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24 de Abril de 2017 às 14:35

Indústria brasiliense se prepara para negociação coletiva 2017

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Com as mudanças na legislação trabalhista pautadas pelo Congresso Nacional, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio do Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), está qualificando e atualizando ainda mais presidentes de sindicatos e negociadores sobre o tema. De olho na aproximação da data-base de vários sindicatos, a Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) está levando formação a representantes das entidades para uma melhor performance nas rodadas de negociação.

Nesta terça-feira (4/4), a Fibra recebeu a oficina “Aprimorando a Prática em Negociação Coletiva”, que é uma iniciativa pioneira e que será implementada nas demais unidades da Federação, com o intuito de aprofundar o conhecimento dos participantes sobre as estratégias e técnicas de negociação coletiva, destacando a importância do planejamento da negociação, do monitoramento do setor de forma orientada, com o intuito de alcançar resultados mais equilibrados nas convenções.

A ação foi desenvolvida pela Fibra, por meio da Diretoria de Relações do Trabalho e Apoio Sindical. “A maioria dos nossos sindicatos tem a data-base agora em maio e essas mudanças podem afetar as relações entre o laboral e o patronal, caso uma das partes não esteja devidamente habilitada. É preciso estar pronto para negociar”, defende Fernando Japiassu, responsável pela diretoria.

“Os sindicatos laborais vêm há anos se aprimorando e contam com um trabalho efetivo das centrais sindicais que os auxiliam. É importante que a classe empresarial também possa ter preparo técnico e qualitativo para negociar de acordo com as necessidadesdo seu segmento. Para isso, eles podem contar com a Federação, que existe para promover o desenvolvimento industrial do DF”, completa o diretor Relações do Trabalho e Apoio Sindical.

Durante todo o encontro, o consultor da CNI e membro do Conselho Temático de Relações do Trabalho da Fiep, Roberto Karam, chamou a atenção dos participantes quanto à importância dos negociadores terem acesso à informações relevantes do setor. “Quem vai para a mesa tem que saber exatamente o que está acontecendo no setor, dentro das empresas, como está a relação das nossas empresas com seus trabalhadores e como está a relação dos nossos trabalhadores com o sindicato deles, pois estas informações vão ser exigidas na mesa de negociação”, destaca.

Atento às orientações, o presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Distrito Federal (Sindigraf-DF), Pedro Henrique Verano, ressalta a importância da Fibra oferecer aos sindicatos o acesso a estas informações e a orientações como as repassadas pelo consultor durante a oficina. “Com essa oportunidade, teremos a possibilidade de difundir essas informações no nosso sindicato nesse momento de mudanças na Legislação Trabalhista”, comenta. “No final das contas, tem que haver um ganha ganha e não um perdendo e outro ganhando”, completa.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Brasília (Siab), Paulo Sérgio Dias Lopes, a oficina dá aos presidentes de sindicatos e negociadores patronais mais experiência, o que possibilita ao fim do processo a “colheita de bons frutos”. “Este PDA trata de um dos temas mais decisivos para os sindicatos e é uma importante troca de experiências”, afirma.

Tempo, informação e dados

As rodadas de negociação levam tempo e esforço de todas as partes envolvidas no processo. Roberto Karam lembra que o empresário “tem que cuidar da sua empresa, tratar com o seu fornecedor, do mercado, então não sobra muito tempo para ele”, no entanto, “com essa necessidade que as reformas vão trazer, o empresário terá que achar tempo para se preparar. Para o consultor, a preparação dos sindicatos para a próxima data-base deve começar com um ano de antecedência.

“O empresário precisa ter informação. Não adianta receber uma pauta de reivindicações pedindo, por exemplo, um aumento muito grande, se a comissão de negociação tem informação das empresas, se o ano não tem sido muito bom, se o faturamento caiu, se o índice de emprego aumentou. Precisamos dar a quem vai negociar segurança nos indicadores para ele poder tomar as decisões na mesa. As informações que o próprio sindicato dos trabalhadores tem, que são verdadeiras, mas nem sempre refletem dos nossos sindicatos e das empresas representadas pelo sindicato”, explica o consultor.

Setor industrial representado

Além de Pedro Verano e Paulo Sérgio, estiveram presentes no evento os presidentes: Ricardo Caldas do Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor/DF); Walquiria Aires do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Distrito Federal (Sindiveste-DF); Paulo Roberto do Sindicato das Indústrias de Beneficiamento, Moagem, Torrefação e Fabricação de Produtos Alimentares de Origem Vegetal do Distrito Federal (Sindigrãos-DF); José Olímpio do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Distrito Federal (Simeb-DF); e Maria de Lourdes do Sindicato das Indústrias Fabricantes e de Reparação ou Manutenção de Máquinas, Aparelhos e Equipamentos Industriais, Elétricos e Eletrônicos do Distrito Federal (Sindeletro-DF).

Mais informações sobre o PDA e a oficina “Aprimorando a Prática em Negociação Coletiva” podem ser obtida no telefone (61) 3362-6115 ou pelo e-mail: assessoriasindical@sistemafibra.org.br.

Texto: Marcus Fogaça
Fotos: Cristiano Costa/Sistema Fibra
Assessoria de Imprensa da Federação das Indústrias do DF (Fibra)