandas e colocar todo o portfólio de produtos e serviços que o Sistema Findes tem a oferecer para auxiliá-los. Nossa meta é a ampliação da produtividade e da competitividade por meio da inovação, promovendo a perpetuação e o crescimento das empresas. Ao lado dos sindicatos, estamos desenvolvendo uma agenda sindical para ouvir as demandas de cada um e estabelecer ações objetivas e assertivas para seu atendimento. Por meio dos conselhos temáticos e câmaras setoriais, estamos buscando propor ao estado e aos municípios um trabalho de desburocratização e melhoria do ambiente de negócios, para que as empresas possam concentrar seus esforços apenas em sua atividade-fim.

 

Portal PDA – No último dia 13, foi sancionada a Modernização Trabalhista, cujo principal marco é a valorização da negociação coletiva e do diálogo entre empresas e trabalhadores. Como o senhor avalia as mudanças?

Léo de Castro – Esta foi uma das mudanças mais importantes no país nos últimos anos. São alterações que vão aumentar, sem dúvidas, a produtividade e a competitividade do setor produtivo nacional. Privilegiar o negociado sobre o legislado, possibilitar que as características de cada negócio sejam consideradas nas negociações de trabalho, trazer marcos mais claros para pontos que antes causavam dubiedade e custos trabalhistas, tudo isso é relevante e traz segurança jurídica para a indústria.

 

Portal PDA – Um dos aspectos da nova legislação é a extinção da obrigatoriedade de empresas e trabalhadores pagarem anualmente a Contribuição Sindical para os respectivos sindicatos. Esse novo cenário exigirá que os sindicatos empresariais filiados à FINDES sejam cada vez mais eficientes e representativos. Na sua visão, o que deve ser feito para alcançar esse objetivo?

Léo de Castro – Os sindicatos devem estabelecer uma pauta que dialogue objetivamente com os problemas e as dores das indústrias que representam. Por isso, reforço a importância da agenda que estamos construindo no Espírito Santo, para que assuntos ligados à formação de mão de obra, questões tributárias e logísticas, desenvolvimento de mercados, regulações do setor, entre outros, componham uma pauta robusta, tendo o sindicato como um facilitador para o atendimento destas demandas. Isso vai fazer com que os sindicatos sejam cada vez mais valorizados e as empresas aceitem contribuir para sua sustentabilidade.

 

Portal PDA – Daqui a três anos, ao concluir a gestão à frente da FINDES, que legado o senhor espera deixar?

Léo de Castro – Estamos trabalhando pela competitividade da indústria capixaba por meio de um tripé: aumento da produtividade, inovação e desenvolvimento de mercados. Se conseguirmos avançar com as ações que sustentam estes três objetivos, resultando em melhorias nos indicadores das indústrias, será um grande legado. Há também um contínuo trabalho pela profissionalização do Sistema. As mudanças trazem desafios cada vez maiores, que exigirão uma atuação ainda mais eficiente do Sistema Findes.