Boa Prática

12/11/2018

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Defesa de Interesses: Plano ABC: oportunidade de geração de emprego e renda e cuidado com o meio ambiente.

Sindicato: Sindal

Presidente do sindicato:

Mandato:

Federação:

Início de execução da prática: 1/2015

Raio-X da prática

Com a conquista deste Plano ABC (Agricultura de baixa emissão de carbono), as empresas e as pessoas têm condições de conseguir recursos financeiros para aumentar a produção de matérias-primas que podem atender a todas as empresas associadas ao sindicato.

O Plano ABC é uma política pública que apresenta o detalhamento das ações de mitigação e adaptação às mudanças do clima para o setor agropecuário, e aponta de que forma o Brasil pretende cumprir os compromissos assumidos de redução de emissão de gases de efeito estufa neste setor. O objetivo geral do Plano ABC é promover a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEEs) na agricultura – conforme preconizado na Política Nacional sobre Mudanças do Clima (PNMC), melhorando a eficiência no uso de recursos naturais e aumentando a resiliência de sistemas produtivos e de comunidades rurais, possibilitando a adaptação do setor agropecuário às mudanças climáticas. Hoje mais de 100 empresas serão beneficiadas pela implantação do Plano ABC em nossa região. Acreditamos que milhares de pessoas serão impactadas positivamente com a criação de emprego e renda em toda nossa base territorial. Nosso retorno será o fortalecimento das ações do nosso sindicato junto com as empresas que já estão em nossa região e todas aquelas que virão com a implantação do Plano ABC ao longo do tempo. (Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura. Disponível em: http://www.agricultura.gov.br/assuntos/sustentabilidade/plano-abc/arquivo-publicacoes-plano-abc/download.pdf, acessado em 09/04/2018)


Como surgiu a ideia

Em janeiro de 2016, com o país em recessão, a maior empresa de alimentos do nosso sindicato avisou que se não percebesse um trabalho voltado para aumentar a bacia leiteira da nossa região, encerraria as atividades. Percebendo a gravidade e vendo que nada estava sendo feito para mudar a situação, o nosso sindicato procurou a Firjan e, junto com a equipe técnica, buscou uma saída envolvendo o governo do estado do Rio e as seguintes entidades: Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento (SEAPPA), Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FAERJ), Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Banco do Brasil S.A. (BB), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro (SEBRAE/RJ), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por sua Superintendência no Rio de Janeiro (SFA-RJ/MAPA) Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, por intermédio do seu Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia (EMBRAPA AGROBIOLOGIA), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (EMATER-RIO), Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (PESAGRO-RIO), verificamos que o Estado do Rio de Janeiro não tinha o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo Federal.


Como fazer acontecer

Tínhamos a esperança de conseguir esse Plano ABC para o estado do Rio de Janeiro e, com isso, nossa região poderia se beneficiar dos recursos do Governo Federal para recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura, pecuária e floresta tratamento de dejetos de animais e melhorias das estradas vicinais e consequentemente o aumento da bacia leiteira para atender todas as empresas associadas. Marcamos um encontro para o dia 12 de abril 2016, só que observamos que os pecuaristas, descrentes de tudo, não estavam dispostos a comparecer. Foi então que decidimos bancar a vinda de todos neste encontro. Contratamos transporte para trazer todos à reunião. Conseguimos reunir 111 pecuaristas e todas as entidades envolvidas. Decidimos no encontro fazer um abaixo assinado à Secretaria Estadual da Agricultura. Mandamos os mapas assinados para a Secretaria. O subsecretário que recebeu o documento não gostou de estar sendo cobrado desta forma e chamou o sindicato para uma reunião para saber o porquê daquele movimento. Depois de nossas explicações e apelos, ele se comoveu e passou a abraçar a ideia do Plano ABC para nosso estado. Mesmo assim foi necessário fazer 13 reuniões, até que, em 07 de março 2018, finalmente o secretário de Agricultura do estado, Jair Bittencourt, em uma reunião com todas as entidades presentes e também membros do Ministério da Agricultura do RJ e Brasília, pode afirmar com satisfação que o estado do Rio de Janeiro tinha seu Plano ABC.


Principais resultados

Agora temos a confiança que não perderemos mais empresas do segmento nesta região e também estamos esperançosos de conseguir atrair mais empresas para sustentabilidade do nosso sindicato. O Plano ABC é importante não só para o sindicato e nossa região, mas também para todo o estado do Rio de Janeiro. Com ele colocado em prática, vamos fixar e levar mais pessoas para o serviço campo (há estudos que apontam que cada emprego gerado no campo cria outros três empregos na cidade). Além de cuidar do meio ambiente, estará ajudando na agricultura familiar e melhorar as condições de vida com geração de empregos e renda para muitas pessoas.


Saiba mais

Se você tem interesse em obter mais informações sobre a boa prática, entre em contato com o sindicato.

Sindal/: MPCOIMBRA@firjan.com.br