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Indústria de metais, minerais não-metálicos e produtos

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O Brasil possui um parque produtor de Aço composto por 29 usinas. A capacidade instalada corresponde ao dobro do consumo interno. Assim sendo, há foco claro em exportações. A produção nacional flutua de acordo com o momento econômico mundial, e está há 6 anos variando entre 33 e 36 milhões de toneladas por ano. Porém, as exportações vêm crescendo, atingindo a 6ª posição no mundo.

Os dois setores da indústria que mais absorvem a produção são Construção Civil e Automotivo. Isso gera a necessidade de especialização em ligas específicas e processos de conformação diferenciados. 

O consumo de aço vem se mantendo constante nacionalmente em função das obras de infraestrutura presentes no país e com planejamento até, pelo menos, 2020.

Nos metais não ferrosos, o Alumínio possui destaque, com crescimento nos últimos 15 anos à taxa de 3,9% a.a., motivado pela ampliação da utilização do mesmo (substituição de materiais - conformação) e pela reciclagem, especialmente de embalagens. O Brasil é recordista mundial em recuperação de latas de alumínio, sendo que a cada 1000 unidades vendidas, apenas 20 não são recicladas.


Gráfico - Evolução da quantidade relativa de latas de alumínio recicladas
zinco, material essencial para a produção de aços inoxidáveis e no processo de galvanização, que, por sua vez, são críticos em diversas aplicações, possui cadeia bastante polarizada em São Paulo. Atualmente, não há empresas capacitadas neste processo nas regiões Centro Oeste e Norte.

Migrando para a classe das cerâmicas, o mercado mundial de Vidros sofreu retração ao final da década de 90 pela substituição de produtos por plástico. No início do milênio, com a aceleração econômica e o crescimento da construção civil, o mercado nacional reaqueceu, crescendo a taxas próximas ao PIB (3%a.a.), tendência que deve ser manter, de acordo com a Associação Técnica Brasileira Das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro). Porém, atualmente há ótimas oportunidades no ramo da reciclagem, com forte apelo comercial ao fato do vidro ser 100% reaproveitado, diferentemente de outros materiais em que há uma série de restrições sanitárias relacionadas à reutilização dos mesmos.  

O mercado de cimento acompanha em linha as tendências da construção civil, com destaque especial para o nível tecnológico da indústria nacional, considerada uma das mais modernas do mundo. Isso se reflete em aplicações do cimento brasileiro não somente em edificações, mas também em aplicações técnicas e de engenharia, como alto fornos, por exemplo. Tudo isso, torna o produto do Brasil atrativo para exportação.

Também, muito atreladas ao setor da construção e ao aumento do poder de compra, estão as Cerâmicas de Revestimento, Sanitárias, Decorativas e outras.
 

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