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12 de Agosto de 2014 às 22:00

CDEIC debate alterações no Imposto sobre Serviços para Municípios

Nesta manhã, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) da Câmara dos Deputados realizou audiência pública para debater o Projeto de Lei Complementar 366/2013, que fixa em 2% a alíquota mínima de ISS.

Nesta manhã, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) da Câmara dos Deputados realizou audiência pública para debater o Projeto de Lei Complementar 366/2013, que fixa em 2% a alíquota mínima de ISS. A iniciativa determina também que o ISS não será objeto de concessão de isenções, incentivos e benefícios tributários ou financeiros que resulte em uma carga tributária menor que a decorrente da aplicação da alíquota mínima estabelecida e inclui novos serviços à relação sujeita à tributação pelo ISS (setores ligados à tecnologia da informação; à locação empresarial de bens móveis e imóveis; ao saneamento ambiental; à composição gráfica; e à veiculação e divulgação de textos, desenhos e outros materiais de propaganda e publicidade, por qualquer meio, exceto em livros, jornais, periódicos, radiodifusão sonora e de sons e imagem de recepção livre e gratuita; dentre outros).

Como convidados, estiveram presentes: Maurício Cazati Jr, da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ); Zabetta Macarini Carmignani Gorissen, do Grupo de Estudos Tributários Aplicados (Getap); Daisy Kosmalski, da Associação Brasileira de Mídia Out Of Home (ABMOOH); Sonia Regina Piassa, da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro); Paulo Gomes de Oliveira Filho, da Associação Brasileira das Produtoras de Fonogramas Publicitários (Aprosom); e Levi Ceregato, da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf).

Maurício Cazati Jr, do Ibá, manifestou o apoio da Associação ao Projeto, o qual unifica o ISS em todos os municípios. No sentido de aperfeiçoar o texto da matéria, sugeriu incluir na lista de itens tributados pelo imposto os serviços florestais, a fim de evitar dúvidas e interpretações equivocadas. Adicionalmente, sugeriu que haja a garantia de que os benefícios concedidos anteriormente, com prazo determinado, sejam preservados após a publicação da Lei – já que a nulidade afetaria as benfeitorias e investimentos concedidos anteriormente.

Zabeta Macarini Carmignani Gorissen, do GETAP,
lembrou que, de acordo com as disposições do projeto, ainda que haja lei publicada, nas ocasiões em que o prestador de serviço tiver acordo com o Município, o tomador de serviço, quando não conhecer os termos desse acordo, encontrará insegurança jurídica. Ademais, o texto estabelece a responsabilidade ao tomador do serviço pelo cumprimento de eventuais autuações.

Zabeta Gorissen pontuou que as regras de transição deveriam valer além do período de um ano previsto no texto. Nesse sentido, o ideal seria que esse período fosse flexibilizado para que o tomador do serviço possa se adequar à nova legislação, já que seria ele o responsável pelo recolhimento do tributo - o mesmo se aplicaria aos prestadores do serviço, já que eles deverão repactuar todos os seus acordos.

A representante do GETAP pontuou que o PLP 366/2013 é uma oportunidade para dirimir o conflito relativo à incidência da tributação do ICMS e do ISS.

Importante ponto levantado foi a diminuição da competitividade dos serviços brasileiros quando exportados, em decorrência da tributação. Nesse sentido, a sugestão apresentada foi a de ajustar o texto estabelecendo que toda vez que o beneficiário do serviço estiver no exterior, a operação seja configurada como uma exportação – dessa forma, ficaria sanado o questionamento em relação à incidência do ISS. Outra questão relacionada ao ganho de competitividade estaria relacionada à supressão de tributação de ISS dos serviços compartilhados sem tributação de ISS.

Zabeta comentou ainda sobre os aspectos negativos do recolhimento do ISS no local da utilização do cartão de credito e da tendência ao retorno ao uso do cheque e da moeda, o que poderia aumentar a quantidade de cheques sem fundo, prejudicando a rentabilidade do comércio.

Daisy Kosmalsky, da ABMOOH, sinalizou o desejo do segmento de incluir o segmento de mídia externa na relação de bens sujeitos ao ISS e manifestou apoio ao texto aprovado no Senado, sem alterações. Sonia Regina Piassa, da APRO, pontuou a questão da tributação sobre a exportação de serviços.

Paulo Gomes de Oliveira Filho, da APROSOM, manifestou o desejo de que a cessão de direitos autorais não seja caracterizada como serviço, a fim de que não seja tributada pelo ISS.

Levi Ceregato, da ABIGRAF, manifestou o apoio à aprovação do PLP 366/2013, já que além da questão da competitividade e da redução da carga tributária, o projeto tende a solucionar o conflito de normas tributárias relativo ao ISS e ao ICMS, conferindo segurança jurídica ao setor.

Representante da Secretaria da Receita Federal do Brasil enfatizou a importância do projeto e a necessidade de revisão periódica da lista de itens sujeitos ao ISS, dado o progresso e a evolução das atividades. Atividade mutante, em constante evolução. Por isso da importante do projeto. Manifestou apoio ao posicionamento da ABIGRAF.

Fonte: Novidades Legislativas nº 37 de 2014