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20 de Abril de 2018 às 18:34

"Com ou sem a obrigatoriedade da Contribuição Sindical, os sindicatos vão ter que achar saídas para serem financeiramente sustentáveis" Walmir Roberto Gaião, presidente do SINDIPAN/CG

À frente da gestão do SINDIPAN/CG a 18 meses, o presidente Walmir Roberto Gaião aponta caminhos para a sustentabilidade sindical compartilhando como que o sindicato está alcançando importantes conquistas, e quais são as principais boas práticas executadas.  

 

Confira a íntegra da entrevista concedida por ele ao Portal PDA.

 

Portal PDA – A Lei da Modernização Trabalhista, vigente desde novembro de 2017, tornou voluntário o recolhimento da Contribuição Sindical. Como o senhor avalia essa mudança no cenário sindical? Que desafios traz para os sindicatos empresariais?

Walmir Roberto Gaião – Com ou sem a obrigatoriedade da Contribuição Sindical, os sindicatos vão ter que achar saídas para serem financeiramente sustentáveis. Se as empresas e seus funcionários se beneficiam das ações e dos serviços prestados pelos sindicatos empresariais, muitos até essenciais e obrigatórios, é justo que haja uma contrapartida. O desafio maior agora é encontrar novas formas de envolver os associados, gerando, ao mesmo tempo, bom retorno para a arrecadação das entidades.

 

Portal PDA – O setor da panificação tem alcançado importantes conquistas para junto à prefeitura de Campina Grande. O senhor poderia citar as principais e explicar qual foi o papel do SINDIPAN/CG na argumentação e convencimento dos atores envolvidos?

Walmir Roberto Gaião – Algumas conquistas importantes foram a reavaliação da taxa de iluminação pública cobrada das panificadoras e a criação da Cidade do Pão, no complexo Aluízio Campos.

Em relação à primeira conquista, na troca do forno a lenha por forno elétrico, as panificadoras aumentaram seu consumo de energia, o que as levou a serem enquadradas na faixa mais alta de cobrança da taxa de iluminação pública. Como a troca dos fornos contribui para o meio ambiente, o SINDIPAN/CG, exercendo o seu papel de representar e defender os interesses do setor da panificação, conseguiu negociar com a prefeitura uma redução no valor da taxa. Dessa forma, ao invés de punir os panificadores, o governo local passou a incentivar a troca dos fornos.

A Cidade do Pão, por outro lado, possibilitará a melhoria da logística e a redução de custos para as panificadoras, uma vez que reunirá, no mesmo local, muitas indústrias de biscoitos e salgados, assim como centrais de produção de pães. Essa concentração das empresas facilitará, por exemplo, a compra conjunta e o recebimento de insumos para a produção, além de gerar empregos para a comunidade local e contribuir para a mobilidade urbana.

 

Portal PDA – Além de representar e defender os interesses do setor da panificação e confeitaria de Campina Grande, o SINDIPAN/CG oferta serviços para as indústrias associadas, como a realização da Expopão. Que resultados esses serviços geram para as indústrias e para o próprio Sindicato?

Walmir Roberto Gaião – Os serviços oferecidos pelo SINDIPAN/CG às panificadoras associadas movimentam o setor, geram novos negócios, proporcionam novos conhecimentos e estimulam a inovação. Para muitas indústrias, nossos serviços são a principal forma de se manterem conectadas às mudanças do mercado e às novidades do setor da panificação. Para o sindicato, o retorno vem de diversas formas. Primeiramente, pelo alto nível de satisfação dos associados. Em segundo lugar, pela atração de novos associados. E, como consequência, pelo aumento das receitas, o que possibilita alimentar esse círculo virtuoso.

 

Portal PDA – Enquanto muitas entidades de representação reclamam da dificuldade de obter a participação dos integrantes da categoria em suas ações, o SINDIPAN/CG está sempre de casa cheia. A que o senhor atribui essa grande capacidade de mobilização?

Walmir Roberto Gaião – Com certeza ao o fato de que todo trabalho desenvolvido pelo SINDIPAN/CG é direcionado exclusivamente para o associado. Além disso, trabalhamos para construir um relacionamento direto com o associado, falando a sua língua, ouvindo suas contribuições e críticas, e colocando em prática as ideias consideradas viáveis.

 

Portal PDA – Daqui a 1,5 anos, ao concluir sua gestão à frente do SINDIPAN/CG, que legado o senhor espera deixar?

Walmir Roberto Gaião – O legado que espero deixar é o de ter contribuído para a mudança de visão dos empresários de que sindicato está distante das empresas e que não tem nada a oferecer.

 

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