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13 de Agosto de 2018 às 14:54

Programa de Imersões conquista o empresariado brasileiro

Uma iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI vem se consolidando desde 2016 como um evento fixo no calendário dos principais empresários e CEOs brasileiros. O Programa de Imersões em Ecossistemas de Inovação completou sua sétima edição, em fevereiro, e reuniu 32 profissionais que conheceram as principais plantas de inovação mundiais, localizadas no Vale do Silício, na Califórnia. A procura para participar do programa é tão grande, que já estão abertas as inscrições para mais quatro edições, que ocorrerão ao longo deste ano.

 

Nesta missão, os participantes – entre representantes do governo, acadêmicos, CEOs e diretores de empresas – passaram uma semana na Califórnia visitando centros de pesquisas que atuam nas áreas de internet das coisas (IoT), inteligência artificial e biotecnologia. O grupo conheceu o que há de mais avançado em tecnologia, infraestrutura e modelos de negócios, além de novas formas de financiamento e gestão na área de pesquisa e desenvolvimento, e empreendedorismo intensivo em tecnologia. Entre os locais visitados, estão o Qualcomm Institute, o Berkeley Lab, o Centro de Inovação da Ford, a sede do Facebook e o IBM Watson Experience Center.

 

Para a superintendente nacional do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Gianna Sagazio, a ideia das visitas é criar oportunidades ao empresariado brasileiro de atualização em relação aos temas de maior relevância para a competitividade de seus negócios, bem como estimular a cooperação e negócios bilaterais. A opinião é compartilhada pelo diretor de NPE&D da Avon na América Latina, Cesar Tadashi, que participou desta edição. Para ele, a maior contribuição da missão foi expandir o network com uma gama de atores diversificados, além de conhecer de perto o que está sendo feito em inovação em um tradicional polo de ideias.

 

“Estar presente nos centros do Vale do Silício é muito significante, pois pudemos ter uma visão do que já está em prática em inovação no mundo e como o Brasil precisa estar mais próximo desses acontecimentos. Como atuo na área de cosméticos, foi importante observar outros segmentos, como IoT, que também são importantes para que meu negócio funcione. Foi uma permanente troca de conhecimentos”, declarou.

 

Outro participante da missão, o diretor de Inovação da Enel Brasil, Bruno Cecchetti, também elogiou a iniciativa. “Esta imersão nos ofereceu, em doses bem equilibradas, diversas oportunidades. Conhecemos centros de tecnologia, visão de futuro e foco de pesquisa de empresas de referência para mobilidade elétrica, internet das coisas (industrial e comercial), robótica, IA/ML (Inteligência artificial/machine learning) permitindo a aproximação nacional e internacional para desenvolvimento de projetos conjuntos”, avaliou.

 

Cecchetti também destacou o aprendizado desses dias para o cotidiano de seus negócios. “Aprofundamos o entendimento da agilidade em disrupção tecnológica do maior ecossistema de startups do mundo através de aceleradoras, fundos de capital de risco e startups unicórnios com propostas de valor impactantes para o futuro da educação, alimentação e redes sociais”, acrescentou.

 

O Programa de Imersões em Ecossistemas de Inovação surgiu por meio de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 2015, que mensurou o interesse do empresariado brasileiro em estabelecer cooperação para inovação com centros de PD&I no exterior. A partir desse resultado, uma série de imersões foi desenvolvida com o objetivo de reunir expertise em temas determinantes para o futuro da indústria. Espera-se, com este programa, criar oportunidades ao empresariado brasileiro de atualização em relação aos temas de maior relevância para a competitividade de seus negócios, bem como estimular cooperação em PD&I, seja no Brasil ou no exterior.

 

Oportunidade foi a palavra-chave desta edição, segundo Andrei Grespan, engenheiro agrícola da FEAGRI/UNICAMP. “Além das visitas programadas e conexões geradas com os anfitriões, o programa da CNI/MEI proporcionou um ambiente muito fértil de conexões entre os representantes brasileiros. Em que outra iniciativa, startups conseguem ter diálogos e trocas de experiências com líderes industriais e nomes de referência no setor de PD&I brasileiro? ”, avaliou.

 

Ao fim da visita, os participantes também refletiram sobre a necessidade de mudança no ambiente inovador brasileiro. “Além do aprendizado, fica também a certeza de se intensificar a articulação entre o conhecimento produzido nas universidades, startups e grandes corporações para estimular o investimento em PD&I, especialmente em um momento de crise econômica e de cortes dos investimentos do setor público”, considera Grespan. Cesar Tadashi também acredita nessa mudança. “Sem dúvida há um hiato entre o que é feito em inovação no Brasil e nos EUA. Creio que a questão passe por investimentos no setor, na democratização dos recursos e na união dos esforços entre empresas e o conhecimento da academia”, destacou.

 

As inscrições para as próximas edições, que ocorrerão em Israel, Itália, Suíça e Brasil, já estão abertas. Todas as informações podem ser encontradas no portal da MEI, neste link: http://www.portaldaindustria.com.br/cni/canais/mei/programas-mei/imersoes/

 

 

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