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Alagoas

O PIB de Alagoas é o 20° do país, totalizando aproximadamente R$ 35 Bilhões, menos de 1% do nacional. A receitas são provenientes de serviços (~56%) e Indústria (~37%). De acordo com dados da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico de Alagoas (SEPLAN), o PIB Alagoano cresceu substancialmente mais que a média nacional na última década.

Entre os 3 menores estados do Brasil, sua área equivale à metade da Holanda, porém em termos populacionais ocupa a 17ª colocação.

Atualmente, Alagoas encontra-se num momento de fortes investimentos em infraestrutura e logística, gargalos da produção no país, que englobam desde saneamento básico e canais de irrigação, até aeroportos, ferrovias, portos.

A capital é Maceió com 1 milhão de habitantes, estando assim entre as 20 maiores cidades do país. Entre outras coisas, a cidade possui grande potencial turístico.

As principais razões que justificam os investimentos em Alagoas são:

  • O Canal do Sertão já possui trechos inaugurados, levando água do Rio São Francisco às regiões mais secas e propiciando possibilidades de desenvolvimento na região com custos reduzidos;
  • Disponibilidade de recursos, como reservas de gás natural;
  • Clima propício e único para obter boa produtividade de determinados alimentos (especialmente frutas);
  • Posição privilegiada no Nordeste para distribuição de alimentos e bebidas;
  • Sistema de qualificação profissional em franco desenvolvimento, a partir de uma parceria formada em 2009 entre o governo e o Sistema Indústria.

Investimentos atuais em obras de infraestrutura, em conjunto com a concessão de incentivos visando descentralizar a indústria no estado, são os principais fatores que puxam o desenvolvimento em Alagoas.

Alimentos e Bebidas: Este setor encontra situação favorável na região por dois fatores básicos: obtenção de matérias primas particulares ao Nordeste e posição privilegiada para escoamento da produção. Particularmente, o clima tropical favorece a produção de diversas frutas. Por sua vez, a localização do estado garante potencial logístico para circulação dos produtos gerados.

Artigos de borracha e plástico: Estabelecido na região de Marechal Deodoro, o polo petroquímico especializou-se na produção de resinas cloradas (PVC). Este tipo de insumo é amplamente utilizado na produção de materiais para construção civil, como canos e caixas d’água. A região Nordeste em geral ainda apresenta deficiência em fatores como saneamento básico, o que confere demanda garantida para o setor;

Cimento: A região Nordeste apresenta carência desta matéria prima. Visando suprir toda demanda do estado e da região decorrentes das obras programadas para os próximos anos, Alagoas apresenta programas de incentivos às indústrias produtoras de cimento e já há alguns exemplos de companhias beneficiadas.

Metalmecânico: Impulsionado pelo desenvolvimento acelerado da indústria na região, especialmente no entorno do polo petroquímico de Marechal Deodoro, o setor apresenta grande potencial em função da falta de fornecedores capazes de atender grandes demandas.

Produtos Químicos: Buscando fortalecer a cadeia produtiva de produtos químicos e plásticos, o governo de Alagoas está em processo de instalação de um polo tecnológico químico, de plásticos e materiais em Tabuleiro dos Martins. Além disso, fornecem-se incentivos fiscais, locacionais e creditícios para fortalecimento desta indústria.

Têxteis: Colaborando para o desenvolvimento de regiões mais afastadas da capital, o governo estabeleceu um polo têxtil envolvendo 20 municípios, oferecendo estrutura de preparação, formação de mão de obra, incentivos e obtenção de fornecedores.

Equipamentos para produção de energia: O setor sucroenergético é muito representativo, haja visto que o estado é o 5° maior produtor de cana de açúcar do país. Com o aprimoramento de técnicas produtivas, a produção Alagoana encontra-se em crescimento, havendo espaço claro para o processamento do produto. O governo reconhece e incentiva indústrias capazes de inserir maior grau de tecnologia na produção de biocombustíveis.

Instituído no ano 2000, o Programa de Desenvolvimento Integrado do Estado de Alagoas (Prodesin) compõem uma série de incentivos fiscais, creditícios e locacionais. Por ser um estado pequeno, as negociações são feitas de maneira ágil e eficiente.

No ramo fiscal, o principal benefício é a redução de ICMS. Nos parâmetros locacionais, empresas chegam a receber áreas de 20mil a 100 mil m² para instalação de suas plantas. Prática comum e consolidada, a dimensão do incentivo varia de acordo com o tamanho do investimento e quantidade de empregos previstos. O investidor submete uma proposta técnica e as Secretarias do Planejamento e da Fazenda avaliam de acordo com o interesse do estado.