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Piauí

O PIB do Piauí é de aproximadamente R$ 25 bilhões e suas receitas são provenientes, essencialmente, do setor de serviços (~60%) e indústria (~27%). Embora pequeno, está entre os estados que mais cresce do Nordeste, com média superior à nacional. Com território equivalente ao Reino Unido, é o 11° maior estado em área, porém em termos populacionais ocupa a 19ª posição.

Localizado muito próximo à linha do Equador, a região é banhada pelo sol durante o ano todo, característica particular do clima tropical, o que concede vasto potencial agrícola ao estado e, por consequência, possibilidades de desenvolvimento industrial neste ramo.

Uma das principais frentes de investimento do governo é a ampliação do acesso à educação profissional e superior, que vem demonstrando eficácia, com mais de 100% de aumento das matrículas na última década.

A capital é Teresina com 840 mil habitantes, estando assim entre as 25 maiores cidades do país. Considerando-se a região metropolitana, a população ultrapassa 1,1 milhões de pessoas.

As principais razões que justificam os investimentos no Piauí são:

  • Localização privilegiada, entre os portos de Pecém (CE) e Suape (PE);
  • Forte política de incentivos;
  • Mão de obra capacitada;
  • Disponibilidade de grandes áreas férteis e desenvolvimento de um amplo projeto de infraestrutura;
  • Criação da Zona de Processamento de Exportação, incentivando e desenvolvendo o escoamento da produção das indústrias locais.

Outros produtos de minerais não-metálicos: Dados do Departamento Nacional de Produção Mineral constatam que o Piauí está entre os 10 maiores potenciais de extração de minerais do Brasil. Ainda assim, o estado possui o diferencial da diversidade de produtos encontrados, variando desde ferro, fósforo, níquel, até diamantes. Há muito espaço para exploração dos mesmos.

Construção: Constantes investimentos em infraestrutura, como ampliação de aeroportos e construção da ferrovia Transnordestina garantem potencial para o setor por vários anos. O recente aumento no nível de renda da população também propicia crescimento das atividades em caráter privado.

Alimentos e Bebidas: O clima característico garante a produção de alimentos particulares à região. E mais, a localização geográfica estimula o escoamento da produção para todo o Nordeste e Norte, evidenciando ainda mais o potencial.

Metalurgia de Metais Não-Ferrosos: O Ceará é um estado rico na produção de níquel, especialmente depois da descoberta de um reserva em Capitão Gervásio de Oliveira. Com isso, há amplas possibilidades no processamento do metal. A proximidade com estados ricos em minério de ferro amplia as opções de ligas possíveis para elaboração.

Produtos Farmacêuticos: A indústria farmacêutica está bem consolidada no sul do Piauí, trabalhando com 100% da capacidade vendida e pedidos em espera. Especialmente após o adendo dos medicamentos genéricos, e por não ter havido abertura de novas empresas nos últimos anos, existe muita demanda por medicamentos na região. As principais regiões demandantes são Sul e Sudeste.

Produtos Químicos: Em projeto de instalação, consequência de recentes obras de infraestrutura realizadas, a construção de um polo químico Piauiense é avaliada. Ele atenderia não só o estado, mas como toda a região vizinha.

Têxteis: Para se tornar competitivo, este setor concentra-se em polos industriais, como o caso de Piripiri. Além da oportunidade de mão de obra qualificada, a localização geográfica facilita o acesso aos estados da região Nordeste e Norte. Com perfis de clientes bem amplo, pode-se atender desde de pequenos lojistas, até redes regionais.

Em vigor desde dezembro de 2011, a nova lei de incentivos fiscais 6146/2011 oferece vantagens para indústrias que queiram se instalar no Piauí, concedendo diferimento de créditos presumidos. Têm direito a este crédito, por 20 anos, as empresas que contratem 500 empregados, com direito a 100% nos primeiros dez anos e 50% nos cinco anos seguintes e 60% nos últimos cinco anos.

A nova lei também criou o Fundo de Desenvolvimento Industrial do Piauí (Fundipi) que possui recursos com fins de desenvolvimento do setor industrial, como obras de reforço energético e aquisição de terrenos em polos industriais. Quem faz a gestão disso tudo é o Conselho de Desenvolvimento Industrial do Piauí (Codin).