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Indústria automotiva e de transporte

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ícone de carro Gráfico - Expectativa de vendas de novos automóveis (Milhões de veículos) Estimativas da Federação Nacional de Veículos Automotores (Fenabrave) baseadas nas vendas de novos Automóveis em 2013 indicam que até 2020 o mercado brasileiro do setor crescerá com média de 6,2% a.a., superior à mundial de 5% a.a., como pode ser concluído pelo Gráfico 5. Atualmente, as regiões que mais contribuem para estes números são Sudeste e Sul. O crescimento deve ser puxado pelo Centro Oeste e, especialmente, Nordeste em função das transformações sociais e elevação de um grande contingente de famílias para a classe média. 

ícone de caminhão Dado que a matriz de transportes de cargas no Brasil é essencialmente rodoviária (aproximadamente 65%), a produção e comercialização de Caminhões cresce mais de 10% a.a. pelos últimos dois anos. Fator crítico para o bom desempenho é a frota nacional muito antiga, com idade média de 22 anos. O mercado consumidor toma consciência que isto implica em riscos à segurança dos condutores e estradas, além de haver comprovações claras que os modelos antigos são até 20% menos eficientes aos modernos. Este mercado é especialmente atrativo nas regiões Sul e Centro Oeste, em função de serem os maiores produtores de commodities agrícolas do país.

ícone de Trator De acordo com o IBGE, a área cultivada no Brasil já passa de 53 milhões de hectares. Nas duas últimas décadas, este número aumentou mais de 40%. Entretanto, a produção aumentou mais de 150% neste intervalo, com previsão de atingir 198 milhões de toneladas de grãos em 2015. A evolução se deve ao melhoramento genético e à uma contribuição significativa da implementação de mecanização e novas tecnologias. Com isso, o mercado de Máquinas Agrícolas está em constante crescimento (com taxa superior a 25% nas vendas de 2013), estimulado pela concessão de incentivos como redução da taxa de juros no financiamento de implementos. Com foco claro no Sul e Centro Oeste do Brasil, o acesso a grandes portos facilita a exportação do excedente de produção.

ícone de moto No início da década passada, o Brasil vendia anualmente aproximadamente 600 mil Motocicletas. Ao final do ano de 2010, este número já figurava na casa de 1 milhão e 800 mil novas unidades ao ano, patamar no qual flutua pelos últimos anos. Este fenômeno se deve a muitos fatores, entre eles o acesso ao crédito, mudança comportamental do consumidor, surgimento de profissões vinculadas ao veículo e outros. Estima-se que até 2020, a quantidade de motocicletas vai ultrapassar os 30% da frota nacional de veículos (atualmente em 16%). Este mercado é muito polarizado com um player detendo mais de 80% de market share e produção concentrada em Manaus (Zona Franca). Como alternativa, marcas com foco regional se instalam, customizando produtos às necessidades da população local. Este tipo de fenômeno pode ser visto no Nordeste. Além disso, o crescimento expressivo da frota implica em um mercado atrativo de peças para manutenção.

ícone de avião A produção do setor Aeroespacial do Brasil é ampla, envolvendo aviões comerciais e militares, leves e de médio porte, helicópteros, planadores, foguetes de sondagem e satélites. Especificamente no ramo de aviões comerciais médio, o país posiciona-se como líder mundial. Aproximadamente 80% da força de trabalho concentra-se em São Paulo. Além disso, o único fabricante de helicópteros da América Latina situa-se em Minas Gerais, fator relevante pois o país possui uma frota de 2000 unidades. Tudo isso motiva o desenvolvimento da cadeia de fornecedores conexa, haja visto que o setor possui demanda compromissada para vários anos.

ícone de navio No setor Naval, os estaleiros nacionais possuem demanda garantida até 2020. O principal motivador é a tendência mundial de exploração de petróleo offshore, com a construção de plataformas de exploração. De acordo com a Global Marine Trends, atualmente o número de plataformas no mundo é de aproximadamente 300 e em 2030 projetam-se 618 estruturas. No Brasil o cenário não é diferente: com o descobrimento do Pré-Sal e o início da exploração em massa, a quantidade de plataformas deve aumentar 20%. No grupo das embarcações, o momento não é diferente. Porém, uma particularidade nacional é a presença de uma extensa rede de rios navegáveis, portanto, a construção de comboios fluviais está em alta e é uma atividade de projeção regional, haja visto que as estruturas são construídas próximas aos corredores fluviais para o qual são destinadas.

 

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