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Pernambuco

O PIB de Pernambuco é o 2° maior da região Nordeste, totalizando aproximadamente R$ 120 Bilhões, ou 2,5% do país em 2013. O setor de serviços tem participação de 70% e a indústria de 23% nas receitas. Com território equivalente à área de Portugal, é apenas em 19° estado em extensão, mas em termos populacionais é o 7° colocado.

Com R$ 7,5 bilhões de investimento previsto, a ferrovia Transnordestina tem quase 1/3 de sua extensão em Pernambuco. A relevância desta via está na importância futura como fonte de escoamento da produção de grãos nacional, chegando ao Porto de Suape, importante porta de entrada e saída no Nordeste.

A capital é Recife com 1,6 milhões de habitantes, estando assim entre as 10 maiores cidades do país. Ainda, considerando-se a região metropolitana, concentram-se aproximadamente 4 milhões de pessoas, ou 2% do total nacional.

O Aeroporto de Recife conta com voos internacionais regulares para os Estados Unidos e Europa. Ambas as rotas têm duração média de 7h, um grande atrativo já que São Paulo – Miami e São Paulo – Paris duram aproximadamente 9h e 11h, respectivamente.

As principais razões que justificam os investimentos em Pernambuco são:

  • Perspectiva de boa estrutura logística em curto prazo, impulsionada pela Transnordestina;
  • Crescimento sólido no entorno do Complexo Industrial de Suape, composto do porto, polo petroquímico, siderúrgico e automobilístico;
  • Continuação das obras de transposição do rio São Francisco, trazendo progresso das cidades no sertão nordestino;
  • Maior estaleiro do hemisfério sul, movimentando a indústria naval;
  • Políticas bem estabelecidas de incentivos fiscais;
  • Investimentos em urbanização, facilitando a adaptação de estrangeiros, especialmente próximos à Suape e Recife.

A produção industrial concentra-se no litoral. Entretanto, é desejo do governo desenvolver a economia no interior, especialmente motivada pelas obras da Transnordestina e transposição do rio São Francisco.

Alimentos e Bebidas: Atualmente corresponde a 48% das vagas de empregos formais do estado. Políticas de incentivo à exportação e o clima propício ao cultivo de diversas frutas, favorecem a produção de sucos. Além disso, já existe infraestrutura de produção e escoamento de bebidas gaseificadas e alimentos industrializados.

Artigos de Couro e Calçados: A região de Petrolina é historicamente um polo na geração de matéria prima e produção de artigos de couro. Esta atividade faz parte da cultura da população, o que significa que há grande oferta de mão de obra qualificada no manejo do material. Considera-se que há bastante potencial de exportação dos produtos devido à qualidade e acabamento.

Fabricação de aço e derivados: A presença do maior estaleiro do hemisfério sul em Suape fomentou este setor. A demanda por produção de aço e similares aumenta ano a ano, haja visto que existe lista de espera para navios e plataformas. Com a instalação de uma grande siderúrgica na região citada, existem oportunidades constantes no processamento deste aço, por isso o governo prioriza o setor metalomecânico.

Construção: Motivado pelas obras da ferrovia Transnordestina e transposição do Rio São Francisco, a demanda por este setor é constante. Além disso, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem forte atuação no estado, com investimentos em água e luz, habitação e urbanização.

Artigos de borracha e plástico: Impulsionado pela extração de petróleo, é um setor bem estabelecido na região, especialmente próximo a Suape. A presença de uma grande refinaria gera insumos para a indústria petroquímica, sendo este um diferencial no quesito custo da matéria prima para processamento de artigos de borracha e plástico.

Móveis e produtos das Industrias Diversas: Na região de João Alfredo situa-se um dos polos moveleiros mais relevantes do país. O governo do estado trabalha no desenvolvimento da região visando explorar a crescente demanda por móveis na região Nordeste, haja visto que o mercado ainda é fortemente atendido por empresas do Sul e Sudeste.

Têxtil: O agreste Pernambucano é dono do segundo maior polo têxtil do Brasil e possui perspectiva de crescimento, especialmente com incentivos do governo como a criação de uma incubadora de empresas. Bom diferencial da região é que o polo é rico na diversidade dos tecidos produzidos, variando entre fibras naturais e sintéticas.

O estado conta com o PRODEPE – Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco que visa atrair e fomentar investimentos. A concessão de incentivos é diferenciada, de acordo com a natureza da atividade, tipo do produto, localização do empreendimento, etc.

Consideram-se prioritários os incentivos aos seguintes setores: agroindústria (exceto sucroalcooleiro), metalomecânica, eletrotécnica, farmacoquímica, bebidas, plásticos, têxtil e móveis.

Como ressaltado, a localização do empreendimento é relevante e quanto mais distantes do litoral, maiores serão os incentivos para o investidor.