Por que Educação?


Um dos principais determinantes da competitividade da indústria é a produtividade do trabalho. Equipes com elevada escolaridade e formação contínua são capazes de propor soluções mais eficazes para os problemas do dia a dia, adaptam melhor os produtos e processos produtivos, bem como desenvolvem e implementam inovações.

No Brasil, a qualidade insatisfatória da educação básica e a reduzida oferta de formação técnica e profissional são barreiras para o crescimento da produtividade e da competitividade das empresas. A despeito de ilhas de excelência, a educação superior no Brasil está distante das demandas do setor produtivo e das melhores referências mundiais de qualidade, o que coloca o país em desvantagem na capacidade de inovar e competir.

VISÃO 2022


A qualidade da educação básica se eleva. Há maior oferta de engenheiros e tecnólogos e se amplia a formação profissional concomitante com o ensino médio e com a educação de jovens e adultos.

As empresas ampliam o investimento em capacitação da mão de obra. A melhor oferta de capital humano promove a produtividade e a inovação.

Como estamos?


O Brasil é o 10º de 16 países no fator Educação do relatório Competitividade Brasil 2017-2018: comparação com países selecionados. Apesar do avanço em termos de investimento e cobertura em educação, no que diz respeito à qualidade da educação o país tem fraco desempenho.


RANKING DE EDUCAÇÃO

Figura-21.png

Onde queremos chegar?


Objetivo principal: Melhorar a qualidade da educação no Brasil

Macrometa: Melhorar a nota média do Brasil no PISA, de 395 para 473


NOTA MÉDIA DO BRASIL NAS PROVAS DE LEITURA, CIÊNCIAS E MATEMÁTICA NA AVALIAÇÃO INTERNACIONAL PISA

Figura-22.png

 

Temas prioritários

EDUCAÇÃO BÁSICA

A melhoria da qualidade da educação é fundamental para aumentar a produtividade do trabalhador brasileiro

Uma boa base de ensino é essencial para o desenvolvimento de competências e aquisição dos conhecimentos necessários à aprendizagem futura. Apesar de avanços, como o aumento do nível de escolaridade e a redução da taxa de analfabetismo, a qualidade da educação básica brasileira ainda é uma deficiência do país.

O Brasil investe em educação – como proporção do PIB – percentual comparável ao dos países desenvolvidos, mas não tem obtido os resultados desejáveis. O país vem se posicionando continuamente em baixa colocação na escala das avaliações externas internacionais, como o Pisa.

A defasagem da qualidade educacional é ainda maior no ensino médio. Apenas 58,5% dos jovens concluem essa etapa da educação básica no Brasil e a maioria dos que conseguem concluir sai despreparada para o mercado de trabalho (Todos pela educação apud IBGE, 2017). A oferta de ensino médio articulado com a educação profissional no Brasil permite o desenvolvimento de competências necessárias ao mundo do trabalho, com vistas à melhoria da qualidade desta etapa de ensino e à inserção profissional dos jovens.

A existência de um elevado contingente de adultos sem a educação básica completa coloca um desafio adicional. Na indústria, 38% dos trabalhadores estão nessa situação (MTE, 2017), de modo que é importante a ampliação da oferta de Educação de Jovens e Adultos (EJA) integrada à educação profissionalizante. Atualmente, apenas 2,8% das matrículas na EJA estão integradas à educação profissional (INEP, 2017c). A meta do Plano Nacional de Educação é 25% para 2022.


ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA (IDEB) PARA O ENSINO MÉDIOFigura-23.png

Objetivos

Elevar a qualidade na educação básica


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Melhorar a nota média no índice de desenvolvimento da educação básica, de 4,6 para 5,6


Ícone-Iniciativas.png INICIATIVAS

  • Implantação da Base Nacional Comum Curricular
     
  • Promoção da formação continuada de docentes
     
  • Implantação de modelos de gestão escolar
     
  • Difusão de metodologias e tecnologias com ênfase em STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Matemática + Arte/design)

Ampliar a oferta de ensino médio integrado com a formação técnica e profissional


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Aumentar a participação do ensino integrado no ensino médio, de 5,3% para 11,1%


Ícone-Iniciativas.png INICIATIVAS

  • Implantação do novo ensino médio com prioridade para a integração com a educação profissional
     
  • Realização de parcerias entre as redes de educação profissional e de educação básica
     
  • Ampliação da aprendizagem profissional para alunos do ensino médio

Ampliar a oferta de Educação de Jovens e Adultos articulada com a educação profissional


Logo-Meta.png META

Aumentar a participação da educação profissional na EJA, de 2,8% para 3,1%


Ícone-Iniciativas.png INICIATIVAS

  • Proposição de novo modelo educacional na educação de jovens e adultos
     
  • Promoção da formação continuada para professores e gestores na educação de jovens e adultos

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

A educação profissional precisa ser alinhada às necessidades das empresas para impulsionar a produtividade

A educação profissional é uma via de qualificação voltada para o mercado de trabalho, essencial para a formação da força de trabalho das indústrias. A qualidade da formação profissional é um determinante direto da produtividade dos trabalhadores.

Apesar de sua importância, o Brasil tem uma pequena oferta de matrículas na educação profissional e nem sempre existe alinhamento entre os cursos ofertados e as necessidades das empresas.

No Brasil, a educação profissional ainda é escolha de poucos. Em 2016, apenas 9,3% dos estudantes do ensino médio optaram pelo ensino médio integrado com a educação profissional (INEP, 2017c).

Com a reforma do ensino médio, pela Lei nº 13.415/2017, a formação técnica e profissional passa a ser um dos itinerários possíveis para os jovens, contribuindo dessa forma com a possibilidade de qualificação profissional dos 83% dos jovens brasileiros entre 25 e 34 anos que, conforme mostram as estatísticas da OCDE (2017a), não terão acesso ao ensino superior.

Uma estratégia que deve ser utilizada é a sinergia entre o novo ensino médio e os programas de Aprendizagem. Para tanto, é necessária a atualização da legislação visando ao fortalecimento de seu caráter educacional.

A oferta de cursos semipresenciais de formação profissional também se apresenta como um importante aliado na expansão de oportunidades de profissionalização dos jovens brasileiros, não só pela condição de vencer barreiras geográficas, como também de atendimento a diferentes perfis de públicos que necessitam de flexibilidade de horário para os estudos.

A ampliação da oferta de educação profissional deve estar respaldada por um criterioso processo de avaliação que garanta sua qualidade, por meio de currículos que correspondam às reais necessidades de formação do setor produtivo.


PERCENTUAL DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO MATRICULADOS NO CURSO TÉCNICO CONCOMITANTE OU INTEGRADOFigura-24.png

Objetivo

Ampliar a oferta da educação profissional alinhada às demandas do setor produtivo


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Aumentar o número de matrículas na educação profissional, de 1,86 milhão para 2,00 milhões


Ícone-Iniciativas.png INICIATIVAS

  • Ampliação da oferta de educação profissional alinhada às demandas da indústria
     
  • Ampliação da educação profissional na modalidade a distância
     
  • Implementação de sistema nacional de avaliação da educação profissional
     
  • Aperfeiçoamento da legislação da aprendizagem profissional

EDUCAÇÃO SUPERIOR

O Brasil carece de profissionais com educação superior completa, sobretudo nas áreas de ciências exatas

O acesso à educação superior de qualidade é essencial para a formação dos profissionais mais qualificados, contribuindo para aumentar a eficiência dos setores produtivos.

O aumento da disponibilidade de profissionais qualificados passa inicialmente pela elevação da oferta de educação superior. O número de matrículas na educação superior atende apenas 34% do público jovem no Brasil. Nos países da OCDE a média é 70% (OCDE, 2017a).

A qualidade das universidades é outra importante dimensão da educação superior com impacto na competitividade. Não há universidades brasileiras entre as 100 melhores do mundo em 2018 (QS TOP UNIVERSITIES, 2018). A China tem seis e a Rússia tem uma. A brasileira mais bem posicionada é a USP, que está na 121ª posição.

As lacunas na cobertura do ensino são ainda maiores considerando-se apenas a formação de profissionais como engenheiros e tecnólogos industriais, importantes para o processo de inovação na indústria. Segundo o INEP (2017d), apenas 13,1% das matrículas do ensino superior pertencem à área de engenharia. Entre os concluintes, apenas 7,6% são engenheiros.


RANKING DE POPULAÇÃO COM EDUCAÇÃO SUPERIOR COMPLETA (2016)Figura-25.png

Objetivos

Elevar a qualidade do ensino superior


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Melhorar a nota média dos cursos de graduação no Brasil, de 2,61 para 3,30


Ícone-Iniciativas.png INICIATIVAS

  • Promoção de programas de integração entre empresas e universidades
     
  • Promoção da aproximação dos currículos às necessidades dos setores produtivos
     
  • Aperfeiçoamento do ensino superior e de seu modelo de financiamento

Ampliar a oferta de engenheiros e tecnólogos industriais


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Aumentar a participação dos cursos de engenharia e superiores em tecnologia industrial na educação superior, de 18,8% para 22,8%


Ícone-Iniciativas.png INICIATIVAS

  • Ampliação dos cursos de engenharia e superiores de tecnologia alinhados às demandas da indústria
     
  • Promoção da valorização do profissional em tecnologia industrial

 


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