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Rio de Janeiro

A cidade do Rio de Janeiro possui 6,4 milhões de habitantes, sendo assim a segunda maior do Brasil e terceira maior da América Latina. Quando leva-se em conta a região metropolitana, os números são ainda mais representativos: 12,0 milhões de habitantes. Ou seja, aproximadamente 6% da população nacional.

O PIB do Rio de Janeiro é o segundo maior do país, sendo 11,2% do total ou R$ 543 Bilhões. As receitas são provenientes de Serviços (~55%) e indústria (~25%). Com território equivalente a Dinamarca, está entre os cinco menores estados do Brasil, mas em termos populacionais é o 3° colocado, com 16,5 milhões de habitantes, ou 8% do total nacional.

O estado encontra-se num cenário impulsionado pela realização de dois eventos mundiais: Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016. Investimentos em segurança e infraestrutura (vias e transporte público) serão revertidos em bem estar e desenvolvimento industrial. Além disso, serviços como construção civil e turismo vem sofrendo forte aceleração.

Atualmente, os investimentos industriais concentram-se em Óleo e Gás (motivados pelo Pré-sal), Mineração, Siderurgia e Petroquímica. Entre 2014 e 2016, pretende-se investir R$ 230 bilhões, vinculados aos setores descritos e aos mega eventos.

As principais razões que justificam os investimentos no Rio de Janeiro são:

  • Boa estrutura logística, contando com 3 aeroportos nacionais e 2 internacionais (Rio de Janeiro/Galeão e Campos);
  • Possui o terceiro litoral mais extenso do país (635km). Com isso, abriga 7 portos, cada um possuindo especialidades diferentes (petróleo, minério de ferro, carga geral, etc);
  • 50% da capitalização do mercado da BOVESPA são de empresas sediadas no Rio;
  • 5 das 9 universidades com nota máxima no ranking do MEC estão no estado;
  • Cidade vinculada à qualidade de vida, com mais de 90km e praias. Ocupa a primeira posição no ranking de estrangeiros residentes no Brasil, com quase 46% dos vistos de trabalho concedidos no país.

Os setores da indústria estão bastante polarizados geograficamente. No litoral, extração de petróleo e gás é destaque. No interior, a indústria automobilística começa a crescer. E a cidade do Rio de Janeiro apresenta enorme potencial turismo.

Refino de Petróleo e Coque: Com 44 campos, é o maior produtor de petróleo do Brasil (64% da produção nacional). O setor encontra-se em franco desenvolvimento desde o anúncio do pré-sal. Isso também implica em investimentos em refinarias, haja visto que o Brasil ainda importa combustíveis e outros derivados. O estado conta com três dos melhores cursos de engenharia de petróleo e gás do país.

Máquinas e Equipamentos: Explorando as potencialidades das cadeias do petróleo e automobilística, a indústria de máquinas e equipamentos tem amplas possibilidades na região, concentrando-se no interior, próximo a Resende e nas cidades com alto potencial de exploração de petróleo, como Campos.

Minério de Ferro: Maior porta de escoamento nacional de minério de ferro, os portos da região de Itaguaí concentram os maiores exportadores deste commodity no país. Isso demanda uma sólida rede de fornecedores de peças de manutenção.

Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos: Em conjunto com o desenvolvimento da indústria, o Rio concentrará grande parte dos centros de mídia e broadcast para os jogos de 2016. Tudo isso gera uma solicitação de investimentos no setor e formação de profissionais. Além disso, a cidade do Rio de Janeiro possui o mais moderno centro de operações para monitoramento urbano do mundo, que demanda constantes evoluções e manutenções em sistemas.

Automobilístico: Na região de Resende, próximo às divisas com Minas Gerais e São Paulo, encontra-se o polo automobilístico do Rio, com a presença de três montadoras. Em conjunto, sabendo que os custos logísticos são bastante relevantes no Brasil, há oportunidades de desenvolvimento de fornecedores no entorno das fábricas.

Construção: A demanda de investimentos no setor não está somente vinculada à realização das Olimpíadas de 2016. Certamente à construção das arenas para os jogos tem impacto direto, mas além disso, toda a infraestrutura hoteleira precisa ser amplificada. Na mesma linha, várias obras de mobilidade urbana estão em desenvolvimento e o planejamento estratégico contempla investimentos até 2020, no mínimo.

Produtos de metal (exclusive Máquinas e Equipamentos): Puxada pela demanda da indústria do petróleo, a construção naval está em ascendência. Entendendo a situação, o governo do estado fornece benefícios fiscais para o desenvolvimento da indústria. Atualmente, os estaleiros concentram-se entre a cidade do Rio de Janeiro e Campos.

O Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social – FUNDES contempla todos os setores da economia, tendo por objetivo financiar o capital de giro de novos empreendimentos, bem como das empresas já existentes no território fluminense. Auxilia na amortização dos empréstimos, destinados aos investimentos fixos, concedidos por outros organismos e instituições financeiras.

O Governo possui uma série de programas (RIOPORTOS, RIOLOG, RIOINVEST, RIOINFRA, etc) com particularidades para cada setor, envolvendo a redução direta de ICMS e outros incentivos.