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14 de Dezembro de 2017 às 07:00

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Acordo Mercosul-União Europeia está próximo e é prioridade da indústria brasileira, avalia CNI

Negociações avançaram em Buenos Aires nesta semana. Após acerto, Brasil passará a ter acesso a 25% do mercado mundial com isenção ou redução de imposto de importação

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A negociação do acordo Mercosul-União Europeia avançou bastante nesta semana e poderá ser concluída nos próximos meses. Essa é a avaliação do diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi, e da equipe técnica que acompanha as negociações nesta semana, em Buenos Aires, Argentina. “As tratativas evoluíram e os blocos se aproximaram em relação a posições como a abrangência, a velocidade e as regras da liberalização do comércio”, diz o diretor. 

Na avaliação da CNI, o esforço final para a formalização do acordo cabe à União Europeia, principalmente no que diz respeito à abertura de seu mercado agrícola e no atendimento às demandas industriais, como o regime aduaneiro especial de drawback, que isenta os insumos importados de produtos que serão exportados. Os negociadores do Mercosul fizeram concessões adicionais para chegarem a um consenso.

A indústria brasileira espera ver o acordo implementado o mais rapidamente possível, pois esta ação permitirá ao Brasil entrar na liga das grandes economias do comércio internacional. A CNI reconhece o empenho em prol do acordo dos ministérios das Relações Exteriores (MRE), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), durante a rodada realizada na Argentina, paralelamente a 11ª Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC).

GANHO DE MERCADO – O acordo Mercosul-União Europeia vai permitir triplicar o acesso a novos mercados para os bens brasileiros. Atualmente, todos os acordos de comércio assinados pelo país só cobrem 8% do comércio do mundo. Com o novo tratado, os produtos brasileiros passarão a ter acesso preferencial a 25% do mercado global, além disso, fomentará os investimentos europeus no Brasil. Atualmente, a UE é o principal investidor estrangeiro no país. 

A União Europeia também é a principal origem das importações do Brasil e o segundo principal destino das exportações brasileiras. No entanto, a importância do comércio com a UE tem caído e o acordo pode ajudar a reverter esse quadro. Entre janeiro e novembro de 2008, o Brasil chegou a vender US$ 43,2 bilhões para os países do bloco. Neste ano, foram somente US$ 31,9 bilhões. Uma queda de 26%.

“O Mercosul está unido. Há avanços importantes da Argentina e do Paraguai. A União Europeia sabe que precisa fazer mais para chegarmos a um acordo nas próximas semanas. Estamos contando com a liderança da comissária Europeia do Comércio, Cecilia Malmström, para se concluir essa negociação com sucesso”, afirma o diretor Carlos Abijaodi. 

Por Diego Abreu e Helayne Boaventura
Da Agência CNI de Notícias

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