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Construção

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Quinto país mais populoso do mundo e com histórico recente de aumento do poder de compra da população, o Brasil é um celeiro de oportunidades no setor de construção. Além das tradicionais obras imobiliárias, há uma parcela muito mais significativa de investimentos em infraestrutura previstos em um horizonte breve. Isso significa que toda a cadeia de insumos envolvida está aquecida.

Gráfico Distribuição do déficit habitacional de 5,8 milhões de famílias no Brasil O mercado apresenta dois perfis distintos de públicos: o primeiro é composto por investidores que compram imóveis na planta para revendê-los após a entrega. O segundo representa famílias que tem foco na utilização dos empreendimentos como moradia. No país, de acordo com o IBGE, há déficit habitacional de 5,8 milhões de residências. A maior parte das famílias sem habitação, ou com habitações consideradas inadequadas, concentram-se nas regiões Sudeste e Nordeste.

Avanços recentes nas políticas de acesso a crédito imobiliário no Brasil demonstram o interesse do consumidor no mercado. Nos últimos 7 anos, o crédito imobiliário vem aumentando em quase 32% ao ano e boa parte deste crescimento foi conduzida a partir de 2009 com o anúncio do programa Minha Casa, Minha Vida do Governo Federal. Ele concede benefícios como baixas taxas de juros, parcelamento decrescente e facilitação burocrática para família com baixo nível de renda. De acordo com dados do Governo Federal, até o início de 2014, mais de 1,5 milhão de famílias haviam sido beneficiadas. 


Gráfico Crédito Imobiliário (R$ Bi) INFRAESTRUTURA – Atividades relacionadas à infraestrutura são o ramo mais aquecido no setor da construção. De 2015 a 2018, estão previstos investimentos da ordem de R$ 500 bilhões em diversas frentes. Especialmente no setor dos transportes, continuando a onda de investimentos da Copa do Mundo e prevendo as Olimpíadas, a ampliação e adequação de aeroportos deve persistir. Atualmente, existem 130 aeroportos com voos regulares no Brasil.

Nos últimos dois anos, foram licitados aproximadamente cinco mil quilômetros de estradas e os vencedores possuem investimentos compromissados de mais de R$ 30 bilhões para os próximos 30 anos. Em 2015, antigos trechos com concessão próxima do vencimento e novas localizações serão licitadas. Eles estão distribuídos por várias regiões, mas possuem foco claro de melhorar a malha logística Brasileira para escoamento da produção de commodities.

Na mesma linha, a malha ferroviária terá grande foco nos próximos anos, desenvolvendo novos trechos nas regiões Centro Oeste, Norte e Nordeste, e garantindo a divisão de modais logísticos para acessos aos grandes portos, atualmente concentrado no rodoviário. O modelo de negócios é muito particular: a empresa vencedora da licitação terá a obrigação de construir e operar a malha e, em troca, criou-se a estatal Valec, que compra toda a capacidade de transporte e distribui de acordo com critérios pré-negociados.

Nos portos, estão previstas para 2015 as primeiras privatizações de terminais visando modernização e descentralização da região Sudeste. Nesta linha, a previsão é que o mesmo ocorra em outras 100 localidades.

O governo desenvolveu uma alternativa vitoriosa para ampliar o saneamento básico no país: As Parcerias Públicos-Privadas (PPP). Nele, um agente privado torna-se responsável pela construção e operação de serviços de caráter público por um período determinado, sendo remunerado de acordo com acordos pré-firmados. Existem várias características particulares dos acordos. Atualmente, a iniciativa privada possui 10% de participação no setor. Em 10 anos, visualiza-se que pode passar de 30%. As PPPs não atuam somente no ramo do saneamento básico, podendo ser aplicadas na ampliação de vagas prisionais, leitos hospitalares, energia elétrica e outros.



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