Boa Prática

20/11/2017

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PROGRAMA ALIMENTO CONFIÁVEL

Sindicato: Sindicato das Indústrias da Alimentação no Estado de Goiás (SIAEG/GO)

Presidente do sindicato: Sandro Antonio Scodro Mabel

Mandato: 3/2017 a 3/2020

Federação: FIEG

Início de execução da prática: 5/2017
Fim de execução da prática: Até hoje

Raio-X da prática

O Programa Alimento Confiável dissemina a cultura da qualidade e os requisitos de segurança alimentar para desenvolver e melhorar a produção e para promover o acesso das indústrias do setor a novos mercados. Por meio de auditorias in loco, o Programa atesta o cumprimento da legislação sanitária brasileira (Boas Práticas de Fabricação/BPF) nas indústrias de alimentos no Estado de Goiás e apresenta soluções para as irregularidades, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). Fortalece, assim, as indústrias e a integração do sindicato com o Sistema S.


Como surgiu a ideia

O projeto foi desenvolvido em parceria com a vigilância sanitária estadual e municipal de Goiânia, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Recorre à técnica de compliance, conjunto de disciplinas para fazer cumprir normas legais e regulamentares, políticas e diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da empresa, de forma a evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade.


Como fazer acontecer

Os investimentos são altos: R$ 300.600,00 para desenvolvimento da metodologia (R$ 38.000,00); validação (R$ 14.000,00); auditoria em dez indústrias de grande porte (R$ 67.200,00); auditorias em dez indústrias de médio porte (R$ 38.400,00); auditorias em 20 indústrias de pequeno porte (R$ 38.000,00); marketing e divulgação (R$ 30.000,00); coordenação técnica (R$ 60.000,00); análise crítica dos dados obtidos com aplicação da metodologia e capacidade das indústrias em atender requisitos legais de BPF e efetividade da legislação sobre abordagem de riscos para a segurança alimentar (R$ 15.000,00).

A elaboração do projeto utilizou a metodologia do funil da inovação e seguiu sete fases: briefing, desenvolvimento, formulação e prototipagem, criação de portal, avaliação de protótipo, implementação, lançamento e selo.

O briefing é a fase de análise do mercado, de detecção de problemas e oportunidades para proposição da ideia do projeto.

A etapa de desenvolvimento compreende a montagem de grupo técnico de especialistas, com representação de órgãos reguladores, universidades, organismo de certificação acreditado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) e o Sindicato das Indústrias de Alimentação de Goiás.

Na formulação, foi analisado o instrumento regulatório RDC 275/02 e categorizados os riscos segundo o potencial de tornar o produto impróprio para o consumo. Nessa etapa foram padronizados os critérios de avaliação, evitando avaliações díspares entre as indústrias.

A fase seguinte foi criar um portal do projeto alimento confiável, que publicou as listas de verificação, as empresas participantes e também os fóruns de discussão.

Na avaliação e aprovação do protótipo, foi validado o protótipo in loco em três indústrias selecionadas, segundo o porte (pequena, média e grande). A validação consistiu em usar a lista de verificação.

A avaliação e o monitoramento dos resultados do projeto foram realizados na fase de implementação.

No lançamento, foi apresentada às empresas a solução desenvolvida para o mercado. Essa fase também compreende a prospecção de indústrias interessadas em aderir ao selo “Alimento Confiável”.

Por fim, o programa concede o uso de selo para as indústrias classificadas como nível A.


Principais resultados

Para o sindicato, os principais resultados foram: o desenvolvimento da cultura da qualidade na indústria, a credibilidade do segmento junto aos órgãos de controle e uma maior confiança do consumidor  quanto à qualidade dos produtos fabricados no  estado.

Os associados ganharam a redução de problemas sanitários, a melhoria da qualidade dos produtos a implementação das BPFs na indústria o acesso a novos mercadose o estímulo à competitividade. Além disso, o selo dará visibilidade às indústrias que atenderem às BPFs, conforme legislação vigente e fortalecerá sua imagem.

Outros resultados positivos foram a maior visibilidade da FIEG e a geração de negócios para o SEBRAE e o SENAI.


Termômetro da boa prática

Complexidade: Alta

Investimento: Alto

Retorno institucional: Alto

Contribuição para a competitividade: Alta


Saiba mais

Se você tem interesse em obter mais informações sobre a boa prática, entre em contato com o sindicato ou com a FIEG.

Sindicato das Indústrias da Alimentação no Estado de Goiás (SIAEG/GO)/GO: assin.fieg@sistemafieg.org.br

FIEG: daniellams.sesi@sistemafieg.org.br